Galera,
Mais uma possibilidade para quem faz Cultura Viva pelo Brasilzão afora. Dessa vez o Correios está com inscrições abertas até 31/08/2010 para várias áreas: literatura, cultura popular, artes integradas, audiovisual, dança, teatro....
Acesse http://www.correios.com.br/institucional/conheca_correios/acoes_culturais/esp_cult_rj/patrocinio/Conteudo/edital.cfm?edital=Cultural
boa sorte!!!
Compartilho minhas experiências interiores, vivenciadas a partir do Movimento NossaCasa!!! Embarque comigo nesta onda e boa viagem!!! Um blog experimental, para quem gosta de ler, ler, de escrever, pensar, cheirar, falar e compartilhar também. Arte/educação/cultura/comunicação popular,inclusão digital,amor à natureza, controle social, manifestações populares,juventude rural, comunidades tradicionais, lugares e pessoas legais de conhecer. Leia tmb www.mochileirotuxaua.blogspot.com.
Para + Leituras das nossas comunidades, acesse:
1) http://barcadasletras.blogspot.com/O blog da nossa biblioteca comunitária itinerante Barca das Letras. Lá vc viajará conosco incentivando prazerosamente o gosto pela leitura, praticará a democratização do acesso à leitura, literatura, ao livro. E saberá como e onde doar livros para nossas comunidades ribeirinhas da Amazônia e tmb de outras ecoregiões brasileiras. Então, venha conosco e boa leitura!!!
2) http://www.mochileirotuxaua.blogspot.com/
as mochiladas culturais pelas comunidades tradicionais do Oiapoque ao Chuí (Prêmio Tuxaua Cultura Viva 2010 do Ministério da Cultura)
3) http://editaisdecultura.blogspot.com/
Oportunidades para apoio a projetos culturais para quem faz ou quer fazer cultura viva
4) http://nossosmestres.blogspot.com/
Desescondendo os mestres da cultura popular brasileira, conhecidos durante as várias atividades pelas comunidades tradicionais do Brasil, desde 2008.
5) http://circomagicodaleitura.blogspot.com/
Vários textos, publicações e indicações de leitura crítica para quem faz cultura viva
6) http://palhacoalecrim.blogspot.com/
Blog em homenagem ao Palhaço Alecrim da Beira D'Água, que animou a garotada do Pará, da capital e do interior, nas décadas de 60 a 90.
7) http://caminhadadaluz.blogspot.com/
Lugares especiais, de gentes e energia positiva para quem quer (con)viver com simplicidade e humanidade. Ideal para galera que vive em cidade, atordoada pelo consumismo e outros ismos mais... Viaje por esses caminhos de luz, vale o prazer...
8) http://radianossacasaamazonia.blogspot.com/
Vídeos-reportagens realizados durante nossas intervenções megafônicas da nossa "rádia comunitária itinerante" pelas comunidades tradicionais do interior do Brasil e em eventos culturais nas capitais.
9) http://nossacasaap.com.br/
desativado
10) http://nossagendacultural.blogspot.com/: divulgação de eventos de movimentos culturais populares Brasil afora.
11) conexaonossacasa.blogspot.com : blog que divulga as ações ecoculturais realizadas em Brasília, a partir de setembro/2011, compartilhando nossos saberes adquiridos nas comunidades ribeirinhas do Amapá, desde 2008.
Boa diversão!!!
11) Twitter : @JonasBanhos
12) youtube: nossacasadecultura
13) https://www.facebook.com/#!/jonas.banhos
https://www.facebook.com/#!/pages/Barca-das-Letras-NossaCasa-de-Cultura-e-Cidadania/145617575484649
14) + fotos: http://www.flickr.com/photos/mochileirotuxaua/
Meus contatos:
jonasbanhosap@gmail.com
(61) 8167 1254 - Tim Brasília/DF
2) http://www.mochileirotuxaua.blogspot.com/
as mochiladas culturais pelas comunidades tradicionais do Oiapoque ao Chuí (Prêmio Tuxaua Cultura Viva 2010 do Ministério da Cultura)
3) http://editaisdecultura.blogspot.com/
Oportunidades para apoio a projetos culturais para quem faz ou quer fazer cultura viva
4) http://nossosmestres.blogspot.com/
Desescondendo os mestres da cultura popular brasileira, conhecidos durante as várias atividades pelas comunidades tradicionais do Brasil, desde 2008.
5) http://circomagicodaleitura.blogspot.com/
Vários textos, publicações e indicações de leitura crítica para quem faz cultura viva
6) http://palhacoalecrim.blogspot.com/
Blog em homenagem ao Palhaço Alecrim da Beira D'Água, que animou a garotada do Pará, da capital e do interior, nas décadas de 60 a 90.
7) http://caminhadadaluz.blogspot.com/
Lugares especiais, de gentes e energia positiva para quem quer (con)viver com simplicidade e humanidade. Ideal para galera que vive em cidade, atordoada pelo consumismo e outros ismos mais... Viaje por esses caminhos de luz, vale o prazer...
8) http://radianossacasaamazonia.blogspot.com/
Vídeos-reportagens realizados durante nossas intervenções megafônicas da nossa "rádia comunitária itinerante" pelas comunidades tradicionais do interior do Brasil e em eventos culturais nas capitais.
9) http://nossacasaap.com.br/
desativado
10) http://nossagendacultural.blogspot.com/: divulgação de eventos de movimentos culturais populares Brasil afora.
11) conexaonossacasa.blogspot.com : blog que divulga as ações ecoculturais realizadas em Brasília, a partir de setembro/2011, compartilhando nossos saberes adquiridos nas comunidades ribeirinhas do Amapá, desde 2008.
Boa diversão!!!
11) Twitter : @JonasBanhos
12) youtube: nossacasadecultura
13) https://www.facebook.com/#!/jonas.banhos
https://www.facebook.com/#!/pages/Barca-das-Letras-NossaCasa-de-Cultura-e-Cidadania/145617575484649
14) + fotos: http://www.flickr.com/photos/mochileirotuxaua/
Meus contatos:
jonasbanhosap@gmail.com
(61) 8167 1254 - Tim Brasília/DF
Trupe Cultura Viva na Foz do Rio Macacoari, apresentando o prazer da leitura com as crianças (Itaubal/AP)
Trupe Cultura Viva na Comunidade Foz do Rio Macacoari(Itaubal/AP)
Foz do Rio Macacoari (Itaubal/AP)
Trupe Cultura no Rio Macacoari (Carmo do Macacoari - Itaubal/AP)
Trupe Cultura Viva na Comunidade Foz do Rio Macacoari (Itaubal/AP)
Rio Macacoari (Itaubal/Amapá)
Rio Matapi - Amapá
Irmandade de São Benedito preparando-se para a chegada na Festividade de São Raimundo do Quilombo Pirativa (Amapá)
Festividade na Comunidade Quilombo Pirativa (Amapá)
Palhaço Ribeirinho nas comunidades do Piauí
Trupe Cultura Viva no quilombo Pirativa (Amapá). Leia + em http://www.mochileirotuxaua.blogspot.com/
Mestre da cultura popular de Nossa Senhora de Nazaré (PI), premiado pelo Mais Cultura do Ministério da Cultura.
Trupe Cultura Viva no Piauí, só alegria, leitura e cultura popular!!
Criança piauiense "brincando" de ler, durante nossa Pororoca Cultural Picoler. Leia + em mochileirotuxaua.blogspot.com
Circo Mágico da Leitura na Comunidade Boquinha (zona rural de Teresina/PI))
CGU no Carmo do Macacoari, fiscalizando prédios públicos abandonados (Itaubal/AP)
I Turma de Controladores Sociais do Rio Macacoari (Carmo do Macacoari-Itaubal/AP)
NossaCasa de Cultura e Cidadania do Rio Macacoari (Carmo do Macacoari/Itaubal-AP
Rádi@ NossaCas@ Amazôni@ Livre
PRÊMIO TUXÁUA CULTURA VIVA 2010
Fomos premiados pelo Ministério da Cultura com o Prêmio Tuxáua 2010, representando as comunidades ribeirinhas/tradicionais do Amapá e da Amazônia. Agradecemos a tod@s as comunidades que nos recebem e receberam nos últimos 2 anos com muito amor, carinho, respeito e atenção. Obrigado pela troca sincera de saberes, sabores, dizeres e fazeres.Dedico este prêmio a vocês, à minha família, à minha tia Cici Ardasse, à voluntária ativista Rita de Cácia e a tod@s que embarcaram nas ondas da Rádi@ NossaCas@ Amazôni@, que nos permitirá levar para 16 comunidades tradicionais do Brasil a cultura ribeirinha amapaense, com o projeto "Mochileiro Tuxáua Cultura VIva - Do Oiapoque ao Chuí".
Dois palhaços do Amapá, da Amazônia na TEIA 2010
Praia de Iracema, Fortaleza-CE - março/2010
Incentivando a leitura com meninos de rua em Macapá-AP
Literatura, artes, brinquedos, fotografia, desenhos e Rádi@ NossaCas@ Amazôni@
Palhaço Ribeirinho entrevistando Palhaço Charles
Março 2010 - Teia - Fortaleza-Ceará
Oficina de Comunicação Livre para crianças de rua em frente ao Rio Amazonas
Em Macapá, exercício de comunicação livre com a Rádi@ NossaCas@ Amazônia e a BArca das Letras.
Em Belém do Pará
pela justiça, contra a impunidade, contra a violência do Estado e da própria sociedade!!! Todo domingo, na Praça da República. Apóie essa causa, esse movimento!!!
Menin@s de rua de Macapá no comando da BArca das Letras
Leitura, música, arte, fantoches, contação de histórias, troca de saberes e fazeres, cheiros e sabores... mística e espiritualidade com os excluídos inocentes da sociedade capitalista selvagem!!!
15 de maio - Encontros da Rádi@ NossaCas@ Amazônia na Praça da República em Belém/PA
Escritor paraense Antonio Juraci Siqueira, cordelista, fazendo divulgação do seu cordel premiado este ano "O menino que ouvia estrelas e se sonhava canoeiro." e Daniel Rocha da Revista PZZ O Pará de zero a zero (www.revistapzz.com.br). Galera que faz cultura viva na Amazônia. Bom reencontrá-los amigos!!!
Mais doações de livros em Brasília para nossas comunidades ribeirinhas da Amazônia
Valeu a tod@s @s doadores de livros.... muuuuiiiitttoooo obrigado!!!
Dois palhaços se encontram na TEIA 2010 - Fortaleza/CE
Show de bola, de alegria, de cidadania. Valeu Palhaço Charles... saudades irmão!!!
Vai ter cinema ambiental na Comunidade Carmo do Macacoari em breve
Em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, a NossaCasa exibirá 52 filmes com temática ambiental. Em seguida, rodas de leitura...
NossaCasa é elo de ligação, ponte...
Ligamos pontos de cultura popular da Amazônia, do Brasil, porque acreditamos que é preciso um mutirão de amor para que a gente viva feliz, na simplicidade, com respeito e muita união e solidariedade.
Programa NossaCasa Amazônia, toda 5ª feira, das 18h/19h
Agora você pode acompanhar o programa pela internet no link http://radiotime.com/station/s_124090/Novo_Tempo_FM_1059.aspx ou http://www.novotempofm105.com/. E pode participar pelo email nossacasaap@gmail.com ou pelo meu msn jbanhos@hotmail.com ou ligar no (96) 3251 2470 (Macapá/AP).
3 de maio - Rádi@ NossaCasa Amazônia com Sem Terrinhas de Mosqueiro/PA
Comunicação livre, brincadeiras, leitura de mundo no Assentamento Mártires de Abril, na Ilha de Mosqueiro no Pará.
1º de maio - NossaCasa no lançamento do livro "João Batista mártir da luta pela reforma agrária"
A convite do escritor Pedro Batista participamos de mais uma atividade de incentivo à leitura de mundo com as comunidades rurais (Município de Ipixuna do Pará)
Sem terrinha no Julgamento do assassino de Irmã Dorothy
Belém/PA, 30 de abril de 2010.
Rádi@ NossaCas@ Amazônia estará presente no:
Venha participar, falar, colocar para fora o que está lhe oprimindo... A Rádi@ que dá voz aos oprimidos pelo sistema!!!!
AGENDA DAS PRÓXIMAS INTERVENÇÕES MEGAFÔNICAS DA RÁDI@ NOSSACAS@ AMAZÔNI@.
30/04 - Julgamento do Assassino da Irmã Dorothy - Belém/PA; 01/05 - Ato in memorian de João Batista - mártir amazônida da reforma agrária em Mãe do Rio, Aurora do Pará e Ipixuna do Pará; 3/05 - Roda de Carimbó do Iaçá - Belém/PA; 06/05 - Programa NossaCasa Amazônia na Rádio Comunitária Novo Tempo 105.9 FM; 12 a 15/05 - Festival da Cultura Negra - Montes Claro/MG.
II JIRAU DE ESCRITORES PARAENSES
Dois grandes escritores paraenses, que retratam a realidade das comunidades ribeirinhas e periféricas da Amazônia. Valeu galera pelas poesias e arte!!!
Amig@s do Arraial do Pavulagem, Belém/PA, visitando a NossaCasa.
II Jirau de Escritores Paraenses - abril/2010
Um domingo, de manhãzinha, em Macapá/AP
Invisibilidade social, exclusão, abandono, insensibilidade coletiva, desamor pelo próxim@: os frutos do capitalismo selvagem...
NossaCasa na Conferência Nacional de CUltura 2010
Com minhas amigas paraenses do incentivo à leitura nas comunidades da Amazônia. Valeu galera, pela ajuda e participação na Rádi@ NossaCas@ Amazôni@.
Rádi@ NossaCas@ Amazôni@ entre em ação na Pré Conferência Setorial do Livro, Literatura e Leitura
Na falta de energia, entra a Rádi@ das ribeirinhas da Amazônia, onde o luz para todos não chegou ainda.... O Diretor do Livro do Ministério da Cultura, Fabiano Santos, e toda a mesa, acharam fantástica a forma de fazer comunicação livre na Amazônia livre e de incentivar a leitura, principalmente.
GOG, grande ativista social por meio do hip hop, participou ativamente da Rádi@ NossaCas@ Amazônia
Conferência Nacional de Cultura - Brasília/DF - março/2010
Delegação da NossaCasa e amigos na 8ª Oficina de Inclusão Digital - Belo Horizonte - outubro/2009
Neste evento, conseguimos o Telecentro para nossa comunidade do Carmo do Macacoari (Itaubal/AP), em mais uma articulação vitoriosa dos ativistas da NossaCasa em prol de um mundo melhor, mais humano, mais solidário e inclusivo digitalmente. Assim, nossas vozes e imagens serão ouvidas e vistas além da floresta amazônica e da beira de nosso rio Macacoari...
NossaCasa na Conferência Nacional de Cultura
De entrevistador a entrevistado na Rádi@ NossaCas@ Amazônia, a voz dos excluíd@s e oprimid@s desta sociedade capitalista, homogênea que tenta tudo nos impor, ao invés de dispor, discutir ao invés de dialogar, competir ao invés de cooperar, odiar ao invés de amar, discordar ao invés de unir, duvidar ao invés de acreditar, desesperar ao invés de esperançar, cultuar a tristeza, a violência ao invés da alegria e da paz, valorizar a cultura de massa ao invés da nossa rica e diversa cultura popular....
NossaCasa do Rio Macacoari
Estamos transformando, devagar e sempre, por meio da cultura a vida das comunidades do nosso rio, das nossas raízes....
NossaCasa no II JIRAU DE ESCRITORES PARAENSES - Belém/PA
Artes integradas para incentivar a leitura de mundo!!!!
NossaCasa na TEIA 2010 - Fortaleza/CE
Mais uma vez as gentes de partidos políticos do Amapá, infiltradas nos Movimentos Sociais, tentaram nos deixar de fora. Aprendam de uma vez por todas: vocês não conseguirão jamais nos deter seus limitados, incompetentes, covardes!!!
NossaCasa na TEIA 2010 - Fortaleza/CE
Mobilizando os Pontos de Cultura do Brasil para assinar Moção de Repúdio ao Governo do Amapá/Secretaria de Cultura, que estão assassinando o Programa no Amapá: diminuindo de R$180.000 para R$160.000,00 (este é um excelente exemplo de Custo Amazônico, ou seja, governos insensíveis, corruptos e descompromissados com a cultura popular. É o mesmo governo que pagou R$300.000,00 para Vicor e Léo tocar por 1h30m na Feira Agropecuária de 2009... ABSURDO!!!! Cadê o Tribunal de Contas, Ministério Público???); só selecionaou 12 Pontos de Cultura ao invés de 15 vagas no Edital (num Estado pobre de apresentação de projetos, o DESGOVERNO ainda se dá ao luxo de devolver recursos federais kkkkk r-i-d-í-c-u-l-o-s); não divulgou o resultado final na internet (falta transparência... DESONESTOS. DESPREPARADOS, INEFICIENTES, DESONESTOS), prejudicando os 3 projetos desclassificados de RECORRER do resultado; só liberaram R$40.000,00 da parcela de R$53.333,33 previstano Convênio (cadê o dinheiro PÚBLICO seus INCOMPETENTES, GENOCIDAS DA CULTURA POPULAR). Fora INCOMPETENTES DA SECRETARIA DE CULTURA DO AMAPÁ!!!
Déia Palheta do Grupo de Carimbó Iaçá de Belém do Pará doando CD à Rádi@ NossaCas@ na TEIA 2010/CE
NossaCasa na Praça da República em Belém/PA
Artistas de rua, trabalhadores de rua, crianças, jovens e adultos, por meio da cultura, nos tornamos tod@s iguais!!!
NossaCasa no II JIRAU DE ESCRITORES PARAENSES - ABRIL/2010
Com meus amigos da cultura popular paraense.
ARRASTÃO DO PAVULAGEM 2010 (BELÉM/PA) - CALENDÁRIO
Da Escadinha da Estação das Docas até a Praça da República. Hora: a partir de 9h, 13, 20 e 27/06 e 4/07/2010. Nos vemos lá!!!
NossaCasa em São Sebastião - Brasília/DF - 24/04/2010
Contribuindo para a formação do novo cidadão, em qualquer lugar do Brasil, da América Latina, do mundo!!!
NossaCasa em São Sebastião - Brasília/DF - 24/04/2010
Todo mundo monta e desmonta a NossaCasa de Cultura e Cidadania: isso é participação, protagonismo e solidariedade. Paulo Freire na veia!!!
NossaCasa em São Sebastião - Brasília/DF - 24/04/2010
Criança candanga admirando urubus e araras amazônicos, obra de artistas do Arraial do Pavulagem e da Praça da República (Belém/PA)
NossaCasa em São Sebastião - Brasília/DF - 24/04/2010
Roda de Leitura:artigo da Revista Simples para ajudar a ler o mundo ao redor...
NossaCasa em São Sebastião - Brasília/DF - 26/04/2010
Oficineira Popular Mariane, apresentando seu e, depois, nosso "amiguinho tímido", na Rodo de Terapia Comunitária: muito bom!!!
NossaCasa em São Sebastião - Brasilia/DF - 24/04/2010
Roda de Conversa
NossaCasa em São Sebastião - Brasília/DF - 24/04/2010
Oficina para "Economistas Solidári@s": lindo, mágico e feliz.
Crianças ribeirinhs atentas á aula de marabaixo e carimbó
Comunidade Carmo do Macacoari/AP
NossaCasa no aniversário de Brasília, outros 50 anos
Brasilia é assim, céu azul, alegria, família, arte, cultura e cidadania.
NossaCasa no aniversário de Brasília, outros 50 anos
Brasília do respeito à diversidade religiosa e afrocultural.
NossaCasa na Brasília, outros 50
21 de abril de 2010 - Aniversário de Brasília - 50 anos.
Roda de Conversa na Comunidade Carmo do Macacoari
Diálogo com alunos, professores, pais, agentes de leitura para decidir e construir a participação em mais um Edital do Ministério da Cultura: Pontinhos de Cultura.
Mais uma doação artística vinda de uma Comunidade Ribeirinha Curuá do Bailique
Artesã D. Regina Pantoja.
Agente de Leitura Raimunda Trindade fiscaliza reforma da NossaCasa no Carmo do Macacoari/AP
Biblioteca, Cinema, Telecentro, Brinquedoteca, Rádio Comunitária, Oficinas e Palestras, Horta Agroecológica, apresentações artísticas. Tudo num só lugar, num só Ponto de Cultura e Cidadania. Inauguração em breve!!!
Crianças da Comunidade Carmo do Macacoari
Roda de Brincadeira no Rio Macacoari - Município de Itaubal - Amapá
A Quadrilha da nossa biblioteca Arca das Letras
Comunidade Carmo do Macacoari - Itaubal/Amapá
Transporte que leva à minha comunidade Carmo do Macacoari/AP
Em razão do péssimo estado da estrada, 115 km são percorridos 3m 3h30minutos. Isto é o custo amazônico também.
Nossas crianças ribeirinhas precisam de muito cuidado...
Comunidade Carmo do Macacoari - município Itaubal - Amapá - abril/2010
Verônica dos Tambores
Mantenedora da cultura popular do Marabaixo em Mazagão, Macapá e no Brasil. Quando perguntei se a cultura e o Marabaixo têm o poder de transformar a educação ela me respondeu: “A cultura é o ponto fundamental. Quando você tem arte, quando você tem tradição, quando você não tem vergonha de mostrar o que é teu, faz efeito. Agora quando você tem vergonha de ser você e apresentar o que é de você, você se esconde e não faz efeito.agora eu verônica dos tambores, eu tenho torcido muito, pela postura que eu tenho, pela indignação que eu tenho, pela forma que meu pai me deu de me educar e educar meu povo. Só a coragem, só a força, só a energia, só a determinação pode chegar no ponto fundamental. E o Marabaixo é a resistência não do negro, mas de um povo que veio para salvar a humanidade.”
Festividade do Glorioso São Jorge
Seara de Umbanda Ogum Rompe Mata
Mestra D. Coló - erveira do Ver-o-Peso
Não deixe de visitá-la ao ir a Belém/PA. Vale a pena!!!
Parabéns Brasília linda, viva, diversa, cultural e cidadã.
Que venha mais 50 anos!!!
Roda de Conversa na Comunidade Carmo do Macacoari
Assunto: preparativos para a chegada do Telecentro da comunidade ribeirinha.
BArca das Letras em ação: incentivando a leitura de mundo com as comunidades ribeirihas.
Comunidade Carmo do Macacoari - município de Itaubal/AP
Banheiro nas comunidades ribeirinhas da Amazônia
Os dejetos caem direto nos rios.... É assim que cuidamos da Amazônia??? Governos incompetentes!!! Todos!!!!
Movimento Educacionista: luta por uma educação de qualidade.
NossaCasa é Educacionista. Lutamos pela educação de qualidade na ribeirinha e periferia amapaense e de toda a Amazônia.
16/04 - Doações diárias à Biblioteca Comunitária 24 horas BArca das Letras
Obrigado a tod@s @s noss@s doadores. Vocês estão ajudando a democratizar o acesso ao livro, literatura e leitura. Juntos, estamos construindo um mundo melhor, mais humano, mais justo e soldiário. Valeu!!!!
Caricatura do Palhaço Ribeirinho Jonas Banhos
Arte do meu novo amigo da cultura : Adailton Costa de Belém/PA.
II JIRAU DE ESCRITORES PARAENSES
7 A 10 de abril - Roda de poesia, doação de livros para comunidades ribeirinhas da NossaCasa Amazônia.
Comunicadora popular da NossaCasa Rita de Cácia
Valeu parceira Rita por tocar, voluntariamente, também o Programa NossaCasa Amazônia nas minhas ausências e na presença também.
7 a 10 de abril - II JIRAU DE ESCRITORES PARAENSES
A NossaCasa esteve ativa e alegremente presente. Muito bom!!
Programa NossaCasa Amazônia, toda quinta-feira (18h/19h) na Rádio Comunitária Novo Tempo 105.9FM
Depois de dois meses ausente do meu programa, retornando com uma entrevistada especial da ribeirinha amapaense, lá do Bailique: D. Regina Pantoja, artesão, leitora, defensora da NossaCasa Amazônia. É o des-silenciamento das comunidades ribeirinhas da Amazônia.
15/04 - Professores na rua em luta por educação de qualidade no Amapá
Chegando em Macapá, encontrei com professores indignad@s pelo (des)caso da educação no Amapá: escolas públicas abandonadas, professores desmotivados, desvio de R$200 milhões pelo Secretario de Educação entre muitas outras coisitas....
Biblioteca Comunitária BArca das Letras
15 de abril - leitores, doadores e pesquisadores da nossa Biblioteca-mãe 24 horas. Obrigado galera!!!
Crianças ribeirinhas: futur@s cuidadores ou destruidores da Floresta Amazônica???
Depende do que tod@s nós fizermos por elas. Pela qualidade da sua educação, cultura e comunicação.
NossaCasa na Mídia LIVRE (comunicação popular)
Editais em aberto do Ministério da Cultura - Aproveite!!!
Acesse http://www.cultura.gov.br/site/categoria/editais-ministerio-da-cultura/
Notícias da NossaCasa na mídia GRANDE:
http://www.iteia.org.br/radio-ribulico-no-sebrae-teia-2010
http://www.iteia.org.br/jonas-banhos-denuncia
http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/12/17/171209ra0007.jpg/viewhttp://www.cnmcut.org.br/verCont.asp?id=20877
http://www.youtube.com/watch?v=fJL-zMVzu0I&feature=channel
http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=121350&id_secao=29
http://cantinholouco.blogspot.com/2009/12/1-conferencia-nacional-de-comunicacao.html
http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/12/17/171209ra0007.jpg/viewhttp://gazetamaringaense.blogspot.com/http://megafone.inf.br/modules/noticias/article.php?storyid=1907
http://cearanews.blogspot.com/2009/12/o-povo-na-confecom.html
http://www.iteia.org.br/jonas-banhos-denuncia
http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/12/17/171209ra0007.jpg/viewhttp://www.cnmcut.org.br/verCont.asp?id=20877
http://www.youtube.com/watch?v=fJL-zMVzu0I&feature=channel
http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=121350&id_secao=29
http://cantinholouco.blogspot.com/2009/12/1-conferencia-nacional-de-comunicacao.html
http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/12/17/171209ra0007.jpg/viewhttp://gazetamaringaense.blogspot.com/http://megafone.inf.br/modules/noticias/article.php?storyid=1907
http://cearanews.blogspot.com/2009/12/o-povo-na-confecom.html
TEIA 2010 - Fortaleza/CE - 25 a 31/03
A Delegação dos Excluídos do Amapá, mais uma vez sabotados pelos incompetentes da Secretaria de Estado de Cultura do Amapá se fez presente, com muito barulho e ação. Mais uma vez, fizemos a diferença...
TEIA 2010 - Fortaleza/CE - 25 a 31/03
A Teia de relações da NossaCasa esteve presente: Wajãpi, ribeirinhos do Macacoari, Cajari, Quilombo Pirativa etc. Todos representados pela NossaCasa.
TEIA 2010 - Fortaleza/CE - 25 a 31/03
Veja essa entrevista denúncia em http://www.iteia.org.br/jonas-banhos-denúncia.Fazendo o bom combate...
TEIA 2010 - Fortaleza/CE - 25 a 31/03
Entrevistado pelo Palhaço Charlie na Praia de Iracema. Valeu parceiro!!!
NossaCasa na Pré-Conferência Setorial de Cultura
Galera especial do artesanato piauiense, divulgando gratuitamente na Rádio Comunitária NossaCasa Amazônia
NossaCasa na Teia Amazônica 2010 - Belém/PA, de 4 a 7 de março de 2010
Amig@s para sempre, graças à cultura!!!
NossaCasa na Pré-Conferência Setorial de Cultura - 7 a 9/03/2010 - Brasília/DF
Com nov@s amigos da diversidade cultural brasileira. Valeu galera, vocÊs são muito especeiais!!!
“O artista nunca pode confiar no governo.”
Citação feita pelo cineasta Naville D'Almeida, em entrevista a Roberto D'Avila na TV Brasil, exibida em 21/03/10.
NossaCasa na Teia Amazônica - Belém/PA - 7 a 9 de março/2010
Célio Turino foi amorosamente acolhido na NossaCasa Amazônia, construída diariamente e coletivamente na Teia Amazônica 2010, em Belém/PA, de 7 a 9 de março. Seja bem vindo Célio e nov@s amig@s da cultura amazônica. Sintam-se em Casa, na NossaCasa.
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Cantoria da Paraíba na Rádio NossaCasa Amazônia
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Tuxauá goiana participa da programação da Rádio NossaCasa Amazônia, compartilhando saberes e fazeres.
NossaCasa na II ConferÊncia Nacional de Cultura
Minha bata africana, instrumento de trabalho, foi rifada para ajudar a pagar minha passagem de volta para o Amapá. Isto é custo cultural amazônico: em razão da farsa promovida pelo Secretário Estadual de Cultura não conseguimos nos eleger delegados pelo Amapá, e tivemos que vir a Brasília às nossas custas. Não é um secretariozinho temporário que calará o Movimento NossaCasa...
NossaCasa na II ConferÊncia Nacional de Cultura - Brasília/DF
Tecendo muit@s amig@s...
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
NossaCasa é de tod@s nós, por isso que todos se sentem em casa
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Visitantes bem à vontade se divertem na NossaCasa de Cultura e Cidadania
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Muita cultura popular na Rádio NossaCasa Amazônia : muito carimbó
Trupe Cultura Viva
Este blogg é para quem curte leitura de mundo, sobretudo das comunidades ribeirinhas e tradicionais da Amazônia e do Brasil. Aqui, des-silenciamos e des-escondemos os protagonistas de várias histórias legais de voluntariado, solidariedade, amor, respeito ao próximo e à mãe natureza, que fazem Cultura Viva, cada um de seu jeito.
Aqui você encontra as vivências dos integrantes e amig@s do Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania (Ponto de Cultura sem convênio com governos, ou seja, sem recursos públicos)
Nosso endereço : Av. Ernestino Borges 567-A, Bairro Laguinho, Macapá/AP, CEP 68908-010
Email: nossacasaap@gmail.com
jonasbanhosap@gmail.com
Orkut : Jonas Banhos
Nossos contatos telefônicos:
(96) 8129 1837 - Macapá/AP (Claro) - Jonas Banhos
(96) 9139 0464 - Macapá (Vivo) - Rita de Cácia
(91) 8312 8015 - Belém/PA (TIM) - Jonas Banhos
(61) 3208 5555 - Brasília/DF - Fixo Jonas Banhos
http://editaisdecultura.blogspot.com/
Aqui você encontra as vivências dos integrantes e amig@s do Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania (Ponto de Cultura sem convênio com governos, ou seja, sem recursos públicos)
Nosso endereço : Av. Ernestino Borges 567-A, Bairro Laguinho, Macapá/AP, CEP 68908-010
Email: nossacasaap@gmail.com
jonasbanhosap@gmail.com
Orkut : Jonas Banhos
Nossos contatos telefônicos:
(96) 8129 1837 - Macapá/AP (Claro) - Jonas Banhos
(96) 9139 0464 - Macapá (Vivo) - Rita de Cácia
(91) 8312 8015 - Belém/PA (TIM) - Jonas Banhos
(61) 3208 5555 - Brasília/DF - Fixo Jonas Banhos
http://editaisdecultura.blogspot.com/
(só oportunidades para apoio a projetos culturais)
Doações de livros/revistas/brinquedos/computadores/filmes/matarial de consumo para arte/criatividade, envie para nosso endereço ou ligue-nos. As comunidades ribeirinhas da Amazônia e do Brasil agradecem a gentileza.
Doações financeiras (esmola cultural) para pagar as mochiladas da Trupe Cultura Viva:
Para contratar a Trupe Cultura Viva é só entrar em contato. Montamos a NossaCasa de Cultura e Cidadania na sua comunidade, bairro, rua com diversão cidadã garantida, num dia de incentivo à leitura, com livros, música de raiz, vídeos, danças, artes visuais, fotografia, filmagem, poesia, rádia comunitária NossaCasa Amazônia Livre, mestres da cultura popular e muita leitura de mundo.
(@s mestres da cultura popular do Brasilzão!!!)
(caminhadas por comunidades tradicionais do Brasil que trazem luz e paz)
(as mochiladas culturais vivas pelas comunidades tradicionais)
(o site do Movimento NossaCaasa)
(minhas vivências interiores a partir do Movimento NossaCasa)Doações de livros/revistas/brinquedos/computadores/filmes/matarial de consumo para arte/criatividade, envie para nosso endereço ou ligue-nos. As comunidades ribeirinhas da Amazônia e do Brasil agradecem a gentileza.
Doações financeiras (esmola cultural) para pagar as mochiladas da Trupe Cultura Viva:
Banco do Brasil
Agência 4267-6
Conta Corrente 73.200-1
Agência 4267-6
Conta Corrente 73.200-1
Para contratar a Trupe Cultura Viva é só entrar em contato. Montamos a NossaCasa de Cultura e Cidadania na sua comunidade, bairro, rua com diversão cidadã garantida, num dia de incentivo à leitura, com livros, música de raiz, vídeos, danças, artes visuais, fotografia, filmagem, poesia, rádia comunitária NossaCasa Amazônia Livre, mestres da cultura popular e muita leitura de mundo.
Nosso grupo é formado por ribeirinhos, quilombolas, extrativistas, agricultores familiares, parteiras, erveiras, marabaixeir@s, indígenas, capoeiristas, pescadores artesanais, agentes de leitura, educadores populares, comunicadores populares, arte-educadores populares, tod@s com raízes no mundo rural.
NossaCasa na II Conferência Nacional de CUltura
Com meu amigo, conterrâneo e lutador do movimento cultural Paulo Zab, da cultura digital. Valeu e vale a pena a nossa luta mano, a favor da cultura livre, autonomo, independente e diversa!!! A luta continua. Agora nas nossas bases!!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura - março/2010 - Brasília/DF
aila Caddah (hoje da Trupe Cultura Viva) conhecendo e brincando no mundo mágico da leitura e cultura, na NossaCasa na II CNC. Só alegria...
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Binho, representante do hip hop amapaense, visitando e se apresentando na NossaCasa Amazônia. Valeu mano, mandou legal!!!
Acolhendo todo mundo na NossaCasa Amazônia, com muita amorosidade, espiritualidade e mística. Valeu galera, tod@s voccês são muito especiais. Quem quiser nos levar para fazer intervenção de rua/de comunidade em seus lugares, estamos à disposição: jonasbanhosap@gmail.com ou nossacasaap@gmail.com.
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Somos tod@s irmãos nesta vida, neste Brasil diverso, rico e plural!!! Viva a liberdade. Martinha do Coco e Sandra, amo tod@s vocÊs e obrigad@ pela ajuda e momentos mágicos na NossaCasa Amazônia!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Rádio NossaCasa Amazônia, rádio livre da ConferÊncia, recebe GOG, grande representante do hip hop brasileiro. Valeu GOG pelas rimas, poesias e mensagens positivas de transformação social. Valeu mesmo mano!, que Deus continue a te iluminar!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Com o mestre do Maracatu de Pernambuco, lutando pela defesa da cultura popular. Maracatu de festa e luta!!!!
NossaCasa na II ConferÊncia Nacional de Cultura
Sem as crianças a NossaCasa nunca está completa. Obrigado meninas & meninos que me ajudaram a decorar e cuidar da NossaCasa Amazônia e por se envolverem de corpo e alma nas oficinas de fotografia e comunicação popular (rádio comunitária NossaCasa Amazônia). A Casa é de vocês também!!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Agradecemos todas as doações de CD' e DVD's de artistas e grupos excluid@s da grande mídia. Tod@s serão tocados em nosso programa de Rádio na Novo Tempo FM 105.9 Mhz, toda quinta-feira, das 18h/19h em Macapá. Na foto, recebendo CD duplo Vale dos Tambores de Carlos Henrique Machado Freitas, vários chorinhos com músicas afrodescendentes. Lindo!!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Branc@s, índi@s, negr@s & mestiç@s, somos todos iguais na NossaCasa chamada Terra!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Muita gente se solidarizou com as comunidades ribeirinhas da Amazônia amapaense, como o Edson, chefe da Segurança da Conferência que elaborou o Projeto Ver e Viver no Amapá. Valeu irmão, você também faz parte da NossaCasa Amazônia!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura - março/2010 - Brasília/DF
Com o mestre da cultura popular pernambucana, zona canavieira, mostrando a força da música, dança e poesia do Cavalo marinho. Muito lindo e mágico!!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de CUltura - Brasília/DF março/2010
Lutamos pela inclusão digital de nossas comunidades tradicionais e indígenas, como meu amigo Raoni, da terra indígena Pataxó em Porto Seguro/Bahia. Achei seu DVD, entre em contato comigo para eu te devolver jonasbanhosap@gmail.com.
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Com Paulo Zab unimos forças e chegamos à II CNC representando com muita dignidade o Amapá livre, ético, das gentes honestas e simples, historicamente excluídas das políticas públicas, sobretudo culturais. Honramos a nossa Amazônia e contribuímos para colocá-la no lugar que merece!!! Valeu e vale a pena a luta. Continuemos atentos e firmes!!!!
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Todas as fotos tiradas no evento estão em meu orkut Jonas Banhos
NossaCasa na II Conferência Nacional de CUltura
Recebendo nos "estúdios" da Rádio NossaCasa o grupo de Carimbó de Santarém Novo/Pará, defendendo com muito estilo o reconhecimento do Carimbó como patrimônio nacional.
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Galera do samba de raiz animando o almoço d@s delegad@s, convidad@s, organizadores, observadores & trabalhadores da II CNC.
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura
Rádio NossaCasa Amazônia, a rádio livre da II CNC, recebe Ministro da Cultura Juca Ferreira, que fica espantado ao saber do aparelhamento pelo Secretário Estadual de Cultura da Conferência Estadual de Cultura, excluindo as comunidades tradicionais/ribeirinhas do Amapá da II CNC. Delegação do Amapá sem nenhum representante de quilombos, extrativistas, indígenas, ribeirinhos, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, erveiras, parteiras, marabaixeiras, verdadeiros representantes da cultura popular amapaense. Uma vergonha.... mas, o Ministro se comprometeu de ir ao Amapá reunir com os representantes da cultura popular excluídos da II CNC. A NossaCasa organizará este grande evento.... em breve!!!!
NossaCasa na Pré Conferência Nacional de CUltura - Setoriais
Delegado livre pelo Amapá, setorial do Livro, Leitura e Literatura, representando as comunidades ribeirinhas/tradicionais do Amapá, localizadas nas Unidades de Conservação e seus entornos, também excluídas das Conferências. Depois de ser excluído da Conferência Estadual de Cultura, aparelhada pelo Secretário Estadual de Cultura e seu irmão Deputado Federal e seu partido político. Tudo devidamente denunciado na Conferência Nacional de Cultura e para o Ministro da Cultura.
Estradas do Amapá
Isto não é um rio. É a estrada, esburacada, que liga Macapá/AP à minha comunidade, Carmo do Macacoari, no município de Itaubal. Apenas70 km da capital: Macapá. Absurdo, incompetência do Governador do Estado...
NossaCasa na II Conferência Nacional de Cultura - fotos
muitas fotos lindas feitas pelo meu novo amigo Marconi em http://www.flickr.com/photos/jmarconi/sets/72157623585222808/show/with/4427440549/
NossaCasa na Conferência Nacional de Cultura
De 9 a 14 de março de 2010 - Brasília/DF
NossaCasa na Teia Amazônica
Boi do Pavulagem também presente na Teia
NossaCasa na Teia Amazônica
Rádio NossaCasa Amazônia, fazendo a cobertura ao vivo do grande encontro cultural da região norte.
NossaCasa na Teia Amazônica
Criativida, encantamento, mística, espiritualidade, alegria...
NossaCasa na Teia Amazônica
Marujada de Capanema/PA
NossaCasa na Teia Amazônica
BArca das Letras presente na Teia em Belém/PA - 4 a 7 de março de 2010.
NossaCasa na Teia Amazônica
Cultura popular presente - Grupo Folclórico de Marujada de Capanema/PA
NossaCasa na Teia Amazônica
Uma mostra da diversidade e da pluralidade da cultura regional.
NossaCasa na Teia Amazônica 2010
Encontro com Célio Turino idealizador do Programa Ponto de Cultura.
NossaCasa na Teia Amazônica Cultural
A Rádio NossaCasa em ação, participando ativamente da Mostra Artística da Teia Amazônica. Agradecemos o apoio dos organizadores do evento pela seleção e apoio à NossaCasa.
NossaCasa na Teia Amazônica com Célio Turino
A NossaCasa é de carne e osso, demasiada humana, e foi inspirada e idealizada no exemplo de vida de várias pessoas que deixaram um legado favorável para a humanidade. Muitos del@s já se foram fisicamente, mas continuam vivos em nossas memórias e almas. Por sorte, ainda temos alguns deles entre nós, como o nosso adorável Célio Turino, que massageia, diariamnte, cada PONTO do nosso corpo DE CULTURA. Assim, desde 21/04/2008, bebemos nessa fonte viva de pura poesia e filosofia, e tocamos em frente a NossaCasa de Cultura e Cidadania, verdadeiro Pontinho, Ponto e Pontão de Cultura e Cidadania, ainda que sem nenhum centavo de recurso público.
Rádio NossaCasa Amazônia com jovem estudante da UNIFAP e blogueiro Randerson Lobato
"Entrando na Cantina dei de cara com um homem vestido de palhaço ,munido de um megafone,falando alto e cantando, claro, pensei ''puta que ..odeio palhaços''. E como sempre, me enganei. O palhaço na verdade não faz palhaçada, pelo contrário, divulga o que de mais importante temos: a cultura! E foi assim que corri o risco de perder a aula da Professora Carmentilla. Nada mais interessante do que chegar na universidade e ver estudantes expressando o que sentem.Ficamos horas pintando, desenhando, lendo e discutindo a melhor forma de expandir a cultura em geral." Leia mais impressões de Randerson em seu blog (http://randersonlobato.blogspot.com/2010/02/feira-para-fazer-cabeca-do-fregu.html), sobre nossa intervenção na Feira Cultural da UNIFAP - 26 e 27/02/2010
Rádio NossaCasa na hora do almoço da galera
Feira Cultural da UNIFAP não pára, afinal, todo dia é dia de feira!!!
Rádio NossaCasa entrevista Pró Reitora de Extensão da UNIFAP
Professora SImone
Rádio NossaCasa recebe galera do ICMBIO/Unidade RESEX CAJARI (Analista Nonato)
Feira Cultural da UNIFAP - 25 e 26/02/2010
NossaCasa de Cultura e Cidadania sendo decorada e apropriada pela galera da UNIFAP
Feira Cultural da UNIFAP - 26 e 27/02/2010
Promovendo Roda de Leitura na Feira Cultural da UNIFAP
26 e 27/02/2010 - Macapá/AP
Rádio NossaCasa Amazônia, estimulando o debate na UNIFAP
"Provocando" de forma irreverente o debate na Feira Cultural da UNIFAP
NossaCasa de Cultura e Cidadania na UNIFAP
Estimulando a leitura do mundo d@s comunidades ribeirinh@s da Amazônia com a galera da Academia - 26 e 27/02/2010 - Macapá/AP
NossaCasa na Feira Cultural da UNIFAP - 26 e 27/02/2010
Galera da organização entrando na onda, na nossa Pororoca Cultural e Cidadã.
Rádio NossaCasa Amazônia ouvindo todo mundo!!!
Informando "gratuitamente" os serviços de educação à distância da Universidade. Afinal, rádio comunitária não tem que cobrar por anúncios de interesse da coletividade...
Rádio NossaCasa dando vez e voz aos mais humildes
Na Feira Cultural da UNIFAP, o povo fala mesmo!!!
BArca das Letras chega à UNIFAP
Feira Cultural da UNIFAP - 26 e 27/02/2010
Rádio NossaCasa Amazônia botando a galera pra falar o que tá oprimindo
Feira Cultural da UNIFAP - 26 e 27/02/2010
Rádio NossaCasa em ação na Universidade Federal do Amapá
Intervenção na Feira Cultural da UNIFAP - 26 e 27/02/2010
Feira Cultural da UNIFAP 26 e 27/02/2010
Início da montagem da NossaCasa de Cultura e Cidadania na UNIFAP : participação, alegria e solidariedade da galera.
BArca das Letras aporta no Porto de Cultura da UNIFAP
Feira Cultural da UNIFAP - 26 e 27/02/2010
Galera da organização da Feira Cultural da UNIFAP
Valeu pelo convite e apoio galera!!! Foi show de bola!!!
NossaCasa de Cultura e Cidadania - Macapá/AP
Av. Ernestino Borges 567-A Bairro Laguinho Cep. 68.908-010 entre Rua General Rondon e Rua Eliezer Levi. Doe livros/revistas/brinquedos que levamos para as comunidades ribeirinhas amapaenses. Já somos 58 bibliiotecas comunitárias em 10 municípios do Amapá e na Terra Indígena Wajãpi. Desde 21/04/2008, já são mais de 20.000 livros arrecadados e entregues às comunidades, muitas rodas de leitura, exibição de filmes, oficinas de fotografia/filmagem/rádio comunitária/organização social de base, saraus culturais. Telefones 96 8129 1837/ 9148 3049 Email: nossacassaap@gmail.com
BArca das Letras a caminho da UNIFAP
Embarcando para incentivar a leitura de mundo com galera da Feira Cultural da UNIFAP (Macapá/AP - 26/02/2010)
Democratizando o acesso ao livro às crianças da periferia de Macapá
Sede do Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania
2ª Entrega de Bilbiotecas Rurais Arca das Letras - maio/2009
Depois dessa entrega, o RURAP (orgão que descuida do meio rural do Amapá) tomou a coordenação do programa do Governo Federal da NossaCasa e NUNCA mais houve nenhuma entrega de bibliotecas rurais no Amapá. É uma vergonha a falta de comprometimento com a coletividade dos maus gestores públicos do Amapá, só gente indicada por polític@s do Amapá.
Levando informação/diversão para comunidades ribeirinhas isoladas
Se cada um fizesse a sua parte.... viveríamos num mundo mais justo, solidário e humano.
Inauguração da Biblioteca Comunitária BArca das Letras do Projeto Vem Brincar Capoeira
Periferia de Macapá/AP
Encontro de Agentes de Leitura Arca da Letras 2008
Centro Cultural Cartola - Morro da Mangueira - Rio de Janeiro/RJ
Nossos Velhos, Nossos Sábios da Comunidade do Carmo do Macacoari
Dl Diquinha, S. Zecazinho e S. Zé Picanço
Agente de Leitura do Quilombo Pirativa
Município de Santana - Amapá
Escola Estadual Retiro Santo Antonio da Pedreira - zona rural de Macapá/AP
Localizada apenas a 50 km de Macapá. O estado da Escola reflete exatamente como a educação é tratada pelos governantes de plantão: sem maiores comentários...
BArca das Letras protestando em frente ao Palácio do Governo contra a Secretaria de Cultura
Falta de transparência na divulgação do resultado do Edital Pontos de Cultura (Ministério da Cultura). Fomos pré-aprovados com projeto para a Reserva Extrativista do Rio Cajari, há mais de um ano o resultado final não foi divulgado amplamente na internet, conforme estabelece no Edital. Por isso, estamos impedidos de assinar o convênio de R$160.000,00 aplicáveis em 3 anos. Engraçado, em todo Brasil é R$180.000,00, no Amapá diminuiu o valor para R$160.000,00. Mas, dupla sertaneja é contratada pela SECULT por R$300.000,00 para tocar por 1h30m na Expofeira/2009. Completa inversão de valores!!!
Lutamos por uma Casa de Cultura e Cidadania em cada comunidade ribeirinha/tradicional da Amazônia
A NossaCasa é simples: biblioteca, telecentro, videoteca, brinquedoteca, oficinas e palestras, horta agroecológica.
Rádio NossaCasa entrevista o jovem Iuri, mantenedor da cultura popular amazônica, o marabaixo.
Em frente à NossaCasa de Cultura e Cidadania em Macapá/AP
Jovem assina abaixo-assinado a favor da internet banda larga para o Amapá
Biblioteca Móvel BArca das Letras, aportada no Rio Amazonas, em Macapá/AP - fevereiro/2010
Lixo : um problemão do mundo moderno
E nos rios da Amazônia, infelizmente, essa realidade não é diferente. Educação e cultura, um bom caminho para modificar essa realidade.
Rádio NossaCasa ouve os indígenas em frente ao Rio Amazonas - Macapá/AP
Etnias que vivem no entorno do Parque do Tumucumaque - fevereiro/2010
Mestre Sassuca e família, em Macapá/AP
Exímio fazedor de instrumentos folclóricos do Marabaixo
Pororoca Cultural e Cidadã em Macapá/AP: 16 horas de cultura
Recebendo ilustres convidados, S.Martinho (extrativista), André (universitário), Oswaldo SImões(poeta e jornalista), Dr. Haroldo Franco (Promotor do Meio Ambiente) e Branco (happer)
Entrevistando na Rádio NossaCasa galera do Ministério da Cultura (Fred e Alcione)
Durante a I Conferência Nacional de Comunicação - dezembro/2009
Crianças e adolescentes (vítimas do trabalho infantil) brincando de ler em frente ao Rio Amazonas
Roda de Leitura em Macapá/AP - fevereiro/2010
Recebendo os livros doados por Frei Betto à nossa Biblioteca Comunitária BArca das Letras
Macapá/AP
NossaCasa de Cultura e Cidadania montada para os Conselheiros do Parque do Tumucumaque
Reunião em dezembro/2009 no município de Amapá/AP
Explanando sobre o Programa Territórios Digitais/Casas Digitais do Governo Federal
Comunidade Carmo do Macacoari - Município de Itaubal/AP
Rádio NossaCasa na I Conferência Nacional de COmunicação
De 14 a 17 de dezembro de 2009, em Brasília/DF
Mestra D. Jitoca do Pirativa - 102 anos
Apreendendo os ensinamentos com noss@s mestres, noss@s sábi@s do interior da floresta Amazônica. Verdadeiras aulas de simplicidade e humanidade.
Jovens leitores da Reserva Extrativista do Rio Cajari
Comunidade São Sebastião - Município de Vitória do Jari - Amapá
O futuro da floresta Amazônica depende do tratamento que daremos para nossas crianças.
A ausência do Estado brasileiro com políticas públicas básicas (educação regular e de qualidade, Comunicação, Mais Alimentos, Mais Cultura, rios e estradas trafegáveis, valorização da cultura popular local, escola rural/família/agroecológica, posto de saúde com médicos e remédios, internet banda larga, rádio comunitária, banheiro decente) é o que salvará ou derrubará de vez a floresta Amazônica. O diagnóstico é simples assim, como nós amazônidas....
O futebol e a televisão são, praticamente, as únicas diversões das Comunidades Tradicionais
Comunidade São Pedro do Ajuruxi - Reserva Extrativista do Rio Cajari
Casa de farinha no meio da floresta Amazônica
Reserva Extrativista do Rio Cajari/Amapá
Extrativistas em ação: coletar, carregar e depois vender os frutos (castanha) da floresta na Feira.
Comunidade Água Branca do Cajari - Reserva Extrativista do Rio Cajari - Amapá. 15/09/2008
Artesão Raimundo. Produz belas obras, mas não tem apoio para escoar a produção.
Comunidade Conceição do Muriacá, município Laranjal do Jari, Reserva Extrativista do Rio Cajari - Amapá. 16/09/2008
Levando a menor (mas a melhor) política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário
Consultando as comunidades do Lago do Ajuruxi (Reserva Extrativista do Rio Cajari/Amapá) sobre o interesse em receber o Programa Biblioteca Rural Arca das Letras - 20/09/2008.
Participando de Oficina no Lago do Ajuruxi - Amapá
Reserva Extrativista do Rio Cajari - 20/09/2008
Participando ativamente de encontros comunitários
Quilombo São Raimundo do Pirativa - município de Santana/AP
A caminho das comunidades ribeirinhas do Amapá
Rio Vila - Municipio de Santana/Amapá
Paisagem no Retiro Santo Antonio da Pedreira
Zona Rural de Macapá/AP
O ouro negro da Amazônia, o fruto do açai é transformado pelas mãos de mulheres e homens amazônidas
APA do Curiaú - Macapá/AP - 5/08/2008
Pontes são fundamentais em nossas caminhadas
Foto de 5/08/2008 na APA do Curiaú - Macapá/AP, ao entardecer.
Mestre S. Bernardo - Quilombola da Casa Grande/Amapá
Como Zumbi, ele também é um guerreiro-defensor do seu território na década de 70. Uma história que merece ser (re)contada, na visão do oprimido.
Mestra D. Maria do Rosário
Tacacazeira em Nazaré, há mais de 35 anos. (Belém/PA). Preservando a cultura amazônica!!!
15/05/2009 - Inauguração da Biblioteca BArca das Letras na Casa do Chorinho
Bairro Jesus de Nazaré - Macapá/AP. Parceria com Ceará da Cuica, mantenedor do Samba de Raiz em Macapá..
Rádio NossaCasa na Praça da República
Mais um dia de incentivo à leitura de mundo em Belém/PA
Mestra Marciana - marabaixeira & louceira
Comunidade Maruanum - zona rural de Macapá/AP
"Nós usamos as borboletas para dar asas à imaginação."
Homenagem à minha fiel irmã de caminhada do voluntariado: Rita de Cácia
Crianças amazônidas de comunidades tradicionais: direitos fundamentais excluídos
Reserva Extrativista do Rio Cajari - Comunidade São Pedro do Ajuruxi
Primeira apresentação (para familiares e amigos) do projeto NossaCasa no Amapá
21/06/2008 - Macapá/AP
Lindas cachoeiras na Amazônia amapaense
Venha fazer ecoturismo comunitário: nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com
Rádio NossaCasa Amazônia
Incentivando a leitura com ribeirinhos aportados no Canal do Perpétuo Socorro - Macapá/AP
Livros arrecadados com amig@s em Brasília/DF.
Aguardando uma "alma boa" pagar o frete para as comunidades ribeirinhas da Amazônia paraense/amapaense
AMART - Associação de Mulheres Artesãs de Vitória do Jari/Amapá
Belas biojóias feitas por mulheres amazônidas
Sementes da Amazônia
Utilizadas por artesãs para fazer biojóias
S. Barbosa, poeta popular. Primeiro frequentador da nossa biblioteca-mãe BArca das Letras
Macapá/AP
Rádio NossaCasa Amazônia incentivando leitura
Biblioteca BArca das Letras no Município de Vitória do Jari/Amapá
Rádio NossaCasa Amazônia entrevistando Dep. Luiza Erundina
I Conferência Nacional de Comunicação - dezembro/2009
Ensinamento de Irmã Dulce
I CARNAVAL DAS LETRAS - 13/02/2010 - MACAPÁ/AP
Crianças, adolescentes de rua brincaram no nosso carnaval
BArca das Letras Itinerante (livros, brinquedos, artesanato, arte, Rádio Comunitária NossaCasa)
Incentivando a leitura nas ruas, praças públicas, paradas de ônibus de Macapá
I CARNAVAL DAS LETRAS - 13/02/2010 - MACAPÁ
Apoio Cultural: Centro Hotel
Universitários amapaenses pesquisando sobre a BArca das Letras
Dezembro/2009 - Macapá/AP
Mestra D. Coló - Erveira do Ver-o-Peso - Belém/PA
Mestra da cultura popular paraense, mantendo tradição que vem da avó e já vai seguindo com seus filh@s e net@s.
24/01/2009 - Pré-inauguração da Biblioteca-mãe BArca das Letras em Macapá
Apresentação para parentes e amigos
18/03/2009 - Inauguração da Biblioteca-mãe BArca das Letras - Macapá/AP
Presentes índios, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, pescadores artesanais, artistas de rua, pesquisadores, parceiros de órgãos públicos, crianças, capoeristas, Rádio NossaCasa, educadores populares, comunicadores populares, minha mãe e familiares.
15/02/2010 - Crianças brincam na nossa Biblioteca Comunitária BArca das Letras 24 horas em Macapá
Mais um dia de incentivo a leitura de forma lúdica e alegre!!!
18/02/2010 - Estréia do Programa NossaCasa Amazônia na Rádio Comunitária Novo Tempo 105.9 Mhz FM
Falamos da Amazônia Rural, a NossaCasa. Com o primeiro convidado: Zé Reinaldo, especialista em mundo rural Amazônico. Toda 5ª feira, das 18h/19h. Participe do único programa que incentiva a leitura de mundo e que dá voz aos excluídos e oprimid@s da Amazônia (extrativitstas, quilombolas, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados da reforma agrária, parteiras, benzedeiras, mantenedores da cultura popular, escalpeladas). Fone: (96) 3251 2470 ou pelo email nossacasaap@gmail.com. Aguardo sua participação.
19/02/2010 - Fundadores do Bloco Carnavalesco Kunossauro da Comunidade do Curicaca (Itaubal/AP)
Marivaldo Costa e Antonio Avelino (Preto), levando um pouco de diversão para a zona rural da Amazônia.
19/02/2010 - Tia Pixica - 101 anos - Comunidade Curicaca (Itaubal/AP)
Mais uma relíquia de sabedoria no interior da Amazônia... Noss@s Velh@s, Noss@s Sábi@s.
19/02/2010 - NossaCasa Digital do Rio Macacoari (Município de Itaubal/AP)
Conselho Gestor eleito em 19/02/2010
15/02/2010 - Tia Cici Ardasse (Macapá/AP)
90 anos de sabedoria. Obrigado pelas leituras de mundo diárias.
Rádio NossaCasa em Belém
Dando voz e vez ao "invisíveis sociais"!!!
MOVIDA - MOVIMENTO PELA VIDA
NossaCasa une-se ao MOVIDA em Belém. Na luta por justiça, educação, cultura e cidadania para tod@s.
Macapá de valores invertidos, em pleno século XXI
Em Macapá, fechar a rua em frente à principal praça da cidade, por um final de semana, Para vender carros e motos de luxo, PODE.Deixar livros e revistas educativas em uma parada de ônibus em frente à Prefeitura de Macapá, ao lado da Câmara de Vereadores, isso, NÃO PODE. (http://chicoterra.com/joomla/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=6642)
Promovendo Rodas de Leitura em Paradas de Ônibus
Macapá/AP
2ª Parada Cultural da NossaCasa
Localizada em frente à Prefeitura de Macapá. Funcionou durante uma semana, no mês de setembro/2009, mas os garis da Prefeitura toda noite jogaram nossos livros no lixo. Fizemos a nossa parte...
NossaCasa já em Belém
Praça da República: aqui com os primeiros doadores de livros paraenses para a BArca das Letras e meus parceiros de primeira mão do MOVIDA - MOVIMENTO PELA VIDA. Amo todos vocês. Muito obrigado por acreditarem na nossa onda pela leitura: a Pororoca Cultural e Cidadã. Vejam todas as fotos nas postagens abaixo.
JULHO/2008 1ª apresentação do projeto NossaCasa de Cultura e Cidadania - junho/2008 - Brasília/DF.
Valeu amig@s pela força que vocês me deram, desde o início. Amo tod@s vocês!!!
Quilombolas, ainda não reconhecidos, da Reserva Extrativista do Rio Cajari
Agora em 2010, tentaremos ajudar a comunidade do Tapereria, município de Vitória do Jari, no Amapá, a conseguir o título de Terra Quilombola.
BArca das Letras no Projeto Vem Brincar Capoeira
Mestre Eudo comanda a Barca das Letras no Jardim Equatorial - Macapá/AP. Ele precisam de ajuda também. Entre em contato conosco: nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com
Biblioteca Arca destaque da região-norte em 2008 e Ponto de Leitura/2008 pelo Ministério da Cultura
Ajudamos os mais humildes a construir a sua própria história. Essas vitórias não têm preço. Venha conhecer essa galera conosco: nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com
Agricultor portador de direitos especiais
Mesmo com restrições físicas, ele planta e colhe o alimento para o corpo de muitos. Ajude-nos, faça sua parte neste mundão de possibilidades: nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com
A água das comunidades ribeirinhas da Amazônia
Vejam a cor da água que tomamos em nossa comunidade. Esse é o "tratamento" que nós ribeirinhos, que cuidamos da floresta amazônica recebemos dos governantes. Advinhem quem serão os beneficiados com os euros que virão após a COP-15 (Copenague)? Para nossos opressores, claro, pois são os donos do poder...
Marabaixo - Cultura Popular Amapaense
Festa na minha comunidade - Quilombo Conceição do Macacoari. Venha conhecer!!! nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com
No inverno, andar pelas estradas do Amapá é quase impossível...
E o Governo ainda vive fazendo propaganda que tá tudo uma beleza. Acho que essa galera vive em outro mundo... Gente totalmente sem noção...
D. Matilde, uma sábia guerreira amazônida
Levando a biblioteca comunitária BArca das Letras para ajudar na educação dos seus netos. Apesar dela não ter tido a mesma oportunidade, inclusive é analfabeta, mas fez questão de levar os netos para serem treinados como Agentes de Leitura. Obrigado pelos ensinamentos e exemplo de vida, d. Matilde.
Estradas do Amapá: "o Haiti é aqui", já diria Caetano...
Um horror. Pequenos trechos, sem o mínimo de asfalto. Estou falando de 50 a 200 km de estrada. Você acredita nisso, em pleno século XXI??? Venha ver então e aproveite e faça trabalho voluntário nas nossas comunidades: nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com
Roda de Leitura com nossas crianças de comunidades tradicionais da Amazônia
Estamos interferindo positivamente no futuro de nossas crianças. Levamos e trazemos muito amor!!! Junte-se a nós, você também pode fazer a sua parte: nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com
Crianças amazônidas
Nossas crianças também precisam ter acesso a livros, revistas, filmes, brinquedos educativos, internet banda larga, oficinas de fotografia, filmagem, artesanato, comunicação comunitária
Transporte escolar das crianças, adolescentes e jovens amazônidas
O ensino na Amazônia ribeirinha é modular: uma disciplina que é dada em uma ano na cidade é ministrada em 52 dias para as comunidades invisíveis sociais da Amazônia. Você realmente acha que a Amazônia será salva com esse tratamento dado aos futuros cuidadores da floresta Amazônica? Pois é, porque os filh@s dos depredadores da Amazônia (mineradoras, pecuária, agronegócio, indústrias da madeira, pesca e caça predatória) recebem um ótimo ensino em escolas particulares das grandes cidades, usando o dinheiro ganho com a derrubada da nossa floresta e com a exploração da nossa biodiversidade (açai, sementes, essências para perfumes e cremes de beleza), tudo numa completa inversão de valores.... "Que país é este?", perguntaria nosso Renato Russo.
Crianças da Reserva Extrativista do Cajari/AP
O futebol e o banho de rio são as diversões das comunidades ribeirinhas da Amazônia. Notem o estado da bola. Faça sua parte, ajude-nos a melhorar a qualidade de vida das crianças amazônidas. Doe livros, revistas, brinquedos, material para arte-educação, filmes educativos, instrumentos musicais etc. Venha fazer trabalho voluntário e compartilhar seu amor, seu saber com essas crianças lindas e amorosas.Entre em contato conosco: nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com
Agricultoras cantoras da Reserva Extrativista do Rio Cajari/AMAPÁ
Em busca de oportunidades, escondidas no meio da floresta. Veja o talento delas no http://www.youtube.com/watch?v=uA8XFyYmFwQ
Crianças ribeirinhas amazônidas
Ajude-nos a interferir na educação de nossos irmãos ribeirinhos. Todo mundo pode fazer a sua parte. Inscreva-me e saiba como. É muito simples: nossacasaap@gmail.com; jonasbanhosap@gmail.com.
Horta Agroecológica Amazônica
Alimento para o corpo. Dessa Barca, surgiu a idéia da BArca das Letras, o alimento para a alma dos meus irmãos ribeirinhos. Você doa livros/revistas, a gente leva para a floresta Amazônica, as comunidades retiram as canoas dos rios (limpando-os) e aí nasce a Barca das Letras (biblioteca comunitária). Crianças lêem e se tornarão cidadãos críticos, propositivos, que não aceitarão mais a INVISIBILIDADE PÚBLICA. Escreverão suas próprias histórias, sem intermediários (eleitoreiros).
Agentes de Leitura da Reserva Extrativista do Rio Cajari/AMAPÁ
Com o certificado concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Infelizmente, depois dessa entrega os (maus) gestores públicos dos órgãos rurais do Amapá paralisaram novamente o programa Arca das Letras do Governo Federal. Cadê o TCU, a CGU e o MP a exigir eficiência, princípio básico da Administração Pública?
NossaCasa é Zilda Arns
Descanse em paz. Agradecemos pela vida dedicada às crianças pobres do Brasil e do Mundo. Continuaremos seguindo seus ensinamentos e trilhando seu caminho!!!
NossaCasa é Che Guevara
Não só vestimos a camisa, como vivenciamos diariamente seus princípios, endurecendo sempre, sem perder jamais a ternura.
Gratidão
Agradecemos a tod@s que ajudaram, cada um do seu jeito, a NossaCasa a contribuir para a construção de um mundo mais humano, justo, livre, feliz e cheio de leitor@s.
Eu tenho lado. E você tem que escolher o seu (ou não?!): Opressor ou Oprimido???
No dia 21/04/2008, depois de uma longa caminhada ao meu interior, tomei uma decisão muito importante na minha vida: largar meu emprego estável (concursado) em Brasília, por um tempo, e servir, gratuitamente e voluntariamente, às comunidades tradicionais/rurais da Amazônia (quilombolas, ribeirinhos, agroextrativistas, pescadores artesanais, indígenas, assentados da reforma agrária), em primeiro lugar, e depois as do restante do Brasil, de acordo com minhas possibilidades físicas, psicológicas e financeiras. À isso, cada um dá um nome: loucura, ano sabático, ousadia.
É bom ficar claro que quem banca as minhas ações voluntárias e o Movimento NossaCasa sou eu mesmo. Nunca conseguimos nenhum CONVÊNIO ou PARCERIA financeira com os Governos Federal, Estadual e Municipais do Amapá, em que pese termos tentado várias vezes por meio da ONG NossaCasa de Cultura e Cidadania - ArmaZen, criada só para esse fim, seguindo conselhos dos mais "experientes" em movimento social.
Na verdade, é bom que se diga, somos boicotados, perseguidos e excluídos do sistema porque damos TRANSPARÊNCIA às manobras político-partidárias dessa gente que controla os recursos públicos, portanto, meu, seu, nosso dinheiro. Em tão pouco tempo (1 ano e meio), acumulamos muitas estórias desagradáveis dos TRAPARCEIROS governamentais do Estado do Amapá, sobretudo os maus gestores dos órgãos rurais e de cultura do Estado, incompetentes e indicados políticos de dois deputados federais (que nem cito o nome para não dar IBOPE, mas que dá pra sacar né!!! Tá na cara. kkk), que irão às nossas comunidades agora em 2010 pedir ou comprar votos para sí e para seus comparsas.
Alguns exemplos: tentativa de apropriar-se da entrega das bibliotecas Arca das Letras (RURAP/Delegacia do MDA); tomada da Coordenação da Arca das Letras para paralisar novamene a entrega de bibliotecas rurais(RURAP/Delegacia do MDA); desmontagem das paradas culturais (bibliotecas comunitárias) e colocação de nossos livros no lixo (Prefeitura de Macapá); tentativa de eliminação do nosso projeto Ponto de Cultura para a Reserva Extrativista do Cajari (Secretaria de Cultura/AP); exclusão de nossa participação como delegado nas Conferências de Comunicação e Cultura (partidos políticos ditos de esquerda - kkkk).
É uma gente patética, de pouca leitura e despreparada tecnicamente!!!! Como diz Frei Betto, um bando de "militonto"!!! Mas, AMAMOS tod@s vocês, apesar dessas atitudes anti-éticas e do SISTEMA (capitalista) excludente que vocês alimentam e servem. Saibam, de forma muito clara, que vocês são os nossos OPRESSORES, em que pese tentarem a todo momento se camuflar de cordeirinhos, dando-nos 'tapinhas" chatos nas costas. kkkk. Acordem, vocês não nos enganam mais. Agora já compreendemos o processo, pois lemos o MUNDO ao nosso redor.
Obrigado PAULO FREIRE e demais educadores de nossas vidas!!!!
É bom ficar claro que quem banca as minhas ações voluntárias e o Movimento NossaCasa sou eu mesmo. Nunca conseguimos nenhum CONVÊNIO ou PARCERIA financeira com os Governos Federal, Estadual e Municipais do Amapá, em que pese termos tentado várias vezes por meio da ONG NossaCasa de Cultura e Cidadania - ArmaZen, criada só para esse fim, seguindo conselhos dos mais "experientes" em movimento social.
Na verdade, é bom que se diga, somos boicotados, perseguidos e excluídos do sistema porque damos TRANSPARÊNCIA às manobras político-partidárias dessa gente que controla os recursos públicos, portanto, meu, seu, nosso dinheiro. Em tão pouco tempo (1 ano e meio), acumulamos muitas estórias desagradáveis dos TRAPARCEIROS governamentais do Estado do Amapá, sobretudo os maus gestores dos órgãos rurais e de cultura do Estado, incompetentes e indicados políticos de dois deputados federais (que nem cito o nome para não dar IBOPE, mas que dá pra sacar né!!! Tá na cara. kkk), que irão às nossas comunidades agora em 2010 pedir ou comprar votos para sí e para seus comparsas.
Alguns exemplos: tentativa de apropriar-se da entrega das bibliotecas Arca das Letras (RURAP/Delegacia do MDA); tomada da Coordenação da Arca das Letras para paralisar novamene a entrega de bibliotecas rurais(RURAP/Delegacia do MDA); desmontagem das paradas culturais (bibliotecas comunitárias) e colocação de nossos livros no lixo (Prefeitura de Macapá); tentativa de eliminação do nosso projeto Ponto de Cultura para a Reserva Extrativista do Cajari (Secretaria de Cultura/AP); exclusão de nossa participação como delegado nas Conferências de Comunicação e Cultura (partidos políticos ditos de esquerda - kkkk).
É uma gente patética, de pouca leitura e despreparada tecnicamente!!!! Como diz Frei Betto, um bando de "militonto"!!! Mas, AMAMOS tod@s vocês, apesar dessas atitudes anti-éticas e do SISTEMA (capitalista) excludente que vocês alimentam e servem. Saibam, de forma muito clara, que vocês são os nossos OPRESSORES, em que pese tentarem a todo momento se camuflar de cordeirinhos, dando-nos 'tapinhas" chatos nas costas. kkkk. Acordem, vocês não nos enganam mais. Agora já compreendemos o processo, pois lemos o MUNDO ao nosso redor.
Obrigado PAULO FREIRE e demais educadores de nossas vidas!!!!
NossaCasa é Cultura Popular da floresta amazônica
Hoje com uma pequena aparelhagem informática, eletrônica, com meios limitados, também se faz opinião, também se produzem coisas centrais na reelaboração da história. (Milton Santos)
Minha bandeira de luta e de transformação social: leitura!!! Por que???
1. Desenvolve o repertório. Ler é um ato valioso para nosso desenvolvimento pessoal e profissional.
2. Amplia o conhecimento geral. Além de ser envolvente, a leitura expande as referências e a capacidade de comunicação.
3. Estimula a criatividade. Ler é fundamental para soltar a imaginação. Pr meio dos livros, criamos lugares e personagens.
4. Aumenta o vocabulário. Graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos.
5. Emociona e causa impacto. Quem já se sentiu triste ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem.
6. Muda a nossa vida. Quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida.
7. Liga o senso crítico na tomada. Livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos.
8. Facilita a escrita. Ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Quem lê mais escreve melhor.
Vamos ler mais e sempre galera!!!
Agora, desça mais um pouco e conheça o movimento que idealizei para espalhar, pelo menos, livros doados pelos moradores da zona urbana (Brasília, Belém, Macapá) para nossos irmã@s que vivem na Amazônia Rural: a NossaCasa.
2. Amplia o conhecimento geral. Além de ser envolvente, a leitura expande as referências e a capacidade de comunicação.
3. Estimula a criatividade. Ler é fundamental para soltar a imaginação. Pr meio dos livros, criamos lugares e personagens.
4. Aumenta o vocabulário. Graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos.
5. Emociona e causa impacto. Quem já se sentiu triste ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem.
6. Muda a nossa vida. Quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida.
7. Liga o senso crítico na tomada. Livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos.
8. Facilita a escrita. Ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Quem lê mais escreve melhor.
Vamos ler mais e sempre galera!!!
Agora, desça mais um pouco e conheça o movimento que idealizei para espalhar, pelo menos, livros doados pelos moradores da zona urbana (Brasília, Belém, Macapá) para nossos irmã@s que vivem na Amazônia Rural: a NossaCasa.
NossaCasa é literatura e leitura
Biblioteca Comunitária BArca das Letras de Vitória do Jari/AP.
Movimento NossaCasa: faça parte!!!
Um movimento simples, sem intelectualismos, formado por pessoas de comunidades tradicionais/rurais da Amazônia amapaense, que tivemos a sorte de estudar e regressar para nossas comunidades para tentar ajudar a modificar positivamente nossas realidades históricas de exclusão social por meio da educação e cultura, sem os intermediários interesseiros eleitorais de plantão (maus polític@s).
Buscamos, nós mesm@s, para nossas comunidades, equipamentos comunitários como : biblioteca, telecentro, brinquedoteca, videoteca, Oficinas e Palestras, TV/Rádio Comunitária, Projetos de Agroecologia (PAIS - Programa Agroecológico Integrado e Sustentável da Fundação Banco do Brasil), Projetos de Ecoturismo Comunitário. Tudo isso para que sejamos SEMPRE LIVRES e mais FELIZES e pernameçamos em nossas comunidades, protejendo a exuberante floresta Amazônica das atividades econômicas predatórias : agronegócio, mineradoras, pecuária em larga escala, madereira, caça e pesca predatória. E viva a Agricultura Familiar!!!!
Ajude-nos!!! Junte-se a nós!!!! É muito simples!!!
Conheça-nos mais um pouco. Veja nossos vídeos, fotos e reportagens na internet:
http://www.nossacasaap.com.br/
nossacasaap@gmail.com
youtube: NossaCasadeCultura
Buscamos, nós mesm@s, para nossas comunidades, equipamentos comunitários como : biblioteca, telecentro, brinquedoteca, videoteca, Oficinas e Palestras, TV/Rádio Comunitária, Projetos de Agroecologia (PAIS - Programa Agroecológico Integrado e Sustentável da Fundação Banco do Brasil), Projetos de Ecoturismo Comunitário. Tudo isso para que sejamos SEMPRE LIVRES e mais FELIZES e pernameçamos em nossas comunidades, protejendo a exuberante floresta Amazônica das atividades econômicas predatórias : agronegócio, mineradoras, pecuária em larga escala, madereira, caça e pesca predatória. E viva a Agricultura Familiar!!!!
Ajude-nos!!! Junte-se a nós!!!! É muito simples!!!
Conheça-nos mais um pouco. Veja nossos vídeos, fotos e reportagens na internet:
http://www.nossacasaap.com.br/
nossacasaap@gmail.com
youtube: NossaCasadeCultura
NossaCasa é democratização da leitura
1ª Parada Cultural da NossaCasa
Gostou? Quer ajudar a NossaCasa?
Somos simples, precisamos de poucas coisas materiais para fazer acontecer. Entre em contato conosco pelo nossacasaap@gmail.com. É bacana ajudar quem precisa!!!
NossaCasa é ponte temporária (elo)
entre as comunidades rurais/tradicionais e pessoas sensíveis e solidárias, governos/terceiro setor/empresas socialmente responsáveis.
NossaCasa é arte e fotografia
Comunidade São Tomé do Macacoari - Itaubal/AP
NossaCasa é divulgação do jeito amazônida de ser
Cozinha típica da Amazônia Rural (RESEX CAJARI/AP)
NossaCasa é preservação da Amazônia
Moradia de ribeirinho com plantação de açai (RESEX CAJARI/AP)
NossaCasa é diversidade
Família feliz do Rio Macacoari
NossaCasa é mística e espiritualidade
Novena de Nossa Senhora da Conceição do Macacoari.
NossaCasa é cuidado com a natureza.
Educação ambiental com sutileza.
NossaCasa é direitos humanos.
Comunidade São Raimundo do Pirativa feita cobaia humana do mosquito da malária em 2005. Ninguém punido até agora!!!
NossaCasa é integração entre urbano e rural
Jovens da cidade emprestando livro e conhecendo um pouco do mundo rural.
NossaCasa é esporte e lazer.
Criançada da Reserva Extrativista do Rio Cajari (São Pedro do Ajuruxi - Mazagão/AP)
NossaCasa é respeito aos nossos velhos, nossos sábios
Remanescentes quilombolas da Conceição do Macacoari, minhas raízes.
NossaCasa é controle social.
Escola Estadual no Retiro Santo Antonio da Pedreira - desabou em novembro/2009 e o Governo preferiu construir um Centro Comunitário para festas, cachaçada e violência.
NossaCasa é cuidado com crianças e adolescentes,
brincadeiras e teatro de bonecos
Apresento meus princípios inegociáveis. Não tente infringi-los. Não insista!!!
LIBERDADE, RESPEITO, PARTICIPAÇÃO, AMOROSIDADE, VOLUNTARIADO, SIMPLICIDADE, PAZ, RETIDÃO, ÉTICA, ALEGRIA, COMPAIXÃO, PERSEVERANÇA, JUSTIÇA, INCLUSÃO SOCIAL, DIVERSIDADE, FRATERNIDADE, COOPERAÇÃO, CUIDADO, HUMILDADE, HONESTIDADE, GRATIDÃO, ESPIRITURALIDADE, MÍSTICA, TRANSPARÊNCIA, COMUNHÃO, UNIÃO, GENTILEZA.
AVISO IMPORTANTE AOS OPORTUNISTAS DE PLANTÃO:
"Não estou ligado a nenhum partido, pois para mim partido é parte. Eu como intelectual me interesso pelo todo embora, concretamente, saiba que o todo passa pela parte. Tal posição me confere a liberdade de emitir opiniões pessoais e descompromissadas com os partidos."
Faço minhas as palavras acima, do intelectual Leonardo Boff. Não sou intelectual (nem quero ser), mas sou um arte-educador-comunicador popular, um transformador social, um pesquisador livre e pensador de políticas públicas. Portanto, quero deixar muito claro que não sou e nem quero ser filiado a NENHUM partido político e, por lógico, não sou candidato a nenhum cargo eletivo e nem o serei, pois não acredito no atual sistema político-corrupto. E nem apóio nem apoiarei nenhum dos atuais polític@s do Amapá, sobretudo.
Entendo que não merecemos nenhum desses atuais políticos. Tod@s nos mantém escravizados, nos enganam (nós de comunidades ribeirinhas/tradicionais) e só se interessam por permanecer no poder, com todas as suas benesses (emprego público em abundância aos parentes, amigos e cabos eleitorais, por meio milhares de cargos comissionados; acesso a recursos públicos -maquiado, claro - para financiar campanhas políticas; banquetes e cerimônias; apropriação indevida de rádios e TV's públicas e/ou comunitárias; indicações de parentes e amigos para outros cargos eletivos, conselhos e tribunais; beneficiar os financiadores das campanhas políticas e agressores da natureza - agronegócio, mineradoras, pecuaristas, grandes empresas de pesca em detrimento da agricultura familiar, do ecoturismo comunitário, economia solidária).
Os atuais políticos do Amapá só aparecem em nossas comunidades tradicionais/rurais para dar cachaça para noss@s pais e irmã@s e estimular a gravidez precoce por meio de festas regadas a brega, ignorando nossa cultura de raiz, popular.. Apropriam-se de políticas públicas e não deixam chegar em nossas comunidades para nos manter isolados, sem educação, sem saúde, sem informação, sem comunicação, sem renda, sem dignidade.
Chega!!! Estamos cansados de tanta patifaria, corrupção e enganação!!! E como diria Cazuza: "A burguesia fede. A burguesia quer ficar rica. Enquanto houver burguesia Não vai haver poesia. A burguesia não repara na dor Da vendedora de chicletes. A burguesia só olha pra si. A burguesia só olha pra si. A burguesia é a direita, é a guerra. As pessoas vão ver que estão sendo roubadas. Vai haver uma revolução. Ao contrário da de 64. O Brasil é medroso. Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia. Vamos pra rua. Vamos acabar com a burguesiaVamos dinamitar a burguesiaVamos pôr a burguesia na cadeiaNuma fazenda de trabalhos forçadosEu sou burguês, mas eu sou artistaEstou do lado do povo, do povo. A burguesia fede - fede, fede, fede. A burguesia quer ficar rica. Enquanto houver burguesia. Não vai haver poesia. Porcos num chiqueiro São mais dignos que um burguês. Mas também existe o bom burguês. Que vive do seu trabalho honestamente. Mas este quer construir um país E não abandoná-lo com uma pasta de dólares. O bom burguês é como o operário. É o médico que cobra menos pra quem não tem E se interessa por seu povo. Em seres humanos vivendo como bichos Tentando te enforcar na janela do carro. No sinal, no sinal No sinal, no sinal. A burguesia fede. A burguesia quer ficar rica. Enquanto houver burguesia Não vai haver poesia.
http://letras.terra.com.br/cazuza/43858/
Faço minhas as palavras acima, do intelectual Leonardo Boff. Não sou intelectual (nem quero ser), mas sou um arte-educador-comunicador popular, um transformador social, um pesquisador livre e pensador de políticas públicas. Portanto, quero deixar muito claro que não sou e nem quero ser filiado a NENHUM partido político e, por lógico, não sou candidato a nenhum cargo eletivo e nem o serei, pois não acredito no atual sistema político-corrupto. E nem apóio nem apoiarei nenhum dos atuais polític@s do Amapá, sobretudo.
Entendo que não merecemos nenhum desses atuais políticos. Tod@s nos mantém escravizados, nos enganam (nós de comunidades ribeirinhas/tradicionais) e só se interessam por permanecer no poder, com todas as suas benesses (emprego público em abundância aos parentes, amigos e cabos eleitorais, por meio milhares de cargos comissionados; acesso a recursos públicos -maquiado, claro - para financiar campanhas políticas; banquetes e cerimônias; apropriação indevida de rádios e TV's públicas e/ou comunitárias; indicações de parentes e amigos para outros cargos eletivos, conselhos e tribunais; beneficiar os financiadores das campanhas políticas e agressores da natureza - agronegócio, mineradoras, pecuaristas, grandes empresas de pesca em detrimento da agricultura familiar, do ecoturismo comunitário, economia solidária).
Os atuais políticos do Amapá só aparecem em nossas comunidades tradicionais/rurais para dar cachaça para noss@s pais e irmã@s e estimular a gravidez precoce por meio de festas regadas a brega, ignorando nossa cultura de raiz, popular.. Apropriam-se de políticas públicas e não deixam chegar em nossas comunidades para nos manter isolados, sem educação, sem saúde, sem informação, sem comunicação, sem renda, sem dignidade.
Chega!!! Estamos cansados de tanta patifaria, corrupção e enganação!!! E como diria Cazuza: "A burguesia fede. A burguesia quer ficar rica. Enquanto houver burguesia Não vai haver poesia. A burguesia não repara na dor Da vendedora de chicletes. A burguesia só olha pra si. A burguesia só olha pra si. A burguesia é a direita, é a guerra. As pessoas vão ver que estão sendo roubadas. Vai haver uma revolução. Ao contrário da de 64. O Brasil é medroso. Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia. Vamos pra rua. Vamos acabar com a burguesiaVamos dinamitar a burguesiaVamos pôr a burguesia na cadeiaNuma fazenda de trabalhos forçadosEu sou burguês, mas eu sou artistaEstou do lado do povo, do povo. A burguesia fede - fede, fede, fede. A burguesia quer ficar rica. Enquanto houver burguesia. Não vai haver poesia. Porcos num chiqueiro São mais dignos que um burguês. Mas também existe o bom burguês. Que vive do seu trabalho honestamente. Mas este quer construir um país E não abandoná-lo com uma pasta de dólares. O bom burguês é como o operário. É o médico que cobra menos pra quem não tem E se interessa por seu povo. Em seres humanos vivendo como bichos Tentando te enforcar na janela do carro. No sinal, no sinal No sinal, no sinal. A burguesia fede. A burguesia quer ficar rica. Enquanto houver burguesia Não vai haver poesia.
http://letras.terra.com.br/cazuza/43858/
NossaCasa é mar acima MARABAIXO
Divulgando nossa cultura de raiz na internet. Quilombolas de Curralinho/AP durante o Dia da Consciência Negra.
Pensamento apreendido da leitura do dia:
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo." Bertoldt Brecht
"Se avexe não Toda caminhada começa No primeiro passo A natureza não tem pressa Segue seu compasso Inexorávelmente chega lá Se avexe não Observe quem vai subindo a ladeira Seja princesa ou seja lavadeira Pra ir mais alto vai ter que suar." (Composição: Acioli Neto)
"Os Pontos de Cultura são o bolsa família das identidades, dos valores, dos significados e da imaginação criativa dos que são maioria, mas tinham se tornado minoria SILENCIADA." Emir Sader, sociólogo, comentando o Livro Ponto de Cultura, de Celio Turino.
"Estou cada vez mais convencido enquanto se vive neste reino da técnica, da gestão, que a base de tudo é a filosofia. Quando você tem uma matriz filosófica clara, tem esse entendimento mágico, essa visão poética que não se faz nas planilhas. A gente vai ajustando, não estou negando a necessidade de gestão. Mas acho que quando o fundamento é sólido, as coisas vão se equacionando, abrindo novos caminhos." Celio Turino em Revista Forum - dez/2009
"Para lutar contra a opressão é preciso um cavalo pra isso e esse cavalo é a arte, a criatividade, que é mais importante que só a consciência social. A arte iguala todo mundo." Zé Celso Martinez, comentando sobre Augusto Boal (Teatro do Oprimido). Revista Fórum - dez/2009
"A idéia de cultura, sempre moldada conforme as visões políticas de cada tempo, detém em si as chaves dos sitemas de poder. Chaves que podem abrir portas para a liberdade, para a equidade e para o diálogo. Mas também podem fechá-las, cedendo ao controle, à discriminação e à intolerância." Leonardo Brant no livro 'O poder da Cultura'.
Canto o crepúsculo da tarde/E o clarão da linda aurora/Canto aquilo que me alegra/E aquilo que me apavora/E canto os injustiçados/Que vagam de mundo afora."(Patativa do Assaré, poeta popular cearense)
A mística é a própria vida tomada em sua radicalidade e extrema densidade. Cultivada conscientemente confere à existência sentido de gravidade, leveza e profundidade. A mística sempre nos leva a transcender todos os limites, a descobrirmos o outro lado das coisas e a suspeitarmos que por detrás das estruturas do real não há o absurdo e o abismo que nos mete medo, mas vige ternura, acolhida, o mistério amoroso que se comunica como alegria de viver, sentido de trabalhar e sonho benfazejo de um universo de coisas e pessoas confraternizados entre si e ancorados fortemente no coração de Deus que é Pai e Mãe de infinita bondade. Leonardo Boff
Todas as atividades ditas populares eram desaconselhadas, de forma não explícita, na produção deum homem de elite, de um bacharel." Milton Santos (1926/2001)
O território é a matriz da vida social. Nele, tudo acontece, desde relações orgânicas, como a solidariedade entre vizinhos, até relações organizacionais e externas, que buscam impor-se.
(Maria Laura Silveira, comentando a obra de Milton Santos)
Desde menino a noção de movimento me impressionava, ver as pessoas se movendo, as mercadorias se movendo. A noção de movimento veio depois, mas das mercadorias, das coisas, das pessoas, talvez tenha me levado para a geografia." Milton Santos
"Não quero parecer crítico além da conta, mas, acredito que merecíamos algo melhor. Os que produzem arte e cultura e os que as consomem, todos merecíamos. E é por isso que quero firmar aqui a minha convicção de que precisamos escolher, nas próximas eleições, um governante que tenha um compromisso de verdade com a cultura de nosso povo e tenha a sensibilidade mínima para entender que a arte é essencial à vida das pessoas. A arte é, também, saúde mental e física. A arte é ecologia. A arte é educação. A arte empreende e constroi. A arte recupera e socializa. A arte é anti-violência. A arte é esperança.
Eu tenho certeza de que um governante que possua essa concepção das coisas tenderá a fazer, sempre, um bom governo. Mirará na profundidade das coisas e vislumbrará projetos a realizar. Não se perderá no achismo, na politicalha e num falso pragmatismo que impede a visão do sensível."
http://grandeponto.blogspot.com/2010/04/um-governante-para-cultura.html
"Se avexe não Toda caminhada começa No primeiro passo A natureza não tem pressa Segue seu compasso Inexorávelmente chega lá Se avexe não Observe quem vai subindo a ladeira Seja princesa ou seja lavadeira Pra ir mais alto vai ter que suar." (Composição: Acioli Neto)
"Os Pontos de Cultura são o bolsa família das identidades, dos valores, dos significados e da imaginação criativa dos que são maioria, mas tinham se tornado minoria SILENCIADA." Emir Sader, sociólogo, comentando o Livro Ponto de Cultura, de Celio Turino.
"Estou cada vez mais convencido enquanto se vive neste reino da técnica, da gestão, que a base de tudo é a filosofia. Quando você tem uma matriz filosófica clara, tem esse entendimento mágico, essa visão poética que não se faz nas planilhas. A gente vai ajustando, não estou negando a necessidade de gestão. Mas acho que quando o fundamento é sólido, as coisas vão se equacionando, abrindo novos caminhos." Celio Turino em Revista Forum - dez/2009
"Para lutar contra a opressão é preciso um cavalo pra isso e esse cavalo é a arte, a criatividade, que é mais importante que só a consciência social. A arte iguala todo mundo." Zé Celso Martinez, comentando sobre Augusto Boal (Teatro do Oprimido). Revista Fórum - dez/2009
"A idéia de cultura, sempre moldada conforme as visões políticas de cada tempo, detém em si as chaves dos sitemas de poder. Chaves que podem abrir portas para a liberdade, para a equidade e para o diálogo. Mas também podem fechá-las, cedendo ao controle, à discriminação e à intolerância." Leonardo Brant no livro 'O poder da Cultura'.
Canto o crepúsculo da tarde/E o clarão da linda aurora/Canto aquilo que me alegra/E aquilo que me apavora/E canto os injustiçados/Que vagam de mundo afora."(Patativa do Assaré, poeta popular cearense)
A mística é a própria vida tomada em sua radicalidade e extrema densidade. Cultivada conscientemente confere à existência sentido de gravidade, leveza e profundidade. A mística sempre nos leva a transcender todos os limites, a descobrirmos o outro lado das coisas e a suspeitarmos que por detrás das estruturas do real não há o absurdo e o abismo que nos mete medo, mas vige ternura, acolhida, o mistério amoroso que se comunica como alegria de viver, sentido de trabalhar e sonho benfazejo de um universo de coisas e pessoas confraternizados entre si e ancorados fortemente no coração de Deus que é Pai e Mãe de infinita bondade. Leonardo Boff
Todas as atividades ditas populares eram desaconselhadas, de forma não explícita, na produção deum homem de elite, de um bacharel." Milton Santos (1926/2001)
O território é a matriz da vida social. Nele, tudo acontece, desde relações orgânicas, como a solidariedade entre vizinhos, até relações organizacionais e externas, que buscam impor-se.
(Maria Laura Silveira, comentando a obra de Milton Santos)
Desde menino a noção de movimento me impressionava, ver as pessoas se movendo, as mercadorias se movendo. A noção de movimento veio depois, mas das mercadorias, das coisas, das pessoas, talvez tenha me levado para a geografia." Milton Santos
"Não quero parecer crítico além da conta, mas, acredito que merecíamos algo melhor. Os que produzem arte e cultura e os que as consomem, todos merecíamos. E é por isso que quero firmar aqui a minha convicção de que precisamos escolher, nas próximas eleições, um governante que tenha um compromisso de verdade com a cultura de nosso povo e tenha a sensibilidade mínima para entender que a arte é essencial à vida das pessoas. A arte é, também, saúde mental e física. A arte é ecologia. A arte é educação. A arte empreende e constroi. A arte recupera e socializa. A arte é anti-violência. A arte é esperança.
Eu tenho certeza de que um governante que possua essa concepção das coisas tenderá a fazer, sempre, um bom governo. Mirará na profundidade das coisas e vislumbrará projetos a realizar. Não se perderá no achismo, na politicalha e num falso pragmatismo que impede a visão do sensível."
http://grandeponto.blogspot.com/2010/04/um-governante-para-cultura.html
NossaCasa é união, solidariedade, respeito,
ação, voluntariado, juventude rural
Seres humanos importantes na minha formação, além de meus adoráveis pais/irmãos/avós/tio Zé:
JESUS, FILÓSOFOS GREGOS, CHE, MANDELA, ZUMBI, MADRE TEREZA, PAULO FREIRE, IRMÃ DULCE, DOM HELDER CAMARA, FREI BETTO, LEONARDO BOFF, DOM PEDRO CASALDÁGLIA, MARILENA CHAUÍ, MILTON SANTOS, ZILDA ARNS, AUGUSTO BOAL, GANDHI, BUDA, MARTIN LUTHER KING, IRMÃ DOROTHY, CHICO MENDES, GLAUBER ROCHA, CARLOS DRUMOND DE ANDRADE, MÁRIO QUINTANA, OSCAR NIEMEYER, RAUL SEIXAS.
NossaCasa é Telecentro Comunitário
NossaCasa Digital do Rio Macacoari (Carmo do Macacoari - Itaubal/AP) - inauguração em março/2010.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Freyre e a questão racial
Do blog do Nassif, vem uma leitura sobre a obra de Gilberto Freyre, escritor homenageado pela FLIP - Festa Literária Internacional de Parati, encerrada ontem, no Rio de Janeiro.
Boa leitura e reflexão!!!
Por Rubem
Do G1 http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/flip-a-critica-ao-conceito-de-raca?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Freyre e a questão racial:
08/08/2010 13h29 - Atualizado em 08/08/2010 13h38
Debate atualiza a questão racial da obra de Gilberto Freyre
Peter Burke e Hermano Vianna estavam na última discussão sobre o autor.
Sociólogo críticou movimento negro, que cria conceito de 'negro genérico'.
A mesa "Gilberto Freyre e o século 21", a última em homenagem ao autor de "Casa-grande & senzala" e talvez a mais interessante, reuniu neste domingo (8) os acadêmicos Peter Burke, Hermano Vianna e José de Souza Martin, com mediação de Benjamin Moser - o biógrafo de Clarice Lispector que escreveu recentemente um artigo pol mico sobre Freyre.
Burke, que é britânico e fala português, destacou a relevância da obra de Freyre no século 21 e a necessidade de adaptar seu pensamento às novas realidades do multiculturalismo, concentrando sua fala nos conceitos de "mestiçagem cultural" e "hibridismo cultural". "Esses conceitos são talvez mais relevantes hoje que no século 20", afirmou o historiador.
Freyre aplicou a ideia de mestiçagem cultural ao analisar diversos temas, como o nosso furebol "mulato", que incorpora elementos da capoeira e do samba, a nossa literatura, que mistura ficção e análise social nos romances de Jorge Amado, e até mesmo o nosso sexo.
"Ao escrever sobre sexo, Freyre usou um vocabulário muito rico, que reflete a interpenetração entre diferentes culturas", disse Burke, autor do livro "Repensando os trópicos". "Mas uma cultura não é um texto, não é uma lingaugem, apesar de as duas apresentarem analogias. Então é preciso tomar cuidado ao pensar numa tradução cultural pura e simples", completou.
José de Souza Martins e Benjamin Moser.
(Foto: Reprodução)
Burke em seguida comentou o conceito de "ideias fora do lugar", criado pelo crítico Roberto Schwarz. "Quando cheguei ao Brasil, nos anos 80, só se falava disso, como uma crítica ao 'macaqueamento' de modelos externos e a importação de modelos estrangeiros, mas tenho problemas com essa ideia. Nos anos 20 essa atitude levou Graciliano Ramos a afirmar que não se devia jogar futebol no Brasil, por ser um esporte europeu".
José de Souza Martins, classificado por Moser como o maior sociólogo brasileiro vivo, autor de livros como "Fronteira", sobre a escravidão na Amazônia, e "O cativeiro da terra", sobre o lento processo de libertação dos escravos no Brasil. Ele contou duas anedotas de viés antropológico, provocando gargalhadas na plateia antes de entrar no tema.
"É evidente que a sociologia de Freyre não tem lugar no século 21 nos mesmos termos em que teve na sua época, mas ainda tem seu espaço. Na questão racial, sobretudo, sua obra voltará a ter um destaque crescente", opinou Martins.
Sobre o conservadorismo do sociólogo, Martins brincou mais uma vez. "Desde 68, para os estudantes de ci ncias humanas, até Karl Marx é de direita".
Negro genérico
Martins fez uma crítica velada ao movimento negro no Brasil. "Hoje está se criando a ideia do negro genérico. Ora, não existe negro genérico: os negros que vieram como escravos para o Brasil vieram de diversas etnias, inclusive, no caso dos negros muçulmanos, até mais cultos que os portugueses. Essa diversidade foi muito importante: a Casa Grande selecionava a dedo o negro da senzala que trabalharia nela, casa grande, criando uma possibilidade de ascens o social entre os negros escravos. É preciso entender esses aspectos da história dos negros no Brasil".
Martins fez uma análise interessante da questão racial no Brasil. "No fundo a ideia de que o Brasil é composto de três raças é uma tolice, porque nenhuma das três raças existe, somos um país inteiramente mestiço. O Brasil é um país de brancos mestiços com branços, da mesma força que existe diversidade entre os negros e as populações indígenas. Quando lemos Gilberto Freyra, ficamos mais sensíveis a essa diversidade, que é também linguística".
Hermano Vianna, autor de "O mistério do samba", disse ter em Gilberto Freyre uma grande fonte de inspiração, particularmente os numeros artigos que ele publicou na imprensa pernambucana. "Acho interessante radicalizar as ideias de Gilberto Freyre. Obviamente, o Brasil não é uma democracia racial, e Gilberto Freyre não disse isso. O elogio da mestiçagem também é uma interpretação errada, que acoberta o racismo na sociedade brasileira. Temos que transformar esses conceitos em armas de combate ao racismo.
Boa leitura e reflexão!!!
Por Rubem
Do G1 http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/flip-a-critica-ao-conceito-de-raca?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Freyre e a questão racial:
08/08/2010 13h29 - Atualizado em 08/08/2010 13h38
Debate atualiza a questão racial da obra de Gilberto Freyre
Peter Burke e Hermano Vianna estavam na última discussão sobre o autor.
Sociólogo críticou movimento negro, que cria conceito de 'negro genérico'.
A mesa "Gilberto Freyre e o século 21", a última em homenagem ao autor de "Casa-grande & senzala" e talvez a mais interessante, reuniu neste domingo (8) os acadêmicos Peter Burke, Hermano Vianna e José de Souza Martin, com mediação de Benjamin Moser - o biógrafo de Clarice Lispector que escreveu recentemente um artigo pol mico sobre Freyre.
Burke, que é britânico e fala português, destacou a relevância da obra de Freyre no século 21 e a necessidade de adaptar seu pensamento às novas realidades do multiculturalismo, concentrando sua fala nos conceitos de "mestiçagem cultural" e "hibridismo cultural". "Esses conceitos são talvez mais relevantes hoje que no século 20", afirmou o historiador.
Freyre aplicou a ideia de mestiçagem cultural ao analisar diversos temas, como o nosso furebol "mulato", que incorpora elementos da capoeira e do samba, a nossa literatura, que mistura ficção e análise social nos romances de Jorge Amado, e até mesmo o nosso sexo.
"Ao escrever sobre sexo, Freyre usou um vocabulário muito rico, que reflete a interpenetração entre diferentes culturas", disse Burke, autor do livro "Repensando os trópicos". "Mas uma cultura não é um texto, não é uma lingaugem, apesar de as duas apresentarem analogias. Então é preciso tomar cuidado ao pensar numa tradução cultural pura e simples", completou.
José de Souza Martins e Benjamin Moser.
(Foto: Reprodução)
Burke em seguida comentou o conceito de "ideias fora do lugar", criado pelo crítico Roberto Schwarz. "Quando cheguei ao Brasil, nos anos 80, só se falava disso, como uma crítica ao 'macaqueamento' de modelos externos e a importação de modelos estrangeiros, mas tenho problemas com essa ideia. Nos anos 20 essa atitude levou Graciliano Ramos a afirmar que não se devia jogar futebol no Brasil, por ser um esporte europeu".
José de Souza Martins, classificado por Moser como o maior sociólogo brasileiro vivo, autor de livros como "Fronteira", sobre a escravidão na Amazônia, e "O cativeiro da terra", sobre o lento processo de libertação dos escravos no Brasil. Ele contou duas anedotas de viés antropológico, provocando gargalhadas na plateia antes de entrar no tema.
"É evidente que a sociologia de Freyre não tem lugar no século 21 nos mesmos termos em que teve na sua época, mas ainda tem seu espaço. Na questão racial, sobretudo, sua obra voltará a ter um destaque crescente", opinou Martins.
Sobre o conservadorismo do sociólogo, Martins brincou mais uma vez. "Desde 68, para os estudantes de ci ncias humanas, até Karl Marx é de direita".
Negro genérico
Martins fez uma crítica velada ao movimento negro no Brasil. "Hoje está se criando a ideia do negro genérico. Ora, não existe negro genérico: os negros que vieram como escravos para o Brasil vieram de diversas etnias, inclusive, no caso dos negros muçulmanos, até mais cultos que os portugueses. Essa diversidade foi muito importante: a Casa Grande selecionava a dedo o negro da senzala que trabalharia nela, casa grande, criando uma possibilidade de ascens o social entre os negros escravos. É preciso entender esses aspectos da história dos negros no Brasil".
Martins fez uma análise interessante da questão racial no Brasil. "No fundo a ideia de que o Brasil é composto de três raças é uma tolice, porque nenhuma das três raças existe, somos um país inteiramente mestiço. O Brasil é um país de brancos mestiços com branços, da mesma força que existe diversidade entre os negros e as populações indígenas. Quando lemos Gilberto Freyra, ficamos mais sensíveis a essa diversidade, que é também linguística".
Hermano Vianna, autor de "O mistério do samba", disse ter em Gilberto Freyre uma grande fonte de inspiração, particularmente os numeros artigos que ele publicou na imprensa pernambucana. "Acho interessante radicalizar as ideias de Gilberto Freyre. Obviamente, o Brasil não é uma democracia racial, e Gilberto Freyre não disse isso. O elogio da mestiçagem também é uma interpretação errada, que acoberta o racismo na sociedade brasileira. Temos que transformar esses conceitos em armas de combate ao racismo.
Eu também estou "De olho no Espelho"
Eu não curto muito televisão. Escolha bem os programas que assisto. Sempre dou preferência para programas inovadoras, criativos, interativos e que os protagonistas sejam pessoas e comunidades desconhecidas do grande público.
O programa Espelho, exibido pela TV Brasil, é um dos que gosto bastante. Bem, como viajo muito, nem sempre consigo assisti-lo. Mas, os que assisti, valeu muito o prazer. Reproduzo um artigo bacana sobre o programa. Escrito por Belisa Monteiro, publicado em http://colunistasdoespelho.blogspot.com/.
Boa leitura de mundo!!!
De olho no Espelho
Temátcas abrangentes, sócio-culturais e com um tempero bem brasileiro
Belisa
Monteiro
Parabenizo a toda equipe do programa Espelho pelos cem programas no ar e também pelo comprometimento com o telespectador ao levar uma programação de qualidade que estimule à reflexão e o exercício da cidadania. E utilizar a TV como meio de propagar tais idéias é uma grande iniciativa seja pelo poder da imagem ao cativar às pessoas, seja pela abrangência da “telinha” que está presente em grande parte dos lares brasileiros independente de etnia, credo, religião ou gênero.
Certa vez, eu li no blog do programa uma frase genial de Lázaro [Ramos]: “o mundo esta aí para ser explorado. As barreiras têm que ser quebradas”. Creio que, se tratando de Brasil [ou, talvez, em qualquer lugar do mundo] várias barreiras tem que ser quebradas: a do preconceito [que partem de pré-conceitos] a da intolerância, da discriminação, dos conflitos...
A história de nosso país e as manchetes dos jornais (que não deixam de ser a própria história do presente) estão aí como prova. Basta conferir os resgistros nos livros, na internet ou até mesmo em uma conversa informal com nossos avós. Afinal os problemas presentes são ramificações das raízes de todo um contexto passado. Porém, mesmo diante de tantos acontecimentos negativos que acontecem no mundo lá fora ainda resta esperança. Essa não morre nunca e, ainda parafraseando nosso querido apresentador, cada pessoa pode criar sua rede de proteção, mesmo se não existir uma no fundo do poço.
E é assim que enxergo e olho para esse programa.
Uma forma de dar visibilidade a estórias de pessoas que fazem e fizeram história. Assim, a telinha se torna literalmente um espelho. Afinal ela reflete os ideais e perspectivas de quem está aí do outro lado : os entrevistados, o apresentador, os produtores. E não haveria melhor maneira de conectar os dois lados do espelho (equipe do programa e telespectadores) através dessa rede que extrapola fronteiras, a internet.
Façamos então uma rede(não apenas tecnológica, mas simbólica) em prol da alteridade e do diálogo...Afinal cada indivíduo é único e reflete sua própria luz enriquecendo de identidade uma pluralidade de rostos, gostos e culturas.
Abraço carinhoso.
(De quem está do outro lado do espelho, porém de olho nele. Sempre)
Belisa Monteiro
O programa Espelho, exibido pela TV Brasil, é um dos que gosto bastante. Bem, como viajo muito, nem sempre consigo assisti-lo. Mas, os que assisti, valeu muito o prazer. Reproduzo um artigo bacana sobre o programa. Escrito por Belisa Monteiro, publicado em http://colunistasdoespelho.blogspot.com/.
Boa leitura de mundo!!!
De olho no Espelho
Temátcas abrangentes, sócio-culturais e com um tempero bem brasileiro
Belisa
Monteiro
Parabenizo a toda equipe do programa Espelho pelos cem programas no ar e também pelo comprometimento com o telespectador ao levar uma programação de qualidade que estimule à reflexão e o exercício da cidadania. E utilizar a TV como meio de propagar tais idéias é uma grande iniciativa seja pelo poder da imagem ao cativar às pessoas, seja pela abrangência da “telinha” que está presente em grande parte dos lares brasileiros independente de etnia, credo, religião ou gênero.
Certa vez, eu li no blog do programa uma frase genial de Lázaro [Ramos]: “o mundo esta aí para ser explorado. As barreiras têm que ser quebradas”. Creio que, se tratando de Brasil [ou, talvez, em qualquer lugar do mundo] várias barreiras tem que ser quebradas: a do preconceito [que partem de pré-conceitos] a da intolerância, da discriminação, dos conflitos...
A história de nosso país e as manchetes dos jornais (que não deixam de ser a própria história do presente) estão aí como prova. Basta conferir os resgistros nos livros, na internet ou até mesmo em uma conversa informal com nossos avós. Afinal os problemas presentes são ramificações das raízes de todo um contexto passado. Porém, mesmo diante de tantos acontecimentos negativos que acontecem no mundo lá fora ainda resta esperança. Essa não morre nunca e, ainda parafraseando nosso querido apresentador, cada pessoa pode criar sua rede de proteção, mesmo se não existir uma no fundo do poço.
E é assim que enxergo e olho para esse programa.
Uma forma de dar visibilidade a estórias de pessoas que fazem e fizeram história. Assim, a telinha se torna literalmente um espelho. Afinal ela reflete os ideais e perspectivas de quem está aí do outro lado : os entrevistados, o apresentador, os produtores. E não haveria melhor maneira de conectar os dois lados do espelho (equipe do programa e telespectadores) através dessa rede que extrapola fronteiras, a internet.
Façamos então uma rede(não apenas tecnológica, mas simbólica) em prol da alteridade e do diálogo...Afinal cada indivíduo é único e reflete sua própria luz enriquecendo de identidade uma pluralidade de rostos, gostos e culturas.
Abraço carinhoso.
(De quem está do outro lado do espelho, porém de olho nele. Sempre)
Belisa Monteiro
Mais Livro, Mais Leitura para o Brasil
Mais Livro, Mais Leitura
Começam neste mês os cursos online para a criação de planos de leitura
Municípios que participaram dos fóruns nacional ou regionais podem se capacitar, via Internet,
para planejar a elaboração de planos de livro e leitura
O primeiro curso online do projeto Mais Livro, Mais Leitura nos estados e municípios começa nesta segunda-feira, 9 de agosto. Na modalidade de ensino à distância, o treinamento prevê a capacitação de gestores municipais para a elaboração de planos locais, assim como o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), instituído em 2006 pelos Ministérios da Cultura e da Educação.
A primeira turma é formada por gestores de localidades que participaram do Fórum Nacional ou de Fóruns Regionais de discussões sobre a instituição dos Planos Estadual (PELL) e Municipal de Livro e Leitura (PMLL). A partir de setembro, cidades cadastradas no portal do PNLL (http://www.pnll.gov.br/) receberão informações sobre a abertura de novas turmas.
A capacitação tem cinco módulos, com previsão de 10 semanas, totalizando cinco horas por semana. Os gestores podem fazer o curso no horário que escolher, mas ao fim de duas semanas precisam ter completado o módulo para seguir para o próximo. O curso fornece o passo a passo para a elaboração do plano local, contemplando a elaboração do diagnóstico da realidade, a formação do grupo de trabalho, a definição de metas, objetivos e a construção de um plano de trabalho.
Há ainda um fórum de discussão, em que os participantes podem compartilhar experiências. A proposta do trabalho é que, ao final do curso, a prefeitura ou estado tenha um esboço do que será seu plano, pois ao longo da capacitação pode ir realizando, junto com a sociedade civil, o planejamento indicado.
Dentre os municípios inscritos no primeiro curso alguns já criaram grupos de trabalho para elaboração do PMLL. É o caso de Alexânia (GO) e Congonhas (MG). A primeira cidade brasileira a criar o seu plano foi Passo Fundo (RS), enquanto o município de Caxias do Sul (RS) tem o Programa Permanente de Estímulo à Leitura. O estado de Mato Grosso do Sul, em encontro realizado entre 7 a 9 de abril, instituiu por decreto seu PELL - que está em processo de elaboração. O projeto Mais Livro, Mais Leitura nos estados e municípios é uma parceira do PNLL com o Instituto Pró-Livro.
(Neila Baldi, DLLL/SAI/MinC)
wwww.cultura.gov.brr
Começam neste mês os cursos online para a criação de planos de leitura
Municípios que participaram dos fóruns nacional ou regionais podem se capacitar, via Internet,
para planejar a elaboração de planos de livro e leitura
O primeiro curso online do projeto Mais Livro, Mais Leitura nos estados e municípios começa nesta segunda-feira, 9 de agosto. Na modalidade de ensino à distância, o treinamento prevê a capacitação de gestores municipais para a elaboração de planos locais, assim como o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), instituído em 2006 pelos Ministérios da Cultura e da Educação.
A primeira turma é formada por gestores de localidades que participaram do Fórum Nacional ou de Fóruns Regionais de discussões sobre a instituição dos Planos Estadual (PELL) e Municipal de Livro e Leitura (PMLL). A partir de setembro, cidades cadastradas no portal do PNLL (http://www.pnll.gov.br/) receberão informações sobre a abertura de novas turmas.
A capacitação tem cinco módulos, com previsão de 10 semanas, totalizando cinco horas por semana. Os gestores podem fazer o curso no horário que escolher, mas ao fim de duas semanas precisam ter completado o módulo para seguir para o próximo. O curso fornece o passo a passo para a elaboração do plano local, contemplando a elaboração do diagnóstico da realidade, a formação do grupo de trabalho, a definição de metas, objetivos e a construção de um plano de trabalho.
Há ainda um fórum de discussão, em que os participantes podem compartilhar experiências. A proposta do trabalho é que, ao final do curso, a prefeitura ou estado tenha um esboço do que será seu plano, pois ao longo da capacitação pode ir realizando, junto com a sociedade civil, o planejamento indicado.
Dentre os municípios inscritos no primeiro curso alguns já criaram grupos de trabalho para elaboração do PMLL. É o caso de Alexânia (GO) e Congonhas (MG). A primeira cidade brasileira a criar o seu plano foi Passo Fundo (RS), enquanto o município de Caxias do Sul (RS) tem o Programa Permanente de Estímulo à Leitura. O estado de Mato Grosso do Sul, em encontro realizado entre 7 a 9 de abril, instituiu por decreto seu PELL - que está em processo de elaboração. O projeto Mais Livro, Mais Leitura nos estados e municípios é uma parceira do PNLL com o Instituto Pró-Livro.
(Neila Baldi, DLLL/SAI/MinC)
wwww.cultura.gov.brr
domingo, 8 de agosto de 2010
MOVIDA : CASO JAILSON CORREA DE LIMA
Divulgo abaixo a agenda do Movimento pela Vida - MOVIDA, que luta pela justiça e o fim da violência urbana e rural no Pará. Eu também sou MOVIDA.
Amigos,
Esta semana temos a primeira audiência do:
CASO JAILSON CORREA DE LIMA: trabalhador de 37 anos que foi assassinado covardemente a garrafadas, na noite do dia 18/04/2010 na frente da família. Motivo: foi acalmar uma discussão em um bingo. A audiência ocorrerá no Fórum de Icoaraci às 11:00h no dia 09/08/2010.
Processo: 2010.2.000703-0
O crime choca a sociedade, a família, os amigos, o país e o mundo inteiro, mas não choca as autoridades responsáveis pela ordem no nosso País. Isso é assustador.
Até quando pais de família serão arrancados de seus filhos?
Eu sou MOVIDA pela justiça
Amigos,
Esta semana temos a primeira audiência do:
CASO JAILSON CORREA DE LIMA: trabalhador de 37 anos que foi assassinado covardemente a garrafadas, na noite do dia 18/04/2010 na frente da família. Motivo: foi acalmar uma discussão em um bingo. A audiência ocorrerá no Fórum de Icoaraci às 11:00h no dia 09/08/2010.
Processo: 2010.2.000703-0
O crime choca a sociedade, a família, os amigos, o país e o mundo inteiro, mas não choca as autoridades responsáveis pela ordem no nosso País. Isso é assustador.
Até quando pais de família serão arrancados de seus filhos?
Eu sou MOVIDA pela justiça
Marcadores:
CASO JAILSON CORREA DE LIMA,
justiça,
MOVIDA,
paz
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Iberescena lança editais de apoio às artes cênicas - até 3 setembro
Iberescena lança editais de apoio às artes cênicas
Inscrições abertas
Abertura: 09/04/2010
Encerramento: 03/09/2010
Pela primeira vez, brasileiros podem concorrer
Logo do evento
Estão abertas as inscrições para o Iberescena, um fundo intergovernamental de apoio às artes cênicas, formado por Argentina, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Peru, República Dominicana, Uruguai e, desde março deste ano, o Brasil. Quatro editais foram publicados para distribuir os recursos do fundo, com inscrições abertas para criadores e produtores que residem nos países membros.
As inscrições podem ser feitas até 3 de setembro de 2010, nas categorias Coprodução de espetáculos de teatro e dança; Apoio a redes, festivais e espaços cênicos para a programação de espetáculos; Criação dramatúrgica e coreográfica; e Apoio para aperfeiçoamento profissional em produção e gestão. Os editais estão disponíveis no site www.iberescena.org, em espanhol e, em breve, também em português. Os brasileiros poderão enviar seus projetos para o Centro de Artes Cênicas da Funarte (Rua da Imprensa 16, sala 501, Centro, Rio de Janeiro – RJ, CEP.: 20030-120). Mais informações pelo telefone (21) 2279-8010.
O Fondo Iberoamericano de Ayuda Iberescena foi criado em 2006, a partir das diretrizes adotadas pela Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, em Montevidéu, Uruguai, relativas à execução de um programa de fomento, intercâmbio e integração da atividade de artes cênicas ibero-americana. O Brasil se tornou membro do Iberescena em março de 2010, durante reunião intergovernamental em San José, Costa Rica.
FONDO IBEROAMERICANO DE AYUDA IBERESCENA
Inscrições e mais informações
Funarte – Centro de Artes Cênicas
Rua da Imprensa 16, sala 501, Centro
Rio de Janeiro – RJ
Cep.: 20030-120
Telefone (21) 2279-8010
www.iberescena.org
Inscrições abertas
Abertura: 09/04/2010
Encerramento: 03/09/2010
Pela primeira vez, brasileiros podem concorrer
Logo do evento
Estão abertas as inscrições para o Iberescena, um fundo intergovernamental de apoio às artes cênicas, formado por Argentina, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Peru, República Dominicana, Uruguai e, desde março deste ano, o Brasil. Quatro editais foram publicados para distribuir os recursos do fundo, com inscrições abertas para criadores e produtores que residem nos países membros.
As inscrições podem ser feitas até 3 de setembro de 2010, nas categorias Coprodução de espetáculos de teatro e dança; Apoio a redes, festivais e espaços cênicos para a programação de espetáculos; Criação dramatúrgica e coreográfica; e Apoio para aperfeiçoamento profissional em produção e gestão. Os editais estão disponíveis no site www.iberescena.org, em espanhol e, em breve, também em português. Os brasileiros poderão enviar seus projetos para o Centro de Artes Cênicas da Funarte (Rua da Imprensa 16, sala 501, Centro, Rio de Janeiro – RJ, CEP.: 20030-120). Mais informações pelo telefone (21) 2279-8010.
O Fondo Iberoamericano de Ayuda Iberescena foi criado em 2006, a partir das diretrizes adotadas pela Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, em Montevidéu, Uruguai, relativas à execução de um programa de fomento, intercâmbio e integração da atividade de artes cênicas ibero-americana. O Brasil se tornou membro do Iberescena em março de 2010, durante reunião intergovernamental em San José, Costa Rica.
FONDO IBEROAMERICANO DE AYUDA IBERESCENA
Inscrições e mais informações
Funarte – Centro de Artes Cênicas
Rua da Imprensa 16, sala 501, Centro
Rio de Janeiro – RJ
Cep.: 20030-120
Telefone (21) 2279-8010
www.iberescena.org
Agenda Cultural Caros Amigos
TEATRO - MÚSICA - CINEMA - INFANTIL - DANÇA
- EXPOSIÇÕES - CURSOS E OFICINAS - PALESTRAS E ENCONTROS
Sessão Cinéfila Mostra África
A Sessão Cinéfila acontece sempre aos sábados, às 12 horas, na sala 3 do Espaço Unibanco de Cinema. Entre documentários e ficções, a seleção de filmes dos próximos finais de semana terão como tema o continente africano, confira a programação.
Onde: Espaço Unibanco de Cinema: rua Augusta, 1475, São Paulo – SP
Quando: até 28 de agosto, sábados às 12h
Quanto: R$ 5
Programação:
Sábado, dia 07 de agosto
ABOUNA
França, 2002, 81 min, cor.
Direção: Mahamat-Saleh Haroun.
Elenco: Ahidjo Mahamat Moussa, Garba Issa, Hamza Moctar Aguid, Koulsy Lamko, Mounira Khalil, Zara Haroun.
Tahir (15 anos) e Amine (8 anos) descobrem ao acordar que seu pai foi embora misteriosamente. A frustração é maior, porque naquele dia, ele devia ser árbitro do jogo de futebol entre os garotos do bairro. Decidem portanto sair à sua busca pela cidade, em todos os lugares em que costumava ir. Cansados, acabam refugiando-se em salas de cinema, onde um dia, acreditam reconhecer seu pai na tela e roubam as latas do filme...
Representante oficial do Chade Oscar 2003
Sábado, dia 14 de agosto
MADAME BROUETTE
França, Canadá, Senegal, 2002, 104 min, cor.
Direção: Moussa Sene Absa.
Elenco: Aboubacar Sadick Bâ, Akéla Sagna, Kadiatou Sy, Ndèye Seneba Seck, Ousseynou Diop, Pape Mboup, Rokhaya Niang.
De manhã cedinho no bairro Niayes Thiokeert, "Colina das perdizes" ouvem-se tiros. Ante os vizinhos que acorreram, Naago cai, perfurado de balas. Aquela que todos chamam de Madame Brouette confessa que matou seu marido. Mas no bairro as mulheres se juntam para elogiar essa mulher jovem divorciada, mãe de uma menina, vendedora ambulante de frutas e legumes. O filme segue o caminho inverso da história, para descobrir o que pode ter acontecido para chegar a esse trágico fim.
Sábado, dia 21 de agosto
RASTROS, PEGADAS DE MULHER (Traces, Empreintes de Femmes)
França, Bélgica, Burkina Faso, Senegal, 2003, 52 min.
Direção: Katy Léna Ndiaye.
As pinturas murais das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira com Gana, são famosas pela beleza do traçado e pela harmonia de cor. Interessada no assunto, Katy Léna Ndiaye escolhe comparar tradição e modernidade, através do retrato de três anciãs e da "neta" que elas iniciam nas técnicas ancestrais.
Sábado, dia 28 de agosto
MEMÓRIA ENTRE DUAS MARGENS (Mémoire Entre Deux Rives)
França, Burkina Faso, 2002, 90 min.
Direção: Frédéric Savoye, Wolimité Sié Palenfo.
Fréderic Savoye e Wolimité Sié Palenfo revisitam a história da colonização francesa na região Lobi, a sudoeste de Burkina Faso. Nessa região, aldeias e famílias ainda estão marcadas pela lembrança desse período doloroso. Comparada aos arquivos dos administradores coloniais, a tradição oral permite restaurar cerca de um século de história, desde a chegada dos primeiros brancos até os dias de hoje. Através de depoimentos transmitidos de geração em geração, o filme desenvolve uma reflexão crítica a respeito da colonialização e suas conseqüências individuais, sociais e religiosas.
Cinema Mostra AIDS
O Espaço Unibanco e o Cine Olido (Galeria Olido) exibem a sexta edição de Cinema Mostra Aids, uma realização do Grupo Pela Vidda/SP, ONG que completa 21 anos de luta contra a aids em 2010. Com o patrocínio CNA (Confederação Nacional de Agricultura). Com uma seleção de 25 títulos, entre curtas, longas e, principalmente, documentários, a idéia da mostra é despertar a atenção e o interesse para um tema que não está mais na ordem do dia: o impacto da aids na sociedade e na vida das pessoas.
Onde: Espaço Unibanco Augusta: rua Augusta, 1470, São Paulo – SP e Galeria Olido: avenida São João, 473, centro, São Paulo – SP
Quando: de 12 a 19 de agosto
Quanto: Espaço Unibanco Augusta: R$ 5, R$ 2,5 (meia), Cine Olido: R$ 1 (inteira), R$ 0,5 (meia)
Informações: (11) 3288-6780
Programação
Espaço Unibanco Augusta:
12 de agosto
20h - Abertura: exibição de filmes do acervo do Grupo PellaVida, seguido de coquetel
13 de agosto
18h – Flordelis – Basta uma palavra para mudar (Marco Antonio Ferraz)
20h – Papel não embrulha brasas (Rithy Panh)
22h – Fora de controle: AIDS na América Negra (Elizabeth Arledge)
22h50 – Goretti (Diana Igirimbabazi)
14 de agosto
18h – Under the skin (Silvia Lourenço Sabrina Greve)
18h – Pedro (Nick Oceano)
20h – Bailão (Marcelo Caetano)
20h – Clara e eu (Arnaud Viard)
22h – Translatina (Felipe Degregori)
15 de agosto
18h – O auto da camisinha (Clebio Viriato Ribeiro)
18h – Pregos na cabeça (Sol de Carvalho)
20h – As oficinas de deus (Claire Simon)
22h – Um genocídio silencioso – um breve olhar no HIV/AIDS (Tantra Zawardi e Oliver Covrett
22h – Sasa! Um filme sobre mulheres, violência e HIV/AIDS (Chanda Chevannes)
16 de agosto
18h - + ou – sexo confuso: contos da era AIDS (Andre Adriático e Giulio Maria Corbelli)
20h – No limite – seis capítulos sobre a AIDS na Ucrânia (Karsten Hein)
22h – O incêndio (Stephen Makau)
17 de agosto
18h – Estrada para a esperança (Leslie Marie Cannon)
20h – Estou com AIDS (David Cardoso)
18 de agosto
18h – O jardim do outro homem (Sol de Carvalho)
20h – Positivas (Susanna Lira)
22h – Under the skin (Silvia Lourenço e Sabrina Greve
22h – Pedro (Nick Oceano)
19 de agosto
18h – Ruas da amargura (Rui Simões)
20h – Yellow card (John and Louise)
22h – As teias de Aranha (Sol de Carvalho)
Cine Olido
12 de agosto
15h – Pregos na cabeça (Sol de Carvalho)
15h – O jardim do outro homem (Sol de Carvalho)
17h – Goretti (Diana Igirimbabazi)
19h30 – Clara e eu (Arnaud Viard)
13 de agosto
15h – As teias da aranha (Sol de Carvalho)
17h - + ou – sexo confuso: contos de mundos na era AIDS (Andre Adriático e Giulio Maria Corbelli)
19h30 – Um genocídio silencioso – um breve olhar no HIV/AIDS (Tantra Zawadi e Oliver Covrett)
19h30 – Translatina (Felipe Degregori)
14 de agosto
15h – Act up oral history project – Estrada para a esperança (Leslie Marie Cannon)
17h – As oficinas de dues (Claire Simon)
19h30 – Um genocídio silencioso – um breve olhar no HIV/AIDS (Tantra Zawadi e Oliver Covrett)
19h30 – Sasa! Um filme sobre mulheres, violência e HIV/AIDS (Chanda Chevannes)
15 de agosto
15h – No limite – seis capítulos sobre a AIDS na Ucrânia (Karsten Hein)
17h – Under the skin (Silvia Lourenço e Sabrina Greve)
17h – Yellow card (John Riber)
17 de agosto
15h – Papel não embrulha brasas (Rithy Panh)
17h – Pedro (Nick Oceano)
19h30 – Positivas (Susanna Lira)
18 de agosto
15h – O incêndio (Stephen Makau)
17h – Ruas da amargura (Rui Simões)
19h30 – Translatina (Felipe Degregori)
Pra Lá de Lendas: Mostra de Cinema Juro que Vi
Seleção de animações nacionais sobre o universo folclórico brasileiro. A mostra integra o projeto “Pra-lá de lendas”, que tem como fio condutor o espetáculo infantojuvenil “Amazônia adentro”. Confira a programação abaixo.
Onde: Centro Cultural São Paulo: rua Vergueiro, 1000, São Paulo – SP
Quando: de 01 a 15 de agosto, às 15h
Quanto: gratuito
Informações: (11) 3397-4000
Programação:
O Boto
(2004, 11 min). Dir.: Humberto Avelar. Voz: Regina Casé.
Caso de amor entre uma moça e o personagem sedutor conhecido como Boto.
YARA
(2004, 11 min). Dir.: Sergio Glenes. Voz: José Dumont.
A história do jovem Pedro Rico e de Yara, a sereia de água doce.
Exibições seguidas. Dias 1º e 7
O Saci
(2009, 13 min). Dir.: Humberto Avelar.
História do personagem folclórico que instaura o caos por onde passa.
YARA
Veja sinopse anterior.
Exibições seguidas. Dias 8 e 14
O Curupira
(2003, 11 min). Dir.: Humberto Avelar.
Em noite de Lua cheia, ocorre um fato que muitas pessoas julgam ser lenda, mas outras acreditam que realmente aconteceu.
Matinta Pereira
(2006, 13 min). Dir.: Humberto Avelar.
No interior do Brasil, há uma lenda que diz que quando a velha Matinta Perera passa por um vilarejo e não encontra oferendas, uma tragédia pode acontecer. Uma menina e seu gato descobrem os mistérios da personagem que se transforma em pássaro.
Exibições seguidas. Dia 15
Festival de Cinema Brasileiro: 16mm
De 7 a 28 de agosto a Biblioteca Roberto Santos recebe o “Festival de Cinema Brasileiro: 16mm”. Confira a programação abaixo.
Onde: Biblioteca Roberto Santos: rua Vergueiro, 1000, São Paulo – SP
Quando: de 01 a 15 de agosto, às 15h
Quanto: gratuito
Informações: (11) 3397-4000
Programação:
Banana Mecânica
(1973, 85 min). Dir.: Braz Chediak. Com Rose Di Primo, Carlos Imperial, Felipe Carone e outros. +16 anos.
Psicanalista exerce fascínio em suas pacientes e se envolve em diversas aventuras eróticas durante as sessões de terapia.
Dia 7
Um Casal de Três
(1982, 110 min). Dir.: Adriano Stuart. Com Otávio Augusto, Sandra Barsotti, Laura Cardoso e outros. +12 anos.
Rapaz mulherengo se apaixona pela vizinha. Ao descobrir que ela está grávida, planeja livrar-se do pai da criança.
Dia 14
Sete Mulheres Para Um Homem Só
(1976, 85 min). Dir.: Mozael Silveira. Com Rubens Abreu, Bianchina Della Costa, Lameri Faria e outros. +12 anos.
Motorista aluga quartos para garotas na mansão dos patrões, que estão de férias. Para atraí-las, diz que participarão de um musical, mas três delas planejam assaltar a casa.
Dia 21
O Ibraim do Subúrbio
(197l, 80 min). Dir.: Astolfo Araújo e Cecil Thiré. Com Paulo Hesse, Wilson Grey, José Lewgoy e outros. +16 anos.
Querendo ascender socialmente, alfaiate do subúrbio planeja fazer uma grande festa de casamento para sua filha e, assim, aparecer nas colunas sociais.
Dia 28
Mostra "Gânsteres x Coubóis"
O Centro Cultural São Paulo (CCSP) recebe a mostra no mês de agosto a mostra de cinema “Gânsteres x Coubóis”. Confira a programação abaixo.
Onde: Centro Cultural São Paulo: rua Vergueiro, 1000, São Paulo – SP
Quando: de 03 a 19 de agosto, das 14h às 18h
Quanto: gratuito
Informações: (11) 3397-4000
Programação:
Os Violentos Vão Para o Inferno
(Il mercenario, Itália, 1968, 111 min). Dir.: Sergio Corbucci. Com Franco Nero, Jack Palance, Tony Musante e outros. +16 anos.
Especialista em armas usa sua habilidade como assassino profissional, até bater de frente com outro bandido.
Dia 3, 16h. Dia 14, 18h
Os Indomáveis
(3:10 to Yuma, EUA, 2007, 117 min). Dir.: James Mangold. Com Russell Crowe, Christian Bale, Peter Fonda e outros. +12 anos.
Perigoso líder de gangue é levado por um grupo a uma cidade distante, onde é obrigado a embarcar em um trem rumo à prisão.
Dia 3, 18h. Dia 14, 16h
Scarface
(EUA, 1983, 170 min). Dir.: Brian De Palma. Com Al Pacino, Michelle Pfeiffer e outros. +16 anos.
Criminoso cubano é exilado e vai para Miami, nos Estados Unidos, onde se torna chefe do tráfico. Apanhado pelos agentes federais, ele recebe uma missão inusitada para livrar-se da acusação.
Dias 3 e 14, 20h
Era Uma Vez no Oeste
(C’era una volta il West, Itália, 1968, 165 min). Dir.: Sergio Leone. Com Henry Fonda, Claudia Cardinale, Jason Robards e outros. +14 anos.
Quatro personagens se cruzam em um jogo de morte e vingança: uma ex-prostituta, um bandido, um pistoleiro de aluguel e um homem misterioso que sempre carrega uma gaita.
Dia 4, 16h
Era Uma Vez na América
(C’era una volta in America, Itália/EUA, 1984, 229 min). Dir.: Sergio Leone. Com Robert De Niro, James Woods, Elizabeth McGovern e outros. +16 anos.
Dois amigos judeus crescem cometendo pequenos crimes nas ruas de Nova Iorque. Com o êxito dos atos, a máfia judaica torna-se mais forte, eliminando as amizades do passado.
Dia 4, 19h
Eleição – O Submundo do Poder
(Hak se wui, Hong Kong, 2005, 101 min). Dir.: Johnnie To. Com Simon Yam, Tony Leung Ka Fai, Louis Koo e outros. +16 anos.
Líderes de gangues rivais se envolvem em uma luta para a escolha do novo presidente da sociedade de Hong Kong Tríade.
Dias 5 e 17, 16h
Eleição 2 – A Tríade
(Hak se wui yi wo wai kwai, Hong Kong, 92 min). Dir.: Johnnie To. Com Louis Koo, Simon Yam, Nick Cheung e outros. +16 anos.
Com a aproximação do período eleitoral, o atual presidente da Tríade enfrenta a concorrência de seus afilhados. Ao mesmo tempo, ele parece aumentar suas relações comerciais com a China.
Dias 5 e 17, 18h
Os Invencíveis
(Joheunnom nabbeunnom isanghannom, Coreia do Sul, 2008, 120 min). Dir.: Ji-woon Kim. Com Jung Woo-Sung, Lee Byung-Hun, Song Kang-Ho e outros. +16 anos.
Na Manchúria, anos 1930, chineses, japoneses e coreanos entram em combate para ver quem fica com um mapa do tesouro.
Dias 5 e 17, 20h
Appaloosa – Uma Cidade Sem Lei
(Appaloosa, EUA, 2008, 114 min). Dir.: Ed Harris. Com Viggo Mortensen, Ed Harris, Robert Jauregui e outros. +16 anos.
Dois justiceiros são contratados para fazer a segurança em uma pequena cidade que está refém de um fazendeiro mau caráter. Ambos se apaixonam pela mesma mulher, colocando em risco a amizade deles.
Dia 6, 16h. Dia 15, 20h
A Very Brithsh Gângster
(Inglaterra, 2007, 97 min). Dir.: Donal MacIntyre. +16anos.
Documentário sobre uma das famílias mais perigosas da Grã-Bretanha e o seu líder, Dominic Noonan.
Dia 6, 18h. Dia 15, 16h
O Segredo de Brokeback Mountain
(
BrokebackMountain, EUA, 2005, 134 min). Dir.: Ang lee. Com Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams e outros. +16 anos.
Dois rapazes são contratados para cuidar de ovelhas em uma montanha isolada, durante o verão de 1963. O convívio desperta uma paixão que trará sérias consequências na vida de ambos.
Dia 6, 20h. Dia 15, 18h
Senhores do Crime
(Eastern Promisses, EUA/Inglaterra, 2007, 100 min). Dir.: David Cronenberg. Com Naomi Watts, Viggo Mortensen, Josef Altin e outros. +16 anos.
Ao testemunhar a morte de uma jovem durante o parto, enfermeira inglesa resolve procurar a família da garota para entregar o bebê. Na busca, envolve-se com o tráfico sexual chefiado pela máfia russa.
Dia 7, 16h. Dia 11, 18h
Os Donos da Noite
(We Own the Night, EUA, 2007, 117 min). Dir.: James Gray. Com Joaquin Phoenix, Eva Mendes, Danny Hoch e outros. +16 anos.
Gerente de boate tenta esconder que sua família é formada por policiais, para não prejudicar seu trabalho.
Dia 7, 18h. Dia 11, 16h
O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
(The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, EUA, 2007, 160 min). Dir.: Andrew Dominik. Com Brad Pitt, Casey Affleck, Sam Shepard e outros. +14 anos.
Jovem quer se juntar a uma gangue por idolatrar seu líder, mas aos poucos se decepciona com ele.
Dias 7 e 11, 20h
Inimigo Público Nº 1
(L’instinct de mort, França, 2008, 130 min). Dir.: Jean-François Richet. Com Vincent Cassel, Cécile De France, Gérard Depardieu e outros. +16 anos.
Vida do lendário gângster Jacques Mesrine, que foi considerado inimigo público número 1 na França, atuando em países como Canadá, Estados Unidos e Espanha.
Dias 8 e 12, 16h
Inimigo Públio Nº 1: PARTE 2
(L’ennemi public nº 1, França, 2008, 133 min). Dir.: Jean-François Richet. Com Vincent Cassel, Ludivine Sagnier, Mathieu Amalric e outros. +16 anos.
Na década de 1970, após mais de 20 anos de crimes cometidos, Jacques Mesrine é capturado em Paris.
Dias 8 e 12, 18h20
Marcas da Violência
(A History of Violence, EUA, 2005, 96 min). Dir.: David Cronenberg. Com Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris e outros. +18 anos.
Casal mora com seus dois filhos em uma pequena cidade. Durante um roubo em seu restaurante, o pai mata os assaltantes. Ele passa a ser visto como herói, mas surge um misterioso homem que o acusa de ter prejudicado seu passado.
Dias 8 e 12, 20h40
O Samurai
(Le samourai, Itália/França, 1967, 105 min). Dir.: Jean-Pierre Melvilla. Com Alain Delon, François Périer, Nathalie Delon e outros. +14 anos.
Assassino deixa pistas após cometer um crime e precisa de um álibi para se livrar da acusação.
Dia 10, 16h. Dia 18, 20h
Ghost Dog
(Ghost Dog, EUA, 1999, 116 min). Dir.: Jim Jarmusch.
ComForest Whitaker, John Tormey, Cliff Gorman e outros. +16 anos.
Assassino profissional mora sozinho em Nova Iorque e segue as mesmas regras dos samurais. Durante um crime, ele começa a questionar suas crenças.
Dia 10, 18h. Dia 18, 16h
Dead Man
(EUA, 1995, 120 min). Dir.: Jim Jarmusch. Com Johnny Depp, Gary Farmer, Lance Henriksen e outros. +14 anos.
Homem do interior se muda para uma cidade maior para procurar emprego, e se envolve com uma mulher. Ela é assassinada, e ele, acusado de ter cometido o crime.
Dia 10, 20h. Dia 18, 18h
Os Imperdoáveis
(Unforgiven, EUA, 1992, 131 min). Dir.: Clint Eastwood. Com Clint Eastwood, Gene Hackman, Morgan Freeman e outros. +12 anos.
Ex-pistoleiro volta ao crime acompanhado de um velho amigo. O xerife da cidade fica indeciso entre impedi-los de agir ou aceitar um suborno.
Dias 13 e 19, 16h
Onde os Fracos Nao Têm Vez
(No Country for the Old Men, EUA, 2007, 122 min). Dir.: Ethan e Joel Coen. Com Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin e outros. +16 anos.
Caçador encontra uma maleta cheia de dinheiro em meio a corpos no deserto. Ao fugir com ela, é perseguido por um violento assassino.
Dias 13 e 19, 18h20
Gomorra
(Itália, 2008, 135 min). Dir.: Matteo Garrone. Com Salvatore Cantalupo, Gianfelice Imparato, Maria Nazionale e outros. +18 anos.
O filme enfoca a violenta máfia napolitana, conhecida como Camorra. Nesse cenário, cinco pessoas vivem diferentes histórias.
Dias 13 e 19, 20h30
Saga Negra do Norte
O Museu Afro Brasil apresenta mostra que aborda a questão racial nos Estados Unidos. Quem assina a curadoria é o cineasta Eugenio Puppo. Selecionou 11 obras, entre elas, ficção e documentário. Entre os destaques estão os filmes da cineasta Agnès Varda, "Os Panteras Negras" de Spike Lee, "Malcolm X".
Onde: Museu Afro Brasil: av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque Ibirapuera, portão 10, São Paulo – SP
Quando: até 15 de agosto, sábados e domingos, a partir das 14h
Quanto: gratuito
Informações: http://www.museuafrobrasil.org.br/
Programação:
Sábado, 24 de julho
14h “O Assassinato de Martin Luther King- Os Panteras Negras”
Os Panteras Negras”
17h “Malcolm X”
Domingo, 25 de julho
14h “O Poder do Soul”
17h “Sweet Sweetback´s Baadasssss Song
Sábado, 31 de julho
14h Shaft
17h O Retorno de Sweetback
Domingo, 01 de agosto
14h O Nascimento de uma Nação
17h Manderlay
Sábado, 07 de agosto
14h Crise
17h Sympathy for the Devil
Domingo, 08 de agosto
14h O Assassinato de Martin Luther King
“Os Panteras Negras”
17h “Malcolm X”
Sábado, 14 de agosto
Às 14h “O Poder do Soul”
Às 17h “Sweet Sweetback´s Baadasssss Song”
Domingo, 15 de agosto
Às 14h “Shaft”
Às 17h “O Retorno de Sweetback”
Sessão Cinéfila – Mostra Cena África
A Sessão Cinéfila exibirá nove filmes, entre documentários e ficções, que tem como tema a África. Confira a programação abaixo.
Onde: Espaço Unibanco de Cinema: rua Augusta, 1475, São Paulo – SP
Quando: até 28 de agosto, aos sábados às 12h
Quanto: R$ 5
Programação:
17 de julho
DJELI
França, 1981, 92 min.
Direção:Fadika Kramo-Lanchiné.
24 de julho
FINYÉ
França, 1982, 105 min.
Direção: Souleymane Cissé.
31 de julho
TILAI
França, 1990, 81 min.
Direção: Idrissa Quedraogo.
07 de agosto
ABOUNA
França, 2002, 81 min, cor.
Direção: Mahamat-Saleh Haroun.
14 de agosto
MADAME BROUETTE
França, Canadá, Senegal, 2002, 104 min, cor.
Direção: Moussa Sene Absa.
21 de agosto
RASTROS, PEGADAS DE MULHER (Traces, Empreintes de Femmes)
França, Bélgica, Burkina Faso, Senegal, 2003, 52 min.
Direção: Katy Léna Ndiaye.
28 de agosto
MEMÓRIA ENTRE DUAS MARGENS (Mémoire Entre Deux Rives)
França, Burkina Faso, 2002, 90 min.
Direção: Frédéric Savoye, Wolimité Sié Palenfo.
IV Jornada Brasileira do Cinema Silencioso
Evento da Cinemateca Brasileira dedicado ao cinema mundial produzido entre o final do século XIX até aproximadamente 1930, quando a chegada do som modificou os rumos da arte cinematográfica. Em sua quarta edição, a Jornada se integrou definitivamente ao calendário cultural de São Paulo e do país, proporcionando a um público maior e mais diversificado o contato com filmes e experiências do período silencioso do cinema brasileiro e mundial.
Com curadoria geral de Carlos Roberto de Souza, todos os filmes programados serão exibidos com acompanhamento musical ao vivo na Sala Cinemateca-BNDES e em projeção silenciosa na Sala Cinemateca-Petrobras. A curadoria musical da Jornada é de responsabilidade do músico e compositor Livio Tragtenberg.
Onde: Cinemateca Brasileira: largo Senador Raul Cardoso, 207, São Paulo – SP
Quando: 06 a 15 de agosto, confira a programação abaixo
Quanto: gratuito
Informações: (11) 3512-6111
Programação:
Ao todo são 35 títulos que se dividem em seis programas.
DESTAQUES DE PORDENONE
Regeneration (Raoul Walsh, EUA, 1915)
When the Clouds Roll by (Victor Fleming, EUA, 1919)
Hangs up! (Clarence Badger, EUA, 1926)
Stage Struck (Allan Dwan, EUA, 1925)
CINEMA SILENCIOSO SUECO
I Lifvets VPår (Paul Garbagni, Suécia, 1921)
Madame de Thèbes (Mauritz Stiller, Suécia, 1915)
När Kapten Grogg Skulle Porträtteras (DIRETOR, Suécia, 1917)
Fangen På Karlstens Fästning (Georg af Klercker, Suécia, 1916)
I Mörkrets Bojor (Georg af Klercker, Suécia, 1917)
Terje Vigen (Victor Sjöström, Suécia, 1917)
Klostret I Sendomir (Victor Sjöström, Suécia, 1921)
Häxan (Benjamin Christensen, Suécia, 1922)
Gunnar Hedes Saga (Mauritz Stiller, Suécia, 1923)
Nortullsligan (Per Lindberg, Suécia, 1923)
Ingmarsarvet (Gustav Molander, Suécia, 1925)
TESOUROS DA CINEMATECA SUÉCA
Afgrunden (Urban Gad, Dinamarca, 1910)
O Jardineiro ("Trädgårsdsmästeren") (Victor Sjöström, Suécia, 1912)
The River (Frank Borzage, EUA, 1928)
Caliostro (Richard Oswald, França, 1928)
Bakomfilm Anna Boleyn (DIRETOR, Alemanha, 1920)
The Dawn of a Tomorrow
Die Freudlose Gaβe (G.W. Pabst, Alemanha, 1925)
Flesh and the Devil (Clarence Brown, EUA, 1926)
Ett Besök hos Selma Lagerlöf (Raoul Le Mat, Suécia, 1926)
The Divine Woman (Victor Sjostrom, EUA, 1928)
The Wind (Victor Seastrom, EUA, 1928)
Tretya Mesjtjanskaja (Abram Romm, PAÍS, 1927)
Kanungens av Siam Landstigning vid Logårdstrappan (Ernst Florman, Suécia, 1897)
Bildserie ur Konung Oscar ll:s Lif (DIRETOR, Suécia, 1907)
Un Voyage aux Ruines d'Angkor (Monsigneur le Duc de Montpensier, França, 1908)
Au Pays des Moïs: Exploration et Chasse (DIRETOR, França, ANO)
HOMENAGEM À CINÉDIA 80 ANOS
Lábios sem Beijos (Humberto Mauro, Brasil, 1930)
JANELA PARA AMÉRICA LATINA
Wara Wara (Bolívia)
TRENZINHO CAIPIRA
O Segredo do Corcunda (Alberto Traversa, Brasil, 1924)
Companhia Paulista de Estrada de Ferro (Brasil)
Companhia Mogyana (Brasil)
Cinema na Laje
O Projeto Cinema na Laje teve início em março de 2009 com a proposta de ter uma sala de cinema ao ar livre na laje do Zé Batidão, onde acontece o Sarau da Cooperifa há quase nove anos, com exibições quinzenais às segundas-feiras. O Cinema na laje é um espaço alternativo para exibição de filmes e documentários de todas as partes do Brasil e do mundo. Foi criado, principalmente, para dar vazão ao cinema produzido por jovens da região. Além dos filmes, já foram exibidas mostras,
debates e visitas de alunos de escolas da comunidade. Como nos cinemas antigos, um lanterninha ilumina durante a exibição para que ninguém se perca no escurinho do cinema. Além disso, a entrada é franca e a pipoca é grátis
Onde: Bar do Zé Batidão: rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana, São Paulo – SP
Quando: todas segundas-feiras, às 20h
Quanto: gratuito
Informações: http://colecionadordepedras1.blogspot.com
http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=agenda&tp=3
- EXPOSIÇÕES - CURSOS E OFICINAS - PALESTRAS E ENCONTROS
Sessão Cinéfila Mostra África
A Sessão Cinéfila acontece sempre aos sábados, às 12 horas, na sala 3 do Espaço Unibanco de Cinema. Entre documentários e ficções, a seleção de filmes dos próximos finais de semana terão como tema o continente africano, confira a programação.
Onde: Espaço Unibanco de Cinema: rua Augusta, 1475, São Paulo – SP
Quando: até 28 de agosto, sábados às 12h
Quanto: R$ 5
Programação:
Sábado, dia 07 de agosto
ABOUNA
França, 2002, 81 min, cor.
Direção: Mahamat-Saleh Haroun.
Elenco: Ahidjo Mahamat Moussa, Garba Issa, Hamza Moctar Aguid, Koulsy Lamko, Mounira Khalil, Zara Haroun.
Tahir (15 anos) e Amine (8 anos) descobrem ao acordar que seu pai foi embora misteriosamente. A frustração é maior, porque naquele dia, ele devia ser árbitro do jogo de futebol entre os garotos do bairro. Decidem portanto sair à sua busca pela cidade, em todos os lugares em que costumava ir. Cansados, acabam refugiando-se em salas de cinema, onde um dia, acreditam reconhecer seu pai na tela e roubam as latas do filme...
Representante oficial do Chade Oscar 2003
Sábado, dia 14 de agosto
MADAME BROUETTE
França, Canadá, Senegal, 2002, 104 min, cor.
Direção: Moussa Sene Absa.
Elenco: Aboubacar Sadick Bâ, Akéla Sagna, Kadiatou Sy, Ndèye Seneba Seck, Ousseynou Diop, Pape Mboup, Rokhaya Niang.
De manhã cedinho no bairro Niayes Thiokeert, "Colina das perdizes" ouvem-se tiros. Ante os vizinhos que acorreram, Naago cai, perfurado de balas. Aquela que todos chamam de Madame Brouette confessa que matou seu marido. Mas no bairro as mulheres se juntam para elogiar essa mulher jovem divorciada, mãe de uma menina, vendedora ambulante de frutas e legumes. O filme segue o caminho inverso da história, para descobrir o que pode ter acontecido para chegar a esse trágico fim.
Sábado, dia 21 de agosto
RASTROS, PEGADAS DE MULHER (Traces, Empreintes de Femmes)
França, Bélgica, Burkina Faso, Senegal, 2003, 52 min.
Direção: Katy Léna Ndiaye.
As pinturas murais das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira com Gana, são famosas pela beleza do traçado e pela harmonia de cor. Interessada no assunto, Katy Léna Ndiaye escolhe comparar tradição e modernidade, através do retrato de três anciãs e da "neta" que elas iniciam nas técnicas ancestrais.
Sábado, dia 28 de agosto
MEMÓRIA ENTRE DUAS MARGENS (Mémoire Entre Deux Rives)
França, Burkina Faso, 2002, 90 min.
Direção: Frédéric Savoye, Wolimité Sié Palenfo.
Fréderic Savoye e Wolimité Sié Palenfo revisitam a história da colonização francesa na região Lobi, a sudoeste de Burkina Faso. Nessa região, aldeias e famílias ainda estão marcadas pela lembrança desse período doloroso. Comparada aos arquivos dos administradores coloniais, a tradição oral permite restaurar cerca de um século de história, desde a chegada dos primeiros brancos até os dias de hoje. Através de depoimentos transmitidos de geração em geração, o filme desenvolve uma reflexão crítica a respeito da colonialização e suas conseqüências individuais, sociais e religiosas.
Cinema Mostra AIDS
O Espaço Unibanco e o Cine Olido (Galeria Olido) exibem a sexta edição de Cinema Mostra Aids, uma realização do Grupo Pela Vidda/SP, ONG que completa 21 anos de luta contra a aids em 2010. Com o patrocínio CNA (Confederação Nacional de Agricultura). Com uma seleção de 25 títulos, entre curtas, longas e, principalmente, documentários, a idéia da mostra é despertar a atenção e o interesse para um tema que não está mais na ordem do dia: o impacto da aids na sociedade e na vida das pessoas.
Onde: Espaço Unibanco Augusta: rua Augusta, 1470, São Paulo – SP e Galeria Olido: avenida São João, 473, centro, São Paulo – SP
Quando: de 12 a 19 de agosto
Quanto: Espaço Unibanco Augusta: R$ 5, R$ 2,5 (meia), Cine Olido: R$ 1 (inteira), R$ 0,5 (meia)
Informações: (11) 3288-6780
Programação
Espaço Unibanco Augusta:
12 de agosto
20h - Abertura: exibição de filmes do acervo do Grupo PellaVida, seguido de coquetel
13 de agosto
18h – Flordelis – Basta uma palavra para mudar (Marco Antonio Ferraz)
20h – Papel não embrulha brasas (Rithy Panh)
22h – Fora de controle: AIDS na América Negra (Elizabeth Arledge)
22h50 – Goretti (Diana Igirimbabazi)
14 de agosto
18h – Under the skin (Silvia Lourenço Sabrina Greve)
18h – Pedro (Nick Oceano)
20h – Bailão (Marcelo Caetano)
20h – Clara e eu (Arnaud Viard)
22h – Translatina (Felipe Degregori)
15 de agosto
18h – O auto da camisinha (Clebio Viriato Ribeiro)
18h – Pregos na cabeça (Sol de Carvalho)
20h – As oficinas de deus (Claire Simon)
22h – Um genocídio silencioso – um breve olhar no HIV/AIDS (Tantra Zawardi e Oliver Covrett
22h – Sasa! Um filme sobre mulheres, violência e HIV/AIDS (Chanda Chevannes)
16 de agosto
18h - + ou – sexo confuso: contos da era AIDS (Andre Adriático e Giulio Maria Corbelli)
20h – No limite – seis capítulos sobre a AIDS na Ucrânia (Karsten Hein)
22h – O incêndio (Stephen Makau)
17 de agosto
18h – Estrada para a esperança (Leslie Marie Cannon)
20h – Estou com AIDS (David Cardoso)
18 de agosto
18h – O jardim do outro homem (Sol de Carvalho)
20h – Positivas (Susanna Lira)
22h – Under the skin (Silvia Lourenço e Sabrina Greve
22h – Pedro (Nick Oceano)
19 de agosto
18h – Ruas da amargura (Rui Simões)
20h – Yellow card (John and Louise)
22h – As teias de Aranha (Sol de Carvalho)
Cine Olido
12 de agosto
15h – Pregos na cabeça (Sol de Carvalho)
15h – O jardim do outro homem (Sol de Carvalho)
17h – Goretti (Diana Igirimbabazi)
19h30 – Clara e eu (Arnaud Viard)
13 de agosto
15h – As teias da aranha (Sol de Carvalho)
17h - + ou – sexo confuso: contos de mundos na era AIDS (Andre Adriático e Giulio Maria Corbelli)
19h30 – Um genocídio silencioso – um breve olhar no HIV/AIDS (Tantra Zawadi e Oliver Covrett)
19h30 – Translatina (Felipe Degregori)
14 de agosto
15h – Act up oral history project – Estrada para a esperança (Leslie Marie Cannon)
17h – As oficinas de dues (Claire Simon)
19h30 – Um genocídio silencioso – um breve olhar no HIV/AIDS (Tantra Zawadi e Oliver Covrett)
19h30 – Sasa! Um filme sobre mulheres, violência e HIV/AIDS (Chanda Chevannes)
15 de agosto
15h – No limite – seis capítulos sobre a AIDS na Ucrânia (Karsten Hein)
17h – Under the skin (Silvia Lourenço e Sabrina Greve)
17h – Yellow card (John Riber)
17 de agosto
15h – Papel não embrulha brasas (Rithy Panh)
17h – Pedro (Nick Oceano)
19h30 – Positivas (Susanna Lira)
18 de agosto
15h – O incêndio (Stephen Makau)
17h – Ruas da amargura (Rui Simões)
19h30 – Translatina (Felipe Degregori)
Pra Lá de Lendas: Mostra de Cinema Juro que Vi
Seleção de animações nacionais sobre o universo folclórico brasileiro. A mostra integra o projeto “Pra-lá de lendas”, que tem como fio condutor o espetáculo infantojuvenil “Amazônia adentro”. Confira a programação abaixo.
Onde: Centro Cultural São Paulo: rua Vergueiro, 1000, São Paulo – SP
Quando: de 01 a 15 de agosto, às 15h
Quanto: gratuito
Informações: (11) 3397-4000
Programação:
O Boto
(2004, 11 min). Dir.: Humberto Avelar. Voz: Regina Casé.
Caso de amor entre uma moça e o personagem sedutor conhecido como Boto.
YARA
(2004, 11 min). Dir.: Sergio Glenes. Voz: José Dumont.
A história do jovem Pedro Rico e de Yara, a sereia de água doce.
Exibições seguidas. Dias 1º e 7
O Saci
(2009, 13 min). Dir.: Humberto Avelar.
História do personagem folclórico que instaura o caos por onde passa.
YARA
Veja sinopse anterior.
Exibições seguidas. Dias 8 e 14
O Curupira
(2003, 11 min). Dir.: Humberto Avelar.
Em noite de Lua cheia, ocorre um fato que muitas pessoas julgam ser lenda, mas outras acreditam que realmente aconteceu.
Matinta Pereira
(2006, 13 min). Dir.: Humberto Avelar.
No interior do Brasil, há uma lenda que diz que quando a velha Matinta Perera passa por um vilarejo e não encontra oferendas, uma tragédia pode acontecer. Uma menina e seu gato descobrem os mistérios da personagem que se transforma em pássaro.
Exibições seguidas. Dia 15
Festival de Cinema Brasileiro: 16mm
De 7 a 28 de agosto a Biblioteca Roberto Santos recebe o “Festival de Cinema Brasileiro: 16mm”. Confira a programação abaixo.
Onde: Biblioteca Roberto Santos: rua Vergueiro, 1000, São Paulo – SP
Quando: de 01 a 15 de agosto, às 15h
Quanto: gratuito
Informações: (11) 3397-4000
Programação:
Banana Mecânica
(1973, 85 min). Dir.: Braz Chediak. Com Rose Di Primo, Carlos Imperial, Felipe Carone e outros. +16 anos.
Psicanalista exerce fascínio em suas pacientes e se envolve em diversas aventuras eróticas durante as sessões de terapia.
Dia 7
Um Casal de Três
(1982, 110 min). Dir.: Adriano Stuart. Com Otávio Augusto, Sandra Barsotti, Laura Cardoso e outros. +12 anos.
Rapaz mulherengo se apaixona pela vizinha. Ao descobrir que ela está grávida, planeja livrar-se do pai da criança.
Dia 14
Sete Mulheres Para Um Homem Só
(1976, 85 min). Dir.: Mozael Silveira. Com Rubens Abreu, Bianchina Della Costa, Lameri Faria e outros. +12 anos.
Motorista aluga quartos para garotas na mansão dos patrões, que estão de férias. Para atraí-las, diz que participarão de um musical, mas três delas planejam assaltar a casa.
Dia 21
O Ibraim do Subúrbio
(197l, 80 min). Dir.: Astolfo Araújo e Cecil Thiré. Com Paulo Hesse, Wilson Grey, José Lewgoy e outros. +16 anos.
Querendo ascender socialmente, alfaiate do subúrbio planeja fazer uma grande festa de casamento para sua filha e, assim, aparecer nas colunas sociais.
Dia 28
Mostra "Gânsteres x Coubóis"
O Centro Cultural São Paulo (CCSP) recebe a mostra no mês de agosto a mostra de cinema “Gânsteres x Coubóis”. Confira a programação abaixo.
Onde: Centro Cultural São Paulo: rua Vergueiro, 1000, São Paulo – SP
Quando: de 03 a 19 de agosto, das 14h às 18h
Quanto: gratuito
Informações: (11) 3397-4000
Programação:
Os Violentos Vão Para o Inferno
(Il mercenario, Itália, 1968, 111 min). Dir.: Sergio Corbucci. Com Franco Nero, Jack Palance, Tony Musante e outros. +16 anos.
Especialista em armas usa sua habilidade como assassino profissional, até bater de frente com outro bandido.
Dia 3, 16h. Dia 14, 18h
Os Indomáveis
(3:10 to Yuma, EUA, 2007, 117 min). Dir.: James Mangold. Com Russell Crowe, Christian Bale, Peter Fonda e outros. +12 anos.
Perigoso líder de gangue é levado por um grupo a uma cidade distante, onde é obrigado a embarcar em um trem rumo à prisão.
Dia 3, 18h. Dia 14, 16h
Scarface
(EUA, 1983, 170 min). Dir.: Brian De Palma. Com Al Pacino, Michelle Pfeiffer e outros. +16 anos.
Criminoso cubano é exilado e vai para Miami, nos Estados Unidos, onde se torna chefe do tráfico. Apanhado pelos agentes federais, ele recebe uma missão inusitada para livrar-se da acusação.
Dias 3 e 14, 20h
Era Uma Vez no Oeste
(C’era una volta il West, Itália, 1968, 165 min). Dir.: Sergio Leone. Com Henry Fonda, Claudia Cardinale, Jason Robards e outros. +14 anos.
Quatro personagens se cruzam em um jogo de morte e vingança: uma ex-prostituta, um bandido, um pistoleiro de aluguel e um homem misterioso que sempre carrega uma gaita.
Dia 4, 16h
Era Uma Vez na América
(C’era una volta in America, Itália/EUA, 1984, 229 min). Dir.: Sergio Leone. Com Robert De Niro, James Woods, Elizabeth McGovern e outros. +16 anos.
Dois amigos judeus crescem cometendo pequenos crimes nas ruas de Nova Iorque. Com o êxito dos atos, a máfia judaica torna-se mais forte, eliminando as amizades do passado.
Dia 4, 19h
Eleição – O Submundo do Poder
(Hak se wui, Hong Kong, 2005, 101 min). Dir.: Johnnie To. Com Simon Yam, Tony Leung Ka Fai, Louis Koo e outros. +16 anos.
Líderes de gangues rivais se envolvem em uma luta para a escolha do novo presidente da sociedade de Hong Kong Tríade.
Dias 5 e 17, 16h
Eleição 2 – A Tríade
(Hak se wui yi wo wai kwai, Hong Kong, 92 min). Dir.: Johnnie To. Com Louis Koo, Simon Yam, Nick Cheung e outros. +16 anos.
Com a aproximação do período eleitoral, o atual presidente da Tríade enfrenta a concorrência de seus afilhados. Ao mesmo tempo, ele parece aumentar suas relações comerciais com a China.
Dias 5 e 17, 18h
Os Invencíveis
(Joheunnom nabbeunnom isanghannom, Coreia do Sul, 2008, 120 min). Dir.: Ji-woon Kim. Com Jung Woo-Sung, Lee Byung-Hun, Song Kang-Ho e outros. +16 anos.
Na Manchúria, anos 1930, chineses, japoneses e coreanos entram em combate para ver quem fica com um mapa do tesouro.
Dias 5 e 17, 20h
Appaloosa – Uma Cidade Sem Lei
(Appaloosa, EUA, 2008, 114 min). Dir.: Ed Harris. Com Viggo Mortensen, Ed Harris, Robert Jauregui e outros. +16 anos.
Dois justiceiros são contratados para fazer a segurança em uma pequena cidade que está refém de um fazendeiro mau caráter. Ambos se apaixonam pela mesma mulher, colocando em risco a amizade deles.
Dia 6, 16h. Dia 15, 20h
A Very Brithsh Gângster
(Inglaterra, 2007, 97 min). Dir.: Donal MacIntyre. +16anos.
Documentário sobre uma das famílias mais perigosas da Grã-Bretanha e o seu líder, Dominic Noonan.
Dia 6, 18h. Dia 15, 16h
O Segredo de Brokeback Mountain
(
BrokebackMountain, EUA, 2005, 134 min). Dir.: Ang lee. Com Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams e outros. +16 anos.
Dois rapazes são contratados para cuidar de ovelhas em uma montanha isolada, durante o verão de 1963. O convívio desperta uma paixão que trará sérias consequências na vida de ambos.
Dia 6, 20h. Dia 15, 18h
Senhores do Crime
(Eastern Promisses, EUA/Inglaterra, 2007, 100 min). Dir.: David Cronenberg. Com Naomi Watts, Viggo Mortensen, Josef Altin e outros. +16 anos.
Ao testemunhar a morte de uma jovem durante o parto, enfermeira inglesa resolve procurar a família da garota para entregar o bebê. Na busca, envolve-se com o tráfico sexual chefiado pela máfia russa.
Dia 7, 16h. Dia 11, 18h
Os Donos da Noite
(We Own the Night, EUA, 2007, 117 min). Dir.: James Gray. Com Joaquin Phoenix, Eva Mendes, Danny Hoch e outros. +16 anos.
Gerente de boate tenta esconder que sua família é formada por policiais, para não prejudicar seu trabalho.
Dia 7, 18h. Dia 11, 16h
O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
(The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, EUA, 2007, 160 min). Dir.: Andrew Dominik. Com Brad Pitt, Casey Affleck, Sam Shepard e outros. +14 anos.
Jovem quer se juntar a uma gangue por idolatrar seu líder, mas aos poucos se decepciona com ele.
Dias 7 e 11, 20h
Inimigo Público Nº 1
(L’instinct de mort, França, 2008, 130 min). Dir.: Jean-François Richet. Com Vincent Cassel, Cécile De France, Gérard Depardieu e outros. +16 anos.
Vida do lendário gângster Jacques Mesrine, que foi considerado inimigo público número 1 na França, atuando em países como Canadá, Estados Unidos e Espanha.
Dias 8 e 12, 16h
Inimigo Públio Nº 1: PARTE 2
(L’ennemi public nº 1, França, 2008, 133 min). Dir.: Jean-François Richet. Com Vincent Cassel, Ludivine Sagnier, Mathieu Amalric e outros. +16 anos.
Na década de 1970, após mais de 20 anos de crimes cometidos, Jacques Mesrine é capturado em Paris.
Dias 8 e 12, 18h20
Marcas da Violência
(A History of Violence, EUA, 2005, 96 min). Dir.: David Cronenberg. Com Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris e outros. +18 anos.
Casal mora com seus dois filhos em uma pequena cidade. Durante um roubo em seu restaurante, o pai mata os assaltantes. Ele passa a ser visto como herói, mas surge um misterioso homem que o acusa de ter prejudicado seu passado.
Dias 8 e 12, 20h40
O Samurai
(Le samourai, Itália/França, 1967, 105 min). Dir.: Jean-Pierre Melvilla. Com Alain Delon, François Périer, Nathalie Delon e outros. +14 anos.
Assassino deixa pistas após cometer um crime e precisa de um álibi para se livrar da acusação.
Dia 10, 16h. Dia 18, 20h
Ghost Dog
(Ghost Dog, EUA, 1999, 116 min). Dir.: Jim Jarmusch.
ComForest Whitaker, John Tormey, Cliff Gorman e outros. +16 anos.
Assassino profissional mora sozinho em Nova Iorque e segue as mesmas regras dos samurais. Durante um crime, ele começa a questionar suas crenças.
Dia 10, 18h. Dia 18, 16h
Dead Man
(EUA, 1995, 120 min). Dir.: Jim Jarmusch. Com Johnny Depp, Gary Farmer, Lance Henriksen e outros. +14 anos.
Homem do interior se muda para uma cidade maior para procurar emprego, e se envolve com uma mulher. Ela é assassinada, e ele, acusado de ter cometido o crime.
Dia 10, 20h. Dia 18, 18h
Os Imperdoáveis
(Unforgiven, EUA, 1992, 131 min). Dir.: Clint Eastwood. Com Clint Eastwood, Gene Hackman, Morgan Freeman e outros. +12 anos.
Ex-pistoleiro volta ao crime acompanhado de um velho amigo. O xerife da cidade fica indeciso entre impedi-los de agir ou aceitar um suborno.
Dias 13 e 19, 16h
Onde os Fracos Nao Têm Vez
(No Country for the Old Men, EUA, 2007, 122 min). Dir.: Ethan e Joel Coen. Com Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin e outros. +16 anos.
Caçador encontra uma maleta cheia de dinheiro em meio a corpos no deserto. Ao fugir com ela, é perseguido por um violento assassino.
Dias 13 e 19, 18h20
Gomorra
(Itália, 2008, 135 min). Dir.: Matteo Garrone. Com Salvatore Cantalupo, Gianfelice Imparato, Maria Nazionale e outros. +18 anos.
O filme enfoca a violenta máfia napolitana, conhecida como Camorra. Nesse cenário, cinco pessoas vivem diferentes histórias.
Dias 13 e 19, 20h30
Saga Negra do Norte
O Museu Afro Brasil apresenta mostra que aborda a questão racial nos Estados Unidos. Quem assina a curadoria é o cineasta Eugenio Puppo. Selecionou 11 obras, entre elas, ficção e documentário. Entre os destaques estão os filmes da cineasta Agnès Varda, "Os Panteras Negras" de Spike Lee, "Malcolm X".
Onde: Museu Afro Brasil: av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque Ibirapuera, portão 10, São Paulo – SP
Quando: até 15 de agosto, sábados e domingos, a partir das 14h
Quanto: gratuito
Informações: http://www.museuafrobrasil.org.br/
Programação:
Sábado, 24 de julho
14h “O Assassinato de Martin Luther King- Os Panteras Negras”
Os Panteras Negras”
17h “Malcolm X”
Domingo, 25 de julho
14h “O Poder do Soul”
17h “Sweet Sweetback´s Baadasssss Song
Sábado, 31 de julho
14h Shaft
17h O Retorno de Sweetback
Domingo, 01 de agosto
14h O Nascimento de uma Nação
17h Manderlay
Sábado, 07 de agosto
14h Crise
17h Sympathy for the Devil
Domingo, 08 de agosto
14h O Assassinato de Martin Luther King
“Os Panteras Negras”
17h “Malcolm X”
Sábado, 14 de agosto
Às 14h “O Poder do Soul”
Às 17h “Sweet Sweetback´s Baadasssss Song”
Domingo, 15 de agosto
Às 14h “Shaft”
Às 17h “O Retorno de Sweetback”
Sessão Cinéfila – Mostra Cena África
A Sessão Cinéfila exibirá nove filmes, entre documentários e ficções, que tem como tema a África. Confira a programação abaixo.
Onde: Espaço Unibanco de Cinema: rua Augusta, 1475, São Paulo – SP
Quando: até 28 de agosto, aos sábados às 12h
Quanto: R$ 5
Programação:
17 de julho
DJELI
França, 1981, 92 min.
Direção:Fadika Kramo-Lanchiné.
24 de julho
FINYÉ
França, 1982, 105 min.
Direção: Souleymane Cissé.
31 de julho
TILAI
França, 1990, 81 min.
Direção: Idrissa Quedraogo.
07 de agosto
ABOUNA
França, 2002, 81 min, cor.
Direção: Mahamat-Saleh Haroun.
14 de agosto
MADAME BROUETTE
França, Canadá, Senegal, 2002, 104 min, cor.
Direção: Moussa Sene Absa.
21 de agosto
RASTROS, PEGADAS DE MULHER (Traces, Empreintes de Femmes)
França, Bélgica, Burkina Faso, Senegal, 2003, 52 min.
Direção: Katy Léna Ndiaye.
28 de agosto
MEMÓRIA ENTRE DUAS MARGENS (Mémoire Entre Deux Rives)
França, Burkina Faso, 2002, 90 min.
Direção: Frédéric Savoye, Wolimité Sié Palenfo.
IV Jornada Brasileira do Cinema Silencioso
Evento da Cinemateca Brasileira dedicado ao cinema mundial produzido entre o final do século XIX até aproximadamente 1930, quando a chegada do som modificou os rumos da arte cinematográfica. Em sua quarta edição, a Jornada se integrou definitivamente ao calendário cultural de São Paulo e do país, proporcionando a um público maior e mais diversificado o contato com filmes e experiências do período silencioso do cinema brasileiro e mundial.
Com curadoria geral de Carlos Roberto de Souza, todos os filmes programados serão exibidos com acompanhamento musical ao vivo na Sala Cinemateca-BNDES e em projeção silenciosa na Sala Cinemateca-Petrobras. A curadoria musical da Jornada é de responsabilidade do músico e compositor Livio Tragtenberg.
Onde: Cinemateca Brasileira: largo Senador Raul Cardoso, 207, São Paulo – SP
Quando: 06 a 15 de agosto, confira a programação abaixo
Quanto: gratuito
Informações: (11) 3512-6111
Programação:
Ao todo são 35 títulos que se dividem em seis programas.
DESTAQUES DE PORDENONE
Regeneration (Raoul Walsh, EUA, 1915)
When the Clouds Roll by (Victor Fleming, EUA, 1919)
Hangs up! (Clarence Badger, EUA, 1926)
Stage Struck (Allan Dwan, EUA, 1925)
CINEMA SILENCIOSO SUECO
I Lifvets VPår (Paul Garbagni, Suécia, 1921)
Madame de Thèbes (Mauritz Stiller, Suécia, 1915)
När Kapten Grogg Skulle Porträtteras (DIRETOR, Suécia, 1917)
Fangen På Karlstens Fästning (Georg af Klercker, Suécia, 1916)
I Mörkrets Bojor (Georg af Klercker, Suécia, 1917)
Terje Vigen (Victor Sjöström, Suécia, 1917)
Klostret I Sendomir (Victor Sjöström, Suécia, 1921)
Häxan (Benjamin Christensen, Suécia, 1922)
Gunnar Hedes Saga (Mauritz Stiller, Suécia, 1923)
Nortullsligan (Per Lindberg, Suécia, 1923)
Ingmarsarvet (Gustav Molander, Suécia, 1925)
TESOUROS DA CINEMATECA SUÉCA
Afgrunden (Urban Gad, Dinamarca, 1910)
O Jardineiro ("Trädgårsdsmästeren") (Victor Sjöström, Suécia, 1912)
The River (Frank Borzage, EUA, 1928)
Caliostro (Richard Oswald, França, 1928)
Bakomfilm Anna Boleyn (DIRETOR, Alemanha, 1920)
The Dawn of a Tomorrow
Die Freudlose Gaβe (G.W. Pabst, Alemanha, 1925)
Flesh and the Devil (Clarence Brown, EUA, 1926)
Ett Besök hos Selma Lagerlöf (Raoul Le Mat, Suécia, 1926)
The Divine Woman (Victor Sjostrom, EUA, 1928)
The Wind (Victor Seastrom, EUA, 1928)
Tretya Mesjtjanskaja (Abram Romm, PAÍS, 1927)
Kanungens av Siam Landstigning vid Logårdstrappan (Ernst Florman, Suécia, 1897)
Bildserie ur Konung Oscar ll:s Lif (DIRETOR, Suécia, 1907)
Un Voyage aux Ruines d'Angkor (Monsigneur le Duc de Montpensier, França, 1908)
Au Pays des Moïs: Exploration et Chasse (DIRETOR, França, ANO)
HOMENAGEM À CINÉDIA 80 ANOS
Lábios sem Beijos (Humberto Mauro, Brasil, 1930)
JANELA PARA AMÉRICA LATINA
Wara Wara (Bolívia)
TRENZINHO CAIPIRA
O Segredo do Corcunda (Alberto Traversa, Brasil, 1924)
Companhia Paulista de Estrada de Ferro (Brasil)
Companhia Mogyana (Brasil)
Cinema na Laje
O Projeto Cinema na Laje teve início em março de 2009 com a proposta de ter uma sala de cinema ao ar livre na laje do Zé Batidão, onde acontece o Sarau da Cooperifa há quase nove anos, com exibições quinzenais às segundas-feiras. O Cinema na laje é um espaço alternativo para exibição de filmes e documentários de todas as partes do Brasil e do mundo. Foi criado, principalmente, para dar vazão ao cinema produzido por jovens da região. Além dos filmes, já foram exibidas mostras,
debates e visitas de alunos de escolas da comunidade. Como nos cinemas antigos, um lanterninha ilumina durante a exibição para que ninguém se perca no escurinho do cinema. Além disso, a entrada é franca e a pipoca é grátis
Onde: Bar do Zé Batidão: rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana, São Paulo – SP
Quando: todas segundas-feiras, às 20h
Quanto: gratuito
Informações: http://colecionadordepedras1.blogspot.com
http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=agenda&tp=3
Marcadores:
Agenda Cultural,
Caros Amigos,
Cineclube,
Cinema
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O poder da idéia
O poder da ideia ::
de Cacá Diegues
Em 1865, o quadro "Olympia", do pintor Edouard Manet, pai do impressionismo, foi recusado pelo Salão de Belas Artes de Paris. Exposto então no Salão dos Recusados, "Olympia" provocou escândalo sem precedentes. O quadro retratava uma mulher nua deitada na cama, enquanto uma criada negra lhe traz flores e um gato preto, aos pés da moça, nos encara do canto direito da tela. Além de mal pintado, um borrão de cores, atentado à boa pintura de uma época neoclássica, paródica e acadêmica, "Olympia" foi acusado também de indecente e pornográfico. Jornalistas e escritores zombavam de Manet, professores e estudantes de Belas Artes indignavam-se com ele, mães de família em passeatas cobriam o quadro para que não fosse visto. Paris inteira linchava "Olympia".
Somente o escritor e jornalista Émile Zola ousou defender publicamente o pintor e sua obra. Num artigo em que anunciava o nascimento de uma nova arte e de uma nova moral na produção artística francesa, Zola só lamentava a presença do gato preto no canto da tela que, segundo ele, servia apenas como ornamento desnecessário, elemento de distração no rigor poético da composição. Diante do clamor geral, o diretor de seu jornal exigiu que Zola se retratasse e, como o escritor se recusasse a fazê-lo, foi despedido e viu as portas de todos os jornais franceses se fecharem para ele. Manet, como agradecimento por seu gesto, pintou-lhe então um retrato que se encontra exposto no Museu d"Orsay, ao lado do "Olympia". Nesse quadro, Zola está a escrever, cercado de livros e, na parede do cômodo, o pintor reproduziu o "Olympia", sem o gato preto no canto da tela.
O grande escritor naturalista passaria depois à história como um dos inventores do papel do intelectual combatente, do maître à penser, quando denunciou, com seu manifesto "J"accuse", a manipulação política, o preconceito e a hipocrisia racista no famoso Caso Dreyfus. De Émile Zola a Susan Sontag (que teve a ousadia de explicar ao americano comum o que ele não havia entendido do 11 de setembro), muitos desses intelectuais não arriscaram apenas seu reconhecimento, mas, às vezes, a própria vida no cumprimento da missão de pensar o mundo e o estado das coisas segundo sua própria consciência, conhecimento e intuição, sem se submeter à palavra de ordem majoritária de grupos, partidos ou corporações.
É em nome disso que não tenho partido, nunca tive um, não tenho gosto pela vida partidária. Para falar a verdade, não gosto de artistas ou intelectuais "orgânicos", aqueles que submetem o que pensam à razão política de suas organizações. O que não impede que seja justo se interessar por política e manifestar sua opinião sobre ela. A diferença é que, mesmo sendo sincero, o político precisa dizer sempre aquilo que ficar mais próximo do que seu interlocutor deseja ouvir; e, ao intelectual, cabe mostrar o que nem sempre é visto, mesmo quando inoportuno ou inconveniente. Perturbar, com o poder da ideia, a harmonia construída pela ideia de poder.
O paradoxo de minha adesão irrestrita à democracia representativa é que desconfio e tenho medo daqueles que desejam mandar nos outros, embora considere inevitável e desejável que elejamos nossos governantes. E, já que temos que os eleger, pensemos no que seus programas podem nos oferecer. Assim, é claro que, nas próximas eleições, cada um de nós tem o direito e mesmo o dever de escolher um dos candidatos a presidente da República, segundo nossos interesses e necessidades.
Mas, no Brasil, artistas e intelectuais são tratados como bumbos de comício, alegres animadores do carnaval de palanques, figurinhas premiadas nos álbuns de campanhas políticas. É dramático observar como em nenhum discurso, artigo, entrevista, debate ou programa de governo dos principais candidatos (vi todos na internet), há uma só referência à cultura. Nenhum deles se manifestou, até aqui, sobre o assunto. E a cultura, com toda a sua complexa multiplicidade material, tecnológica e virtual de hoje em dia, é a flor de uma nova era do conhecimento, o fator das mudanças que a humanidade do século 21 vai assistir, como nunca antes na história desse planeta.
Desse jeito, o gato preto ornamental vai ficar para sempre no canto da tela. Os heróis do século 21 serão aqueles que não precisam escolher porque sabem que, quanto menos escolherem, menos perderão.
Autor deste texto é o cineasta Cacá Diegues.
de Cacá Diegues
Em 1865, o quadro "Olympia", do pintor Edouard Manet, pai do impressionismo, foi recusado pelo Salão de Belas Artes de Paris. Exposto então no Salão dos Recusados, "Olympia" provocou escândalo sem precedentes. O quadro retratava uma mulher nua deitada na cama, enquanto uma criada negra lhe traz flores e um gato preto, aos pés da moça, nos encara do canto direito da tela. Além de mal pintado, um borrão de cores, atentado à boa pintura de uma época neoclássica, paródica e acadêmica, "Olympia" foi acusado também de indecente e pornográfico. Jornalistas e escritores zombavam de Manet, professores e estudantes de Belas Artes indignavam-se com ele, mães de família em passeatas cobriam o quadro para que não fosse visto. Paris inteira linchava "Olympia".
Somente o escritor e jornalista Émile Zola ousou defender publicamente o pintor e sua obra. Num artigo em que anunciava o nascimento de uma nova arte e de uma nova moral na produção artística francesa, Zola só lamentava a presença do gato preto no canto da tela que, segundo ele, servia apenas como ornamento desnecessário, elemento de distração no rigor poético da composição. Diante do clamor geral, o diretor de seu jornal exigiu que Zola se retratasse e, como o escritor se recusasse a fazê-lo, foi despedido e viu as portas de todos os jornais franceses se fecharem para ele. Manet, como agradecimento por seu gesto, pintou-lhe então um retrato que se encontra exposto no Museu d"Orsay, ao lado do "Olympia". Nesse quadro, Zola está a escrever, cercado de livros e, na parede do cômodo, o pintor reproduziu o "Olympia", sem o gato preto no canto da tela.
O grande escritor naturalista passaria depois à história como um dos inventores do papel do intelectual combatente, do maître à penser, quando denunciou, com seu manifesto "J"accuse", a manipulação política, o preconceito e a hipocrisia racista no famoso Caso Dreyfus. De Émile Zola a Susan Sontag (que teve a ousadia de explicar ao americano comum o que ele não havia entendido do 11 de setembro), muitos desses intelectuais não arriscaram apenas seu reconhecimento, mas, às vezes, a própria vida no cumprimento da missão de pensar o mundo e o estado das coisas segundo sua própria consciência, conhecimento e intuição, sem se submeter à palavra de ordem majoritária de grupos, partidos ou corporações.
É em nome disso que não tenho partido, nunca tive um, não tenho gosto pela vida partidária. Para falar a verdade, não gosto de artistas ou intelectuais "orgânicos", aqueles que submetem o que pensam à razão política de suas organizações. O que não impede que seja justo se interessar por política e manifestar sua opinião sobre ela. A diferença é que, mesmo sendo sincero, o político precisa dizer sempre aquilo que ficar mais próximo do que seu interlocutor deseja ouvir; e, ao intelectual, cabe mostrar o que nem sempre é visto, mesmo quando inoportuno ou inconveniente. Perturbar, com o poder da ideia, a harmonia construída pela ideia de poder.
O paradoxo de minha adesão irrestrita à democracia representativa é que desconfio e tenho medo daqueles que desejam mandar nos outros, embora considere inevitável e desejável que elejamos nossos governantes. E, já que temos que os eleger, pensemos no que seus programas podem nos oferecer. Assim, é claro que, nas próximas eleições, cada um de nós tem o direito e mesmo o dever de escolher um dos candidatos a presidente da República, segundo nossos interesses e necessidades.
Mas, no Brasil, artistas e intelectuais são tratados como bumbos de comício, alegres animadores do carnaval de palanques, figurinhas premiadas nos álbuns de campanhas políticas. É dramático observar como em nenhum discurso, artigo, entrevista, debate ou programa de governo dos principais candidatos (vi todos na internet), há uma só referência à cultura. Nenhum deles se manifestou, até aqui, sobre o assunto. E a cultura, com toda a sua complexa multiplicidade material, tecnológica e virtual de hoje em dia, é a flor de uma nova era do conhecimento, o fator das mudanças que a humanidade do século 21 vai assistir, como nunca antes na história desse planeta.
Desse jeito, o gato preto ornamental vai ficar para sempre no canto da tela. Os heróis do século 21 serão aqueles que não precisam escolher porque sabem que, quanto menos escolherem, menos perderão.
Autor deste texto é o cineasta Cacá Diegues.
Marcadores:
Cacá Diegues,
O poder da ideia,
poder da cultura,
Ponto de Cultura
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
dicas para aquisição de livros via web
Estante Virtual: http://www.estantevirtual.com.br
Skoob: http://www.skoob.com.br
Trocando Livros: http://www.trocandolivros.com.br/
http://br.gojaba.com/
Skoob: http://www.skoob.com.br
Trocando Livros: http://www.trocandolivros.com.br/
http://br.gojaba.com/
Lançamento de Candeeiro do tempo – Poemas em Brasília
Lançamento de Candeeiro do tempo – Poemas, em Brasília, na Biblioteca Demonstrativa, dia 5 de agosto. Apareça!!!
Candeeiro do tempo – Poemas é uma coletânea de poemas dividida em três tempos, cada um representando uma década. Fala das utopias que ainda existem para o autor. Sonhos que marcaram sua caminhada da adolescência aos dias atuais na busca de um mundo melhor, usando como principal arma a palavra escrita, tornando a poesia combustível para animar a alma e a esperança.
O livro é uma síntese do trabalho poético de Pedro César Batista. Começou a publicar ainda na geração que ficou conhecida como do mimeógrafo, no final da década de 1970, quando residia em Brasília. Na abertura de seu primeiro livro Tudo tem, no poema “Gritemos”, escreve: “O poder tem os canhões. Nós temos o grito”. Um garoto que declamava seus versos em defesa da liberdade e contra a tortura dos militares que insistiam em ficar no poder.
Vieram outros títulos com poemas, biografias e um romance. Seus poemas sempre usaram a metáfora para falar da utopia por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Poesia e prosa comprometidas com a vida.
Publicou uma entrevista com Gilson Menezes, o primeiro prefeito petista no Brasil, resgatando as experiências desenvolvidas. Muitas deixadas de lado com o passar dos tempos. Escreveu ainda sobre advogado e único deputado assassinado no Brasil, depois da abertura política, devido sua militância em defesa da reforma agrária, em João Batista, mártir da luta pela reforma agrária.
Marcha interrompida é um romance que denúncia o massacre contra os trabalhadores rurais sem-terra ocorrido em 1996, na cidade de Eldorado dos Carajás (PA). Em 2008 lançou esse livro na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA).
Em Candeeiro do tempo – Poemas volta a mostrar sua veia poética, com poemas como “Iluminado”: “Toda luz vem do céu/ da boca aberta, faminta / por sonhos e beijos”, destacado pelo prefaciador como “pensa e age o poeta cidadão”.
Na apresentação de seu novo livro, Pedro César Batista escreve que Candeeiro do tempo – Poemas são “três partes que desnudo, mostrando-me, assim, fatiado, apesar de tentar ser inteiro na direção” que vem trilhando com seus livros e em sua vida. Na primeira parte do livro, em Tempos áridos, tem poemas escritos até 1989. Tempo de Germinar, a segunda, poemas elaborados até 2003 e em Sementes do amanha, poemas escritos na década que atual. Em Manhas de domingo de abril retrata Brasília, onde “muitos seguem no asfalto do eixão, passando sobre as marcas bem definidas das freiadas bruscas e desesperadas antes dos pardais”. Em Cetro do Rei escreve que “a frieza toma conta dessa humanidade, que disso nada tem, somente deseja o cetro do rei”. “Não quero o lucro, nem o mercado, nem o cercado do consumo”, desabafa em Chamado.
Candeeiro do tempo – Poemas é prefaciado pelo jornalista Guido Heleno, com capa e ilustração de Léo Pimental.
O autor é jornalista, escritor e poeta, pauta sua carreira em temas sociais, políticos e em questões relacionadas aos Direitos Humanos. Candeeiro do tempo – Poemas é seu 14º livro. Publicou ainda Tudo tem – poemas (1979), E ai – poemas (1980), Poesia Matutaí – poemas (1982), Letras Livres – poemas (1982), Coração de Boi – poemas (1983), Sonhos reais – poemas (1997) e 63 poemas de amor para uma flor dos pampas no cerrado (2004). Participou das coletâneas Revoada de poetas em Ilhéus (1980) e Enluadonovo (1983). Em 1991 escreveu Conivência e Impunidade; em 2004, Gilson Menezes, o operário prefeito e ,em 2008, João Batista, mártir da luta pela reforma agrária. Em 2006 lançou o romance Marcha interrompida.
Sua atividade profissional tem sido assessorar os movimentos sociais. Integra a Organização Não Governamental Movimento de Olho na Justiça.
Lançamentos
Brasília - DF
5 de agosto de 2010
19h30
Biblioteca Demonstrativa de Brasília
W3 Sul EQS 506/507
Belém - PA
Por luz e paz para Belém
5 de setembro
11h
Bar do Parque
Praça da República
Serviço:
Candeeiro do tempo – Poemas – 115 páginas
Verbis Editora – Brasília – DF
Contatos:
Pedro Batista (61) 9162 6682 - pcbatis@gmail.com
Candeeiro do tempo – Poemas é uma coletânea de poemas dividida em três tempos, cada um representando uma década. Fala das utopias que ainda existem para o autor. Sonhos que marcaram sua caminhada da adolescência aos dias atuais na busca de um mundo melhor, usando como principal arma a palavra escrita, tornando a poesia combustível para animar a alma e a esperança.
O livro é uma síntese do trabalho poético de Pedro César Batista. Começou a publicar ainda na geração que ficou conhecida como do mimeógrafo, no final da década de 1970, quando residia em Brasília. Na abertura de seu primeiro livro Tudo tem, no poema “Gritemos”, escreve: “O poder tem os canhões. Nós temos o grito”. Um garoto que declamava seus versos em defesa da liberdade e contra a tortura dos militares que insistiam em ficar no poder.
Vieram outros títulos com poemas, biografias e um romance. Seus poemas sempre usaram a metáfora para falar da utopia por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Poesia e prosa comprometidas com a vida.
Publicou uma entrevista com Gilson Menezes, o primeiro prefeito petista no Brasil, resgatando as experiências desenvolvidas. Muitas deixadas de lado com o passar dos tempos. Escreveu ainda sobre advogado e único deputado assassinado no Brasil, depois da abertura política, devido sua militância em defesa da reforma agrária, em João Batista, mártir da luta pela reforma agrária.
Marcha interrompida é um romance que denúncia o massacre contra os trabalhadores rurais sem-terra ocorrido em 1996, na cidade de Eldorado dos Carajás (PA). Em 2008 lançou esse livro na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA).
Em Candeeiro do tempo – Poemas volta a mostrar sua veia poética, com poemas como “Iluminado”: “Toda luz vem do céu/ da boca aberta, faminta / por sonhos e beijos”, destacado pelo prefaciador como “pensa e age o poeta cidadão”.
Na apresentação de seu novo livro, Pedro César Batista escreve que Candeeiro do tempo – Poemas são “três partes que desnudo, mostrando-me, assim, fatiado, apesar de tentar ser inteiro na direção” que vem trilhando com seus livros e em sua vida. Na primeira parte do livro, em Tempos áridos, tem poemas escritos até 1989. Tempo de Germinar, a segunda, poemas elaborados até 2003 e em Sementes do amanha, poemas escritos na década que atual. Em Manhas de domingo de abril retrata Brasília, onde “muitos seguem no asfalto do eixão, passando sobre as marcas bem definidas das freiadas bruscas e desesperadas antes dos pardais”. Em Cetro do Rei escreve que “a frieza toma conta dessa humanidade, que disso nada tem, somente deseja o cetro do rei”. “Não quero o lucro, nem o mercado, nem o cercado do consumo”, desabafa em Chamado.
Candeeiro do tempo – Poemas é prefaciado pelo jornalista Guido Heleno, com capa e ilustração de Léo Pimental.
O autor é jornalista, escritor e poeta, pauta sua carreira em temas sociais, políticos e em questões relacionadas aos Direitos Humanos. Candeeiro do tempo – Poemas é seu 14º livro. Publicou ainda Tudo tem – poemas (1979), E ai – poemas (1980), Poesia Matutaí – poemas (1982), Letras Livres – poemas (1982), Coração de Boi – poemas (1983), Sonhos reais – poemas (1997) e 63 poemas de amor para uma flor dos pampas no cerrado (2004). Participou das coletâneas Revoada de poetas em Ilhéus (1980) e Enluadonovo (1983). Em 1991 escreveu Conivência e Impunidade; em 2004, Gilson Menezes, o operário prefeito e ,em 2008, João Batista, mártir da luta pela reforma agrária. Em 2006 lançou o romance Marcha interrompida.
Sua atividade profissional tem sido assessorar os movimentos sociais. Integra a Organização Não Governamental Movimento de Olho na Justiça.
Lançamentos
Brasília - DF
5 de agosto de 2010
19h30
Biblioteca Demonstrativa de Brasília
W3 Sul EQS 506/507
Belém - PA
Por luz e paz para Belém
5 de setembro
11h
Bar do Parque
Praça da República
Serviço:
Candeeiro do tempo – Poemas – 115 páginas
Verbis Editora – Brasília – DF
Contatos:
Pedro Batista (61) 9162 6682 - pcbatis@gmail.com
Carta Aberta das Culturas Populares - Paraíba
CARTA ABERTA
AO GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA
AOS DEPUTADOS ESTADUAIS
AOS PREFEITOS DOS MUNICÍPIOS PARAIBANOS
AOS VEREADORES PARAIBANOS
AOS PARTIDOS POLÍTICOS
AOS GESTORES E PARTICIPANTES DE FUNDAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE CULTURA
A PROFESSORES, PESQUISADORES E GESTORES DE INSTUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE ENSINO
AOS PROFISSIONAIS E ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO
À POPULAÇÃO DA PARAÍBA
Pontos de uma Política Cultural para as Expressões Culturais Populares Tradicionais da Paraíba.
O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba é uma entidade informal sem fins lucrativos, com a participação de mestras, mestres, brincantes, representantes de grupos tradicionais populares, produtores culturais, articuladores, pesquisadores de cultura popular e representantes de entidades dedicadas à cultura. Foi criado em 2006, como forma de garantir a participação da Paraíba no II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares e I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares. Constituído como movimento social em março de 2009, sob a forma de Fórum Metropolitano, atua desde então com reuniões regulares, promovendo o encontro, o debate e a organização política desse setor para a promoção das Culturas Populares Tradicionais, transformando-se em Fórum Estadual em abril de 2010.
Este Fórum vem a público expressar aos gestores públicos: governador, prefeitos, deputados, vereadores, entidades responsáveis pelas políticas públicas de cultura no estado da Paraíba e sociedade em geral sua convicção a respeito da necessidade de implementação de ações urgentes que demonstrem respeito para com as formas de expressão tradicionais e seus respectivos produtores, bem como salvaguarde o patrimônio vivo do povo paraibano.
A criação de oportunidades de apresentações públicas, com bastante visibilidade, para os grupos de cultura Popular, é importante, mas é fundamental incentivar as expressões artísticas populares tradicionais nos bairros e nas comunidades onde vivem as mestras, os mestres, brincantes e artistas, de forma consistente e contínua. Em função disso indicamos que as apresentações nas comunidades e nos bairros devem contar com artistas e grupos de cultura Popular Tradicional do próprio local, além de outros convidados.
As apresentações com caráter de espetáculo devem ser consideradas pelos poderes públicos e expressas em suas ações como sendo só uma parte da atividade dos mestres, mestras, brincantes e artistas. Mais importante do que elas é a atuação de artistas e grupos populares nas comunidades onde vivem. As Culturas Populares Tradicionais dependem dos laços comunitários e territoriais e esses só se fortalecem com a atuação continuada, permanente, dos artistas e grupos, nos locais de ensaio, sejam locais fechados ou nas ruas, próximo às casas dos mestres. É ali que essas têm sua base e suas principais condições de sustentabilidade. As crianças e os jovens, que serão os futuros responsáveis por essas manifestações, as aprendem nos bairros e nas comunidades, vendo os mestres e os mais velhos.
O fomento às Culturas Populares junto a suas comunidades também contribui para elevar a auto-estima de participantes dos grupos e dos moradores, ao perceberem que seu bairro e moradores de sua rua, de sua vizinhança, de sua comunidade, estão sendo valorizados. Para além disso, os órgãos públicos devem garantir que as comunidades tradicionais viverão em condições de sobrevivência digna em seu território, respeitando suas formas específicas de fazer, seus modos de vida, suas expressões culturais, seus ofícios tradicionais e demais relações construídas no e com o espaço em que vivem.
A valorização do artista popular tradicional passa por um pagamento de cachê digno, condições de tempo necessário de apresentação, estrutura, espaço físico e equipamentos adequados à realidade de cada grupo ou artista popular e, acima de tudo, tratamento respeitoso por parte de todos os envolvidos nos processos de contratação, produção, serviços técnicos, antes, durante e depois das apresentações.
Os valores propostos para pagamento pelas apresentações devem garantir o mínimo de dignidade aos artistas e grupos populares, sem, contudo, impedir que eles possam participar dos mesmos critérios que o mercado cultural permite a outros artistas, em que os cachês podem ser cobrados / pagos conforme a valorização dos mesmos, podendo aumentar de acordo com a demanda por suas apresentações.
Diante de um quadro histórico de ausência de ações governamentais consistentes e continuadas, no âmbito do Estado e dos Municípios da Paraíba, destinadas à preservação, manutenção e fomento das Culturas Populares Tradicionais, os participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba tornam público e apresentam as seguintes propostas de políticas públicas para serem adotadas pelos governos municipais, estadual, fundações e demais entidades dedicadas à cultura do nosso Estado:
1. Promover eventos de cultura popular que valorizem a cultura viva nos bairros e nas comunidades, para permitir que a população tenha conhecimento e valorize a sua diversidade cultural.
2. Criar espaços livres para apresentações de cultura popular tradicional em eventos realizados pelos poderes públicos.
3. Estabelecer as praças, terrenos públicos vazios e congêneres em todo o Estado da Paraíba como territórios livres para a cultura, permitindo apresentações artísticas sem necessidade de autorizações prévias de órgãos públicos; caso haja algum conflito de interesses entre artistas ou grupos populares, a distribuição de tempo e espaço na praça deverá ser mediada pelo órgão de cultura do município em que ela se situar ou por seu Comitê Gestor.
4. Criar um valor mínimo de cachê para apresentações de espetáculos de cultura Popular, equivalente ao de outros artistas locais, corrigido anualmente nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, tendo como referência a quantidade de pessoas envolvidas na atividade contratada. O piso seria estabelecido nas seguintes bases:
a) para apresentações de um (01) único artista ou uma dupla o valor mínimo seria de R$ 1.000,00 (um mil reais);
b) para apresentações de 3 a 5 pessoas o valor mínimo seria de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais);
c) para apresentações de grupos com mais de 5 participantes o valor mínimo seria de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais) ou R$ 60,00 (sessenta reais) por integrante até o limite de 80 integrantes por grupo, aquele cachê que fosse maior;
d) para um grupo de 100 (cem) pessoas ou mais o valor mínimo seria de R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
e) para artistas e grupos populares de fora do município, o valor mínimo seria acrescido em 40% em relação ao valor dos grupos locais como compensação pelo tempo de deslocamento, perda de dias de trabalho e despesas imprevistas. Para esses artistas e grupos se deve também fornecer antecipadamente uma ajuda de custo para cobrir as despesas de viagem (alimentação e outras), independentemente do valor do cachê já acrescido de 40%.
5. O Estado e os municípios devem fornecer uma ajuda de custo, passagem ou transporte e outros meios necessários para que mestras, mestres, brincantes, artistas e grupos de cultura Popular Tradicional viajem para outros municípios da Paraíba, para outros Estados e outros países, seja para se apresentarem, ministrarem oficinas, participarem de encontros representando a cultura Popular Tradicional da Paraíba ou se capacitarem, criando normas legais para tanto, se necessário.
6. Os artistas não devem ser obrigados a pagar o ISS antecipadamente como condição para receberem os cachês. Os órgãos públicos devem proceder como empresas ou ONGs, que, ao fazerem os pagamentos pelos serviços prestados, descontam os impostos e os recolhem. As prefeituras, aliás, já fazem isso com relação ao INSS e IRPF, e por isso é perfeitamente possível a elas recolherem os impostos a seus próprios cofres.
7. Os órgãos públicos e privados, como forma de respeito, devem pagar os cachês aos grupos e artistas populares antecipadamente ou no momento das apresentações, dispensando o mesmo tratamento que é dado aos artistas de renome.
8. Como forma de incentivar e priorizar a cultura popular tradicional, que historicamente tem sido pouco contemplada, quando não excluída, pelas ações governamentais na área da cultura, deve haver a isenção de impostos ou estabelecimento de alíquota zero para os artistas e grupos de cultura popular tradicionais, até um limite de valor de cachê. A isenção ou redução de alíquotas deve começar pelo ISS e Empreender, que devem constituir o início de uma campanha para conseguir o mesmo com relação aos demais impostos municipais, estaduais e federais. O Fórum recomenda que o município de João Pessoa, por ser a capital do Estado, seja o primeiro a adotar a isenção ou a redução de alíquotas como forma de dar o exemplo para os demais municípios da Paraíba.
9. Os órgãos públicos ou privados contratantes devem:
a) cobrir todas as despesas de transporte dos artistas ou grupos populares, de seus figurinos, adereços, cenários, instrumentos e equipamentos;
b) garantir espaços adequados e seguros (camarim) com energia elétrica, ventilação, água potável, pias, sanitários, cadeiras e mesas para que mestras, mestres, brincantes e artistas possam se preparar e concentrar para realizar as suas atividades culturais e guardar seus instrumentos e outros materiais necessários a suas apresentações; estes locais deverão ter espaços separados por paredes ou divisórias que garantam a privacidade necessária aos artistas para a troca de roupas;
c) fornecer sempre aos artistas e grupos, água mineral no momento das apresentações e, antes ou depois delas, um lanche, de acordo com a quantidade dos integrantes dos grupos;
d) garantir hospedagem e alimentação digna para artistas e grupos de cultura popular de outras localidades e/ou municípios convidado; se for de interesse dos artistas, garantir o seu retorno imediato;
e) garantir aos artistas e grupos populares o tempo mínimo de uma hora de apresentação; além disso, do mesmo modo que deve haver equidade de cachê, também deve haver equilíbrio com relação ao tempo disponível para apresentações de artistas locais e de artistas populares tradicionais; não se pode admitir o ato extremamente desrespeitoso de desligar os microfones ou a iluminação enquanto os artistas estão se apresentando;
f) disponibilizar antes do início das apresentações equipamentos de som e luz com qualidade suficiente para permitir a valorização do trabalho dos artistas e grupos populares; uma quantidade adequada de microfones sem fio, especialmente para grupos de dança, é indispensável; deve haver equipamentos de reserva, para suprir aqueles que eventualmente venham a apresentar defeito; os responsáveis pela organização dos eventos devem também dar assistência aos artistas populares para garantir que tenham boas condições técnicas de apresentação;
g) os locutores e técnicos de som que atuem em todo e qualquer evento com participação de artistas e grupos da cultura popular tradicional devem ser orientados a não interferir com falas, conversas ou sons paralelos às apresentações desses artistas. Devem proceder do mesmo modo que o fazem em apresentações de artistas reconhecidos e veiculados pela mídia, sejam de âmbito local, nacional ou internacional, ou seja, deixar que atuem sem interferências externas à atuação desses artistas;
h) os responsáveis pelos eventos devem fazer uma apresentação que forneça ao público informações pertinentes sobre os grupos e as atividades que realizam, fornecidas de uma forma que valorize seu trabalho e sua arte; isso deve ser feito antes das apresentações, para evitar interferências indevidas no momento em que elas ocorrem;
i) cumprir e respeitar integralmente os termos acordados com o artista popular tradicional, quanto ao pagamento, às condições de transporte e de apresentação; não se deve reduzir o tempo de apresentação estipulado e é simplesmente inaceitável convidar um artista popular e não permitir que se apresente; o pagamento do cachê combinado, nesses casos, é obrigatório, mas não autoriza o desrespeito que consiste em convidar o artista e depois não lhe permitir a apresentação;
j) não se deve isolar os grupos e artistas populares do público através de grades ou cordões de isolamento, a não ser que isso seja solicitado por eles.
10. Estabelecer o valor mínimo de R$ 50,00 por hora/aula, corrigidos anualmente, nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, para as oficinas, cursos e/ou palestras que os mestres venham a dar, além de garantir o fornecimento de todo o material e condições necessárias para a implementação das atividades.
11. Quando necessário, garantir a presença de um mediador para a realização das oficinas, sendo os organizadores responsáveis pelo cachê dos mesmos.
12. Privilegiar as formas de expressão tradicionais nas programações de cultura popular nos eventos promovidos pelos órgãos públicos municipais, estadual e federal, oferecendo a elas maior tempo e melhores horários nas programações, bem como identificar claramente os grupos parafolclóricos que ocasionalmente tenham sido incluídos nos eventos.
13. Na concessão de espaço para barracas, quiosques e ambulantes nos eventos públicos, privilegiar as expressões culturais tradicionais como comidas típicas, brinquedos e artesanato tradicionais, folhetos de cordel, entre outros, dando-lhes prioridade na concessão de espaços e isenção de pagamento de quaisquer tipos de tributos ou outros custos.
14. Os organizadores dos eventos em que se apresentem artistas ou grupos da cultura popular tradicional devem disponibilizar um espaço adequado e de grande visibilidade, como quiosque, barraca ou tenda, para a exposição e venda de CDs, DVDs e outros produtos desses artistas. Também deverá ser responsabilidade dos organizadores disponibilizar pessoas encarregadas das vendas e do atendimento nesses locais.
15. As campanhas institucionais dos poderes públicos devem ser vinculadas às identidades culturais locais, ressaltando as culturas populares tradicionais. Sendo assim, as expressões culturais locais devem ser assumidas como marcas de identidade do estado da Paraíba e de cada município.
16. Criar campanhas publicitárias, para a valorização da cultura Popular em toda a sua diversidade, pelos poderes públicos do Estado e dos municípios.
17. Dar o mesmo espaço de participação, destaque e valorização aos artistas de cultura popular na mesma medida dos demais (música, teatro, artes visuais, cinema, etc.) na publicidade de eventos que tenham a participação da cultura Popular Tradicional.
18. Os grupos de cultura Popular Tradicional deverão ter tratamento privilegiado em relação aos grupos parafolclóricos, seja nas campanhas publicitárias ou nas apresentações culturais.
19. Criar cargo específico nas instâncias dos executivos municipal e estadual para o desenvolvimento das políticas públicas para as culturas populares e garantir a presença de uma pessoa com comprovada atuação nesse campo e que seja reconhecida como tal por artistas e grupos de cultura popular tradicional.
20. Garantir verbas específicas para a execução de políticas públicas voltadas às Culturas Populares Tradicionais, no âmbito do Estado e dos municípios.
21. Criar instâncias de assessoria técnica, contábil e jurídica nos órgãos municipais e estaduais para a elaboração de projetos e inscrição de artistas, produtores culturais e mestres de cultura popular em editais públicos e para a prestação de contas de projetos financiados por organizações públicas e/ou privadas.
22. Criar editais específicos para as Culturas Populares Tradicionais e quotas para elas nos demais editais.
23. Não contratar nem promover artistas, estudiosos, articuladores e produtores culturais que desrespeitem os direitos de mestras, mestres, artistas e grupos da cultura Popular Tradicional, fazendo apropriação indébita, deixando de recolher direitos autorais devidos, ou não informando adequada e detalhadamente em suas produções (CDs, DVDs, músicas disponíveis na Internet, shows etc.) a autoria e região de origem de poemas, músicas e outras expressões culturais que estejam interpretando ou tenham inserido naquelas produções.
24. Criar instrumentos que possibilitem a denúncia das práticas relacionadas no tópico anterior e de outras que sejam anti-éticas ou prejudiquem os grupos e artistas populares tradicionais, seja disponibilizando números de telefone ou canais através da Internet para isso, criando ouvidorias ou acrescentando esta atribuição às ouvidorias já existentes em órgãos públicos e outras instituições.
25. Nos julgamentos de editais, atribuição de prêmios em concurso e outras formas de premiação ou seleção para recebimento de apoio e verbas, formar os comitês e comissões com pessoas que tenham capacitação para avaliar as expressões culturais populares, convocando, se necessário, especialistas para realizar estas tarefas ou assessorar os encarregados de realizá-las.
26. Garantir a instalação do Centro de Referência de cultura Popular da Paraíba, conforme projeto original desenvolvido pela Comissão de Elaboração do Projeto junto à Subsecretaria de cultura do Estado da Paraíba, seguindo os princípios de transparência das ações e das contas, da moralidade pública e da democracia na disponibilização do acesso e circulação dos bens culturais.
27. Criar a Secretaria de cultura do Estado da Paraíba com dotação orçamentária própria, a ser incluída imediatamente na LDO de 2010, sem a qual qualquer proposta torna-se vazia, para articular as ações dos órgãos públicos de cultura já existentes ou realizadas por outras secretarias.
28. Criar Secretarias exclusivamente de cultura no âmbito dos municípios da Paraíba, com dotação orçamentária específica.
29. Garantir, ns Conselhos Estadual e Municipais de cultura, bem como outros órgãos consultivos ou deliberativos relacionados à cultura, representação paritária da sociedade civil e do governo. com uma participação significativa de representantes das culturas populares tradicionais; os representantes da sociedade civil devem ser escolhidos por suas instâncias de representação e não pelos governantes.
30. Modificar a Lei Canhoto da Paraíba, com ampliação do número de vagas, priorizando os mestres da cultura Popular Tradicional ou criar lei específica para eles, a exemplo das leis de patrimônio vivo existentes em outros estados da federação. O processo de revisão e/ou criação de nova lei deve incluir audiências públicas com ampla divulgação, inclusive nas instâncias onde se manifestam as formas de cultura Popular Tradicional, que garantam um debate público e democrático.
31. As ações relacionadas à cultura, por mais bem intencionadas e mesmo mais bem formuladas e executadas que sejam, são insuficientes se forem pontuais, esporádicas, descontínuas, como tem ocorrido na Paraíba, em âmbito estadual e também municipal. O Estado e os municípios paraibanos devem estabelecer políticas culturais, discutidas com a participação dos artistas populares e outros interessados, voltadas para a população. Definidas as diretrizes destas políticas, elas devem ser formalizadas em documento e tornadas normativas, com caráter de política estatal, coerente, duradoura e de observância obrigatória pelos agentes públicos.
32. O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba conclama outros movimentos sociais e culturais, bem como todos os demais interessados, a apoiar este documento, o que não impede que venham também a elaborar suas próprias propostas de política cultural.
Participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba
João Pessoa, 03 de julho de 2010
Leia Mais: Carta Aberta - Fórum Estadual de Cultura Popular da Paraíba | Cultura no portalcapoeira.com
AO GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA
AOS DEPUTADOS ESTADUAIS
AOS PREFEITOS DOS MUNICÍPIOS PARAIBANOS
AOS VEREADORES PARAIBANOS
AOS PARTIDOS POLÍTICOS
AOS GESTORES E PARTICIPANTES DE FUNDAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE CULTURA
A PROFESSORES, PESQUISADORES E GESTORES DE INSTUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE ENSINO
AOS PROFISSIONAIS E ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO
À POPULAÇÃO DA PARAÍBA
Pontos de uma Política Cultural para as Expressões Culturais Populares Tradicionais da Paraíba.
O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba é uma entidade informal sem fins lucrativos, com a participação de mestras, mestres, brincantes, representantes de grupos tradicionais populares, produtores culturais, articuladores, pesquisadores de cultura popular e representantes de entidades dedicadas à cultura. Foi criado em 2006, como forma de garantir a participação da Paraíba no II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares e I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares. Constituído como movimento social em março de 2009, sob a forma de Fórum Metropolitano, atua desde então com reuniões regulares, promovendo o encontro, o debate e a organização política desse setor para a promoção das Culturas Populares Tradicionais, transformando-se em Fórum Estadual em abril de 2010.
Este Fórum vem a público expressar aos gestores públicos: governador, prefeitos, deputados, vereadores, entidades responsáveis pelas políticas públicas de cultura no estado da Paraíba e sociedade em geral sua convicção a respeito da necessidade de implementação de ações urgentes que demonstrem respeito para com as formas de expressão tradicionais e seus respectivos produtores, bem como salvaguarde o patrimônio vivo do povo paraibano.
A criação de oportunidades de apresentações públicas, com bastante visibilidade, para os grupos de cultura Popular, é importante, mas é fundamental incentivar as expressões artísticas populares tradicionais nos bairros e nas comunidades onde vivem as mestras, os mestres, brincantes e artistas, de forma consistente e contínua. Em função disso indicamos que as apresentações nas comunidades e nos bairros devem contar com artistas e grupos de cultura Popular Tradicional do próprio local, além de outros convidados.
As apresentações com caráter de espetáculo devem ser consideradas pelos poderes públicos e expressas em suas ações como sendo só uma parte da atividade dos mestres, mestras, brincantes e artistas. Mais importante do que elas é a atuação de artistas e grupos populares nas comunidades onde vivem. As Culturas Populares Tradicionais dependem dos laços comunitários e territoriais e esses só se fortalecem com a atuação continuada, permanente, dos artistas e grupos, nos locais de ensaio, sejam locais fechados ou nas ruas, próximo às casas dos mestres. É ali que essas têm sua base e suas principais condições de sustentabilidade. As crianças e os jovens, que serão os futuros responsáveis por essas manifestações, as aprendem nos bairros e nas comunidades, vendo os mestres e os mais velhos.
O fomento às Culturas Populares junto a suas comunidades também contribui para elevar a auto-estima de participantes dos grupos e dos moradores, ao perceberem que seu bairro e moradores de sua rua, de sua vizinhança, de sua comunidade, estão sendo valorizados. Para além disso, os órgãos públicos devem garantir que as comunidades tradicionais viverão em condições de sobrevivência digna em seu território, respeitando suas formas específicas de fazer, seus modos de vida, suas expressões culturais, seus ofícios tradicionais e demais relações construídas no e com o espaço em que vivem.
A valorização do artista popular tradicional passa por um pagamento de cachê digno, condições de tempo necessário de apresentação, estrutura, espaço físico e equipamentos adequados à realidade de cada grupo ou artista popular e, acima de tudo, tratamento respeitoso por parte de todos os envolvidos nos processos de contratação, produção, serviços técnicos, antes, durante e depois das apresentações.
Os valores propostos para pagamento pelas apresentações devem garantir o mínimo de dignidade aos artistas e grupos populares, sem, contudo, impedir que eles possam participar dos mesmos critérios que o mercado cultural permite a outros artistas, em que os cachês podem ser cobrados / pagos conforme a valorização dos mesmos, podendo aumentar de acordo com a demanda por suas apresentações.
Diante de um quadro histórico de ausência de ações governamentais consistentes e continuadas, no âmbito do Estado e dos Municípios da Paraíba, destinadas à preservação, manutenção e fomento das Culturas Populares Tradicionais, os participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba tornam público e apresentam as seguintes propostas de políticas públicas para serem adotadas pelos governos municipais, estadual, fundações e demais entidades dedicadas à cultura do nosso Estado:
1. Promover eventos de cultura popular que valorizem a cultura viva nos bairros e nas comunidades, para permitir que a população tenha conhecimento e valorize a sua diversidade cultural.
2. Criar espaços livres para apresentações de cultura popular tradicional em eventos realizados pelos poderes públicos.
3. Estabelecer as praças, terrenos públicos vazios e congêneres em todo o Estado da Paraíba como territórios livres para a cultura, permitindo apresentações artísticas sem necessidade de autorizações prévias de órgãos públicos; caso haja algum conflito de interesses entre artistas ou grupos populares, a distribuição de tempo e espaço na praça deverá ser mediada pelo órgão de cultura do município em que ela se situar ou por seu Comitê Gestor.
4. Criar um valor mínimo de cachê para apresentações de espetáculos de cultura Popular, equivalente ao de outros artistas locais, corrigido anualmente nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, tendo como referência a quantidade de pessoas envolvidas na atividade contratada. O piso seria estabelecido nas seguintes bases:
a) para apresentações de um (01) único artista ou uma dupla o valor mínimo seria de R$ 1.000,00 (um mil reais);
b) para apresentações de 3 a 5 pessoas o valor mínimo seria de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais);
c) para apresentações de grupos com mais de 5 participantes o valor mínimo seria de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais) ou R$ 60,00 (sessenta reais) por integrante até o limite de 80 integrantes por grupo, aquele cachê que fosse maior;
d) para um grupo de 100 (cem) pessoas ou mais o valor mínimo seria de R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
e) para artistas e grupos populares de fora do município, o valor mínimo seria acrescido em 40% em relação ao valor dos grupos locais como compensação pelo tempo de deslocamento, perda de dias de trabalho e despesas imprevistas. Para esses artistas e grupos se deve também fornecer antecipadamente uma ajuda de custo para cobrir as despesas de viagem (alimentação e outras), independentemente do valor do cachê já acrescido de 40%.
5. O Estado e os municípios devem fornecer uma ajuda de custo, passagem ou transporte e outros meios necessários para que mestras, mestres, brincantes, artistas e grupos de cultura Popular Tradicional viajem para outros municípios da Paraíba, para outros Estados e outros países, seja para se apresentarem, ministrarem oficinas, participarem de encontros representando a cultura Popular Tradicional da Paraíba ou se capacitarem, criando normas legais para tanto, se necessário.
6. Os artistas não devem ser obrigados a pagar o ISS antecipadamente como condição para receberem os cachês. Os órgãos públicos devem proceder como empresas ou ONGs, que, ao fazerem os pagamentos pelos serviços prestados, descontam os impostos e os recolhem. As prefeituras, aliás, já fazem isso com relação ao INSS e IRPF, e por isso é perfeitamente possível a elas recolherem os impostos a seus próprios cofres.
7. Os órgãos públicos e privados, como forma de respeito, devem pagar os cachês aos grupos e artistas populares antecipadamente ou no momento das apresentações, dispensando o mesmo tratamento que é dado aos artistas de renome.
8. Como forma de incentivar e priorizar a cultura popular tradicional, que historicamente tem sido pouco contemplada, quando não excluída, pelas ações governamentais na área da cultura, deve haver a isenção de impostos ou estabelecimento de alíquota zero para os artistas e grupos de cultura popular tradicionais, até um limite de valor de cachê. A isenção ou redução de alíquotas deve começar pelo ISS e Empreender, que devem constituir o início de uma campanha para conseguir o mesmo com relação aos demais impostos municipais, estaduais e federais. O Fórum recomenda que o município de João Pessoa, por ser a capital do Estado, seja o primeiro a adotar a isenção ou a redução de alíquotas como forma de dar o exemplo para os demais municípios da Paraíba.
9. Os órgãos públicos ou privados contratantes devem:
a) cobrir todas as despesas de transporte dos artistas ou grupos populares, de seus figurinos, adereços, cenários, instrumentos e equipamentos;
b) garantir espaços adequados e seguros (camarim) com energia elétrica, ventilação, água potável, pias, sanitários, cadeiras e mesas para que mestras, mestres, brincantes e artistas possam se preparar e concentrar para realizar as suas atividades culturais e guardar seus instrumentos e outros materiais necessários a suas apresentações; estes locais deverão ter espaços separados por paredes ou divisórias que garantam a privacidade necessária aos artistas para a troca de roupas;
c) fornecer sempre aos artistas e grupos, água mineral no momento das apresentações e, antes ou depois delas, um lanche, de acordo com a quantidade dos integrantes dos grupos;
d) garantir hospedagem e alimentação digna para artistas e grupos de cultura popular de outras localidades e/ou municípios convidado; se for de interesse dos artistas, garantir o seu retorno imediato;
e) garantir aos artistas e grupos populares o tempo mínimo de uma hora de apresentação; além disso, do mesmo modo que deve haver equidade de cachê, também deve haver equilíbrio com relação ao tempo disponível para apresentações de artistas locais e de artistas populares tradicionais; não se pode admitir o ato extremamente desrespeitoso de desligar os microfones ou a iluminação enquanto os artistas estão se apresentando;
f) disponibilizar antes do início das apresentações equipamentos de som e luz com qualidade suficiente para permitir a valorização do trabalho dos artistas e grupos populares; uma quantidade adequada de microfones sem fio, especialmente para grupos de dança, é indispensável; deve haver equipamentos de reserva, para suprir aqueles que eventualmente venham a apresentar defeito; os responsáveis pela organização dos eventos devem também dar assistência aos artistas populares para garantir que tenham boas condições técnicas de apresentação;
g) os locutores e técnicos de som que atuem em todo e qualquer evento com participação de artistas e grupos da cultura popular tradicional devem ser orientados a não interferir com falas, conversas ou sons paralelos às apresentações desses artistas. Devem proceder do mesmo modo que o fazem em apresentações de artistas reconhecidos e veiculados pela mídia, sejam de âmbito local, nacional ou internacional, ou seja, deixar que atuem sem interferências externas à atuação desses artistas;
h) os responsáveis pelos eventos devem fazer uma apresentação que forneça ao público informações pertinentes sobre os grupos e as atividades que realizam, fornecidas de uma forma que valorize seu trabalho e sua arte; isso deve ser feito antes das apresentações, para evitar interferências indevidas no momento em que elas ocorrem;
i) cumprir e respeitar integralmente os termos acordados com o artista popular tradicional, quanto ao pagamento, às condições de transporte e de apresentação; não se deve reduzir o tempo de apresentação estipulado e é simplesmente inaceitável convidar um artista popular e não permitir que se apresente; o pagamento do cachê combinado, nesses casos, é obrigatório, mas não autoriza o desrespeito que consiste em convidar o artista e depois não lhe permitir a apresentação;
j) não se deve isolar os grupos e artistas populares do público através de grades ou cordões de isolamento, a não ser que isso seja solicitado por eles.
10. Estabelecer o valor mínimo de R$ 50,00 por hora/aula, corrigidos anualmente, nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, para as oficinas, cursos e/ou palestras que os mestres venham a dar, além de garantir o fornecimento de todo o material e condições necessárias para a implementação das atividades.
11. Quando necessário, garantir a presença de um mediador para a realização das oficinas, sendo os organizadores responsáveis pelo cachê dos mesmos.
12. Privilegiar as formas de expressão tradicionais nas programações de cultura popular nos eventos promovidos pelos órgãos públicos municipais, estadual e federal, oferecendo a elas maior tempo e melhores horários nas programações, bem como identificar claramente os grupos parafolclóricos que ocasionalmente tenham sido incluídos nos eventos.
13. Na concessão de espaço para barracas, quiosques e ambulantes nos eventos públicos, privilegiar as expressões culturais tradicionais como comidas típicas, brinquedos e artesanato tradicionais, folhetos de cordel, entre outros, dando-lhes prioridade na concessão de espaços e isenção de pagamento de quaisquer tipos de tributos ou outros custos.
14. Os organizadores dos eventos em que se apresentem artistas ou grupos da cultura popular tradicional devem disponibilizar um espaço adequado e de grande visibilidade, como quiosque, barraca ou tenda, para a exposição e venda de CDs, DVDs e outros produtos desses artistas. Também deverá ser responsabilidade dos organizadores disponibilizar pessoas encarregadas das vendas e do atendimento nesses locais.
15. As campanhas institucionais dos poderes públicos devem ser vinculadas às identidades culturais locais, ressaltando as culturas populares tradicionais. Sendo assim, as expressões culturais locais devem ser assumidas como marcas de identidade do estado da Paraíba e de cada município.
16. Criar campanhas publicitárias, para a valorização da cultura Popular em toda a sua diversidade, pelos poderes públicos do Estado e dos municípios.
17. Dar o mesmo espaço de participação, destaque e valorização aos artistas de cultura popular na mesma medida dos demais (música, teatro, artes visuais, cinema, etc.) na publicidade de eventos que tenham a participação da cultura Popular Tradicional.
18. Os grupos de cultura Popular Tradicional deverão ter tratamento privilegiado em relação aos grupos parafolclóricos, seja nas campanhas publicitárias ou nas apresentações culturais.
19. Criar cargo específico nas instâncias dos executivos municipal e estadual para o desenvolvimento das políticas públicas para as culturas populares e garantir a presença de uma pessoa com comprovada atuação nesse campo e que seja reconhecida como tal por artistas e grupos de cultura popular tradicional.
20. Garantir verbas específicas para a execução de políticas públicas voltadas às Culturas Populares Tradicionais, no âmbito do Estado e dos municípios.
21. Criar instâncias de assessoria técnica, contábil e jurídica nos órgãos municipais e estaduais para a elaboração de projetos e inscrição de artistas, produtores culturais e mestres de cultura popular em editais públicos e para a prestação de contas de projetos financiados por organizações públicas e/ou privadas.
22. Criar editais específicos para as Culturas Populares Tradicionais e quotas para elas nos demais editais.
23. Não contratar nem promover artistas, estudiosos, articuladores e produtores culturais que desrespeitem os direitos de mestras, mestres, artistas e grupos da cultura Popular Tradicional, fazendo apropriação indébita, deixando de recolher direitos autorais devidos, ou não informando adequada e detalhadamente em suas produções (CDs, DVDs, músicas disponíveis na Internet, shows etc.) a autoria e região de origem de poemas, músicas e outras expressões culturais que estejam interpretando ou tenham inserido naquelas produções.
24. Criar instrumentos que possibilitem a denúncia das práticas relacionadas no tópico anterior e de outras que sejam anti-éticas ou prejudiquem os grupos e artistas populares tradicionais, seja disponibilizando números de telefone ou canais através da Internet para isso, criando ouvidorias ou acrescentando esta atribuição às ouvidorias já existentes em órgãos públicos e outras instituições.
25. Nos julgamentos de editais, atribuição de prêmios em concurso e outras formas de premiação ou seleção para recebimento de apoio e verbas, formar os comitês e comissões com pessoas que tenham capacitação para avaliar as expressões culturais populares, convocando, se necessário, especialistas para realizar estas tarefas ou assessorar os encarregados de realizá-las.
26. Garantir a instalação do Centro de Referência de cultura Popular da Paraíba, conforme projeto original desenvolvido pela Comissão de Elaboração do Projeto junto à Subsecretaria de cultura do Estado da Paraíba, seguindo os princípios de transparência das ações e das contas, da moralidade pública e da democracia na disponibilização do acesso e circulação dos bens culturais.
27. Criar a Secretaria de cultura do Estado da Paraíba com dotação orçamentária própria, a ser incluída imediatamente na LDO de 2010, sem a qual qualquer proposta torna-se vazia, para articular as ações dos órgãos públicos de cultura já existentes ou realizadas por outras secretarias.
28. Criar Secretarias exclusivamente de cultura no âmbito dos municípios da Paraíba, com dotação orçamentária específica.
29. Garantir, ns Conselhos Estadual e Municipais de cultura, bem como outros órgãos consultivos ou deliberativos relacionados à cultura, representação paritária da sociedade civil e do governo. com uma participação significativa de representantes das culturas populares tradicionais; os representantes da sociedade civil devem ser escolhidos por suas instâncias de representação e não pelos governantes.
30. Modificar a Lei Canhoto da Paraíba, com ampliação do número de vagas, priorizando os mestres da cultura Popular Tradicional ou criar lei específica para eles, a exemplo das leis de patrimônio vivo existentes em outros estados da federação. O processo de revisão e/ou criação de nova lei deve incluir audiências públicas com ampla divulgação, inclusive nas instâncias onde se manifestam as formas de cultura Popular Tradicional, que garantam um debate público e democrático.
31. As ações relacionadas à cultura, por mais bem intencionadas e mesmo mais bem formuladas e executadas que sejam, são insuficientes se forem pontuais, esporádicas, descontínuas, como tem ocorrido na Paraíba, em âmbito estadual e também municipal. O Estado e os municípios paraibanos devem estabelecer políticas culturais, discutidas com a participação dos artistas populares e outros interessados, voltadas para a população. Definidas as diretrizes destas políticas, elas devem ser formalizadas em documento e tornadas normativas, com caráter de política estatal, coerente, duradoura e de observância obrigatória pelos agentes públicos.
32. O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba conclama outros movimentos sociais e culturais, bem como todos os demais interessados, a apoiar este documento, o que não impede que venham também a elaborar suas próprias propostas de política cultural.
Participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba
João Pessoa, 03 de julho de 2010
Leia Mais: Carta Aberta - Fórum Estadual de Cultura Popular da Paraíba | Cultura no portalcapoeira.com
sábado, 31 de julho de 2010
2ª Tarde Flamenca
No dia 20 de agosto o Ponto de Cultura Entre Morros realiza a 2ª Edição da Tarde Flamenca, que contará com a participação da bailaora Renata Nahssen,tendo como objetivo proporcionar a comunidade do Jardim Oratório a vivência da arte flamenca, o público poderá desfrutar de comidas típicas, apresentações de dança flamenca e outras atrações.
O flamenco surgiu da miscigenação cultural de vários povos: andaluzes, judeus, indianos, árabes e ciganos que se instalaram no Sul da Espanha, embora haja alguma semelhança com o sapateado, a simbologia dos paços é diferente. Até os dias de hoje, a dança flamenca passou por várias transformações, recebendo diversos elementos em sua manifestação, como o cajon e a guitarra.
A Companhia Quartum Crescente pesquisa há 10 anos a arte flamenca, já tendo montado dois espetáculos com esta temática, além de ter participado do Festival Internacional de Flamenco de São José dos Campos.
Serviço
2ª Tarde Flamenca
Data: 20 de agosto de 2010.
Horário: a partir das 14h
Local: Espaço de Artes Quartum Crescente/Ponto de Cultura Entre Morros - Travessa Rio de Contas, 269 - Jardim Oratório - Mauá/SP 11 4519-5948/7874-2986.
Preço: Gratuito
O flamenco surgiu da miscigenação cultural de vários povos: andaluzes, judeus, indianos, árabes e ciganos que se instalaram no Sul da Espanha, embora haja alguma semelhança com o sapateado, a simbologia dos paços é diferente. Até os dias de hoje, a dança flamenca passou por várias transformações, recebendo diversos elementos em sua manifestação, como o cajon e a guitarra.
A Companhia Quartum Crescente pesquisa há 10 anos a arte flamenca, já tendo montado dois espetáculos com esta temática, além de ter participado do Festival Internacional de Flamenco de São José dos Campos.
Serviço
2ª Tarde Flamenca
Data: 20 de agosto de 2010.
Horário: a partir das 14h
Local: Espaço de Artes Quartum Crescente/Ponto de Cultura Entre Morros - Travessa Rio de Contas, 269 - Jardim Oratório - Mauá/SP 11 4519-5948/7874-2986.
Preço: Gratuito
quinta-feira, 29 de julho de 2010
MOSTRA VÍDEO ÍNDIO BRASIL 2010 no Amapá
Acontece de 31 de julho a 07 de agosto 18h a Mostra Vídeo Indio Brasil. Levaremos a mostra para exibir na nossa comunidade ribeirinha Carmo do Macacoari, Itaubal/AP. E em Macapá, meu amigo Tuto, do Audiovisual e do Univercinema está coordenando a Mostra que será no CINESESC ARAXÁ. Acompanhe aí os detalhes:
- Endereço do local do evento: Rua Jovino di Noa, nº 4311, Bairro: Beirol - Macapá-AP.
- Programação: Mostra tela Verde Mostra Nacional Simultânea, Debates sobre a questão indigena no Amapá
- Contato local: negraface@gmail.com 8140-5902 (Tuto Pessoa)
Macapá está em meio a aldeia global, no extremo Norte brasileiro. Aqui se encontram povos de etinias e cores das mais diversas. Nesse contexto vimos a realização do Video Índio Brasil mostrar outros olhos e olhares, cores e mares. Nessas histórias, também nossas, queremos nos encontrar, ir ao encontro do outro. Sejam bem vindos!
A parceria entre o SESC-AP, com a Universidade Federal do Amapá - Unifap, por meio do Projeto Univercinema vem possibilitar ao grande público assistir e contribuir com a difusão da cultura indigena brasileira ao realizar a mostra nacional Vídeo Índio Brasil - VIB2010, pela primeira vez em nosso Estado em conjunto com mais 110 cidades.
Sítio oficial http://www.videoindiobrasil.org.br/
- Endereço do local do evento: Rua Jovino di Noa, nº 4311, Bairro: Beirol - Macapá-AP.
- Programação: Mostra tela Verde Mostra Nacional Simultânea, Debates sobre a questão indigena no Amapá
- Contato local: negraface@gmail.com 8140-5902 (Tuto Pessoa)
Macapá está em meio a aldeia global, no extremo Norte brasileiro. Aqui se encontram povos de etinias e cores das mais diversas. Nesse contexto vimos a realização do Video Índio Brasil mostrar outros olhos e olhares, cores e mares. Nessas histórias, também nossas, queremos nos encontrar, ir ao encontro do outro. Sejam bem vindos!
A parceria entre o SESC-AP, com a Universidade Federal do Amapá - Unifap, por meio do Projeto Univercinema vem possibilitar ao grande público assistir e contribuir com a difusão da cultura indigena brasileira ao realizar a mostra nacional Vídeo Índio Brasil - VIB2010, pela primeira vez em nosso Estado em conjunto com mais 110 cidades.
Sítio oficial http://www.videoindiobrasil.org.br/
E a leitura vai morrendo pelo caminho
Soube, hoje, do encerramento das atividades do LEIA BRASIL. Não posso deixar de vir a público para expressar a minha imensa tristeza diante deste acontecimento. Ao mesmo tempo, para demonstrar a minha intranquilidade a respeito do destino da leitura neste país.
Ao longo de minhas lutas por mais e melhores leituras para o povo brasileiro, sempre defendi a necessidade de uma "frente" constituída por uma grande - e diversa - quantidade de entidades (públicas e privadas) voltadas ao estudo e à promoção da leitura. A razão é mais do que óbvia: a vergonhosa, a horripilante paisagem que atualmente resulta dos descuidos e descasos dos governos brasileiros em relação ao desenvolvimento das práticas de leitura.
Em 2010, terceiro milênio, em meio às sociedades de informação e do conhecimento, o Brasil apresenta o terceiro PIOR nível de desigualdade de renda do mundo e um quadro sombrio expressando o número de leitores reais. A ferida do analfabetismo continua estuporada. Os iletrados funcionais representam quase a metade da população do país. A débil e debilitada rede de bibliotecas (públicas e escolares) nem de leve, nem de longe alimenta a promoção da leitura. Isto tudo a despeito dos incessantes - mas descontínuos, burocratizados e depauperados - programas de enfrentamento dessa questão.
Um dos efeitos básicos da leitura é a qualificação, para melhor, das decisões e ações dos indivíduos, robustecendo-lhes a cidadania. Outros países sabem disso e não perdem de vista o decisivo apoio aos trabalhos das entidades que indistintamente preservam e dinamizam os seus bens culturais escritos junto à população. No Brasil, infelizmente, ou se repete o erro de repetir políticas caolhas de apoio ao que não dá e nunca deu certo, ou se vira a cara para assistir, de camarote, talvez cinicamente rindo por dentro, à morte e ao sepultamento de importantes entidades culturais.
O valor do LEIA BRASIL advém da continuidade da iniciativa pioneira de Mário de Andrade de itinerar a leitura por entre escolas e comunidades através de caminhões. Um trabalho com professores e com estudantes de toda a comunidade escolar visitada para descobrir e experimentar algumas delícias do ato de ler. Advém também de um conjunto considerável de publicações (Leituras Compartilhadas, coleções de livros, CDs, DVDs, entrevistas, filmagens, etc.), de um poderoso portal de serviços pela Internet, de significativa participação em eventos nas várias regiões do país, de estudos e pesquisas, etc. Quer dizer, a entidade consolidou, historicamente, um "patrimônio" importantíssimo sobre as dinâmicas e os processos de leitura no Brasil - um patrimônio que seguramente vai pro brejo por falta de um olhar de natureza solidária, profissional, sensível dos organismos de apoio ou de patrocínio.
Não quero discutir e nem condenar as razões que levaram Jason Prado, o idealizador e coordenador do LEIA BRASIL, a essa decisão. Quero, isto sim, evidenciar aos leitores deste texto que a morte de uma entidade representa não apenas a permanência do nosso evidente atraso cultural na área, mas fundamentalmente o imenso desvio dos rumos que nos conduzem à conquista do direito à leitura, o que o fundo e à inversa, significa o alastramento da idiotice - ou muita esperteza cínica - nas esferas responsáveis pela educação e cultura no Brasil. E, por tabela ou como reflexo, o alastramento da idiotice por toda a sociedade.
EZEQUIEL THEODORO DA SILVA
Cidadão brasileiro, "de luto"
Ao longo de minhas lutas por mais e melhores leituras para o povo brasileiro, sempre defendi a necessidade de uma "frente" constituída por uma grande - e diversa - quantidade de entidades (públicas e privadas) voltadas ao estudo e à promoção da leitura. A razão é mais do que óbvia: a vergonhosa, a horripilante paisagem que atualmente resulta dos descuidos e descasos dos governos brasileiros em relação ao desenvolvimento das práticas de leitura.
Em 2010, terceiro milênio, em meio às sociedades de informação e do conhecimento, o Brasil apresenta o terceiro PIOR nível de desigualdade de renda do mundo e um quadro sombrio expressando o número de leitores reais. A ferida do analfabetismo continua estuporada. Os iletrados funcionais representam quase a metade da população do país. A débil e debilitada rede de bibliotecas (públicas e escolares) nem de leve, nem de longe alimenta a promoção da leitura. Isto tudo a despeito dos incessantes - mas descontínuos, burocratizados e depauperados - programas de enfrentamento dessa questão.
Um dos efeitos básicos da leitura é a qualificação, para melhor, das decisões e ações dos indivíduos, robustecendo-lhes a cidadania. Outros países sabem disso e não perdem de vista o decisivo apoio aos trabalhos das entidades que indistintamente preservam e dinamizam os seus bens culturais escritos junto à população. No Brasil, infelizmente, ou se repete o erro de repetir políticas caolhas de apoio ao que não dá e nunca deu certo, ou se vira a cara para assistir, de camarote, talvez cinicamente rindo por dentro, à morte e ao sepultamento de importantes entidades culturais.
O valor do LEIA BRASIL advém da continuidade da iniciativa pioneira de Mário de Andrade de itinerar a leitura por entre escolas e comunidades através de caminhões. Um trabalho com professores e com estudantes de toda a comunidade escolar visitada para descobrir e experimentar algumas delícias do ato de ler. Advém também de um conjunto considerável de publicações (Leituras Compartilhadas, coleções de livros, CDs, DVDs, entrevistas, filmagens, etc.), de um poderoso portal de serviços pela Internet, de significativa participação em eventos nas várias regiões do país, de estudos e pesquisas, etc. Quer dizer, a entidade consolidou, historicamente, um "patrimônio" importantíssimo sobre as dinâmicas e os processos de leitura no Brasil - um patrimônio que seguramente vai pro brejo por falta de um olhar de natureza solidária, profissional, sensível dos organismos de apoio ou de patrocínio.
Não quero discutir e nem condenar as razões que levaram Jason Prado, o idealizador e coordenador do LEIA BRASIL, a essa decisão. Quero, isto sim, evidenciar aos leitores deste texto que a morte de uma entidade representa não apenas a permanência do nosso evidente atraso cultural na área, mas fundamentalmente o imenso desvio dos rumos que nos conduzem à conquista do direito à leitura, o que o fundo e à inversa, significa o alastramento da idiotice - ou muita esperteza cínica - nas esferas responsáveis pela educação e cultura no Brasil. E, por tabela ou como reflexo, o alastramento da idiotice por toda a sociedade.
EZEQUIEL THEODORO DA SILVA
Cidadão brasileiro, "de luto"
Marcadores:
EZEQUIEL THEODORO DA SILVA,
LEIA BRASIL,
LEITURA CRÍTICA
DESSANA, A FORÇA DE UMA ETNIA
por Sinvaline · Uruaçu, GO
publicado em http://www.overmundo.com.br/overblog/dessana-a-forca-de-uma-etnia
A etnia Dessana tem sua origem no Alto Rio Negro, ás margens do rio Tiquié, bem perto da fronteinas com a Bolívia.
O pajé curandeiro Kisibi Kumu orgulhoso do fortalecimento de sua cultura fala de detalhes da trajetória milenar da etnia. Ele faz questão de dizer que o relato é baseado em tudo que aprendeu com seus pais e avós, uma tradição que ele com muita luta tenta conservar.
Atualmente eles residem no baixo Rio Negro numa área própria e até pagam impostos. Sobrevivem do turismo, artesanato e outras sabedorias indígenas, não possuem assistência da FUNAI. Dentista é particular, quanto as outras doenças são tratadas pela sabedoria do Paje Curandeiro Kissibi Kumu.
Estão em Manaus desde 1995, porem o Pajé lembra que seus pais, avós ficaram no cemitério da Missão São João Bosco, no Alto Rio Negro . Ele se entristece quando fala sobre Pari Cachoeira:
- Os padres chegaram eu era menino, tentaram nos catequizar, acabaram com nossa cultura nos obrigaram a rezar. Nossa riqueza, tradição tomaram tudo falando que era “coisa do diabo”, pecado mortal, hoje cobram 20 dólares por turista para ver nossos instrumentos no museu de Manaus.
Segundo a filha do pajé, Dyakapiro (sereia da água), os padres chegaram para catequizar os índios, separaram os rapazes e moças para não “pecarem” e levaram para o internato onde eles trabalhavam serviço pesado debaixo de leis rígidas. Em caso de desobediência eram castigados com régua de madeira ou então com um barbante amarrado na língua.
Pari Cachoeira se tornou uma cidade católica, os instrumentos indígenas foram recolhidos e estão em Manaus no museu até os dias de hoje. A casa indígena ficou conhecida por Maloca junção de mal e oca, devido aos rituais indígenas considerados “coisas do demônio”.
Dyakapiro diz que ouve histórias dos mais velhos como a do exército que construiu três quartéis e os soldados engravidaram muitas índias.
O pai completa:
- Mas eu recuperei tudo, fiz novos instrumentos, ensino a música, a comida para minha família e tenho orgulho disso, não tenho medo de “morrer queimado no fogo” como diziam os padres.
O Pajé Kissibi participou do filme Tainá I e já gravou a participação no Tainá III como pajé curandeiro que espanta o espírito mau e resgata a natureza.
A crença Dessana sobre a morte é bem interessante, assim ele explica:
- Quando morre o corpo fica na terra, a alma vai para cima e a sombra volta para sua origem. Borika (Deus), mora no espaço e nós somos um pouco Dele, quando morre volta e a sombra continua na Terra, por isso temos a força dos antepassados.
Uma longa tragada no cachimbo e conclui:
- Se não existisse essa sombra, os indígenas não existiriam mais na Terra. Essa sombra que ensina os remédios com plantas, as orações tradicionais. O branco marca tudo no papel, o índio tem tudo na cabeça.
Continua:
- Aprendi aos 10 anos de idade as rezas tradicionais com meu pai. Toda noite ele me ensinava até as três da manhã durante um ano. E depois fazia a prova e me dizia: “Filho agora voce vai ser o professor: me conte tudo o que ensinei pra ver se aprendeu”.
Segundo ele a origem Dessana é milenar e começou no Rio de Janeiro nos morros. Seus antepassados eram invisíveis até que Borika construiu uma canoa de cobra onde foram embarcados 26 etnias diferentes tendo a Dessana como cabeça.
Desceram pelo leito do rio saindo do Rio de Janeiro até o rio Uaupés e na Cachoeira Ipanoré eles saíram em quatro buracos e ganharam forma humana.
Olhando para o céu ele diz:
- Logo depois do dilúvio Borika fincou o bastão no centro do mundo e marcou Norte, Sul, Leste e Oeste e em círculos o território indígena, por isso para os indígenas o mundo não tem fronteiras, eles são os pioneiros da Terra.
Nesse espaço perto de Manaus eles resistem conservando sua cultura. O pajé reconstruiu quase todos os instrumentos:
- Como eu vi meus pais fazendo, vou lembrando e construindo. Fico triste porque os padres nos ensinaram que não podia mentir, roubar... mas eles roubaram nossos instrumentos dizendo que iam queimar e hoje estão no museu do Indio em Manaus rendendo dinheiro para eles.
Os Dessana possuem regras que o Pajé tenta dar continuidade: o casamento entre indígenas com o parceiro escolhido por ele, só que a filha diz:
- Não sei se vai dar certo nos casar com índio, pode ser...Gosto de viver onde estou, sou feliz aqui, mas a escolha do parceiro deve ser minha com índio ou branco.
Para Kissibi Kumu o homem branco tentou mudar a cultura indígena no início, mas atualmente há uma troca de idéias favorável a branco e índio. Exemplo do celular, computador, internet. Se o indígena souber usar lhe será útil, porem existem coisas que atrapalham e em sua concepção a pior é a bebida alcoólica, pois o índio não sabe lidar com ela.
No Encontro de Culturas na Aldeia Multietnica os Dessana apresentam seus rituais com muita classe e orgulho, são exemplo de persistência, de união e força.
publicado em http://www.overmundo.com.br/overblog/dessana-a-forca-de-uma-etnia
A etnia Dessana tem sua origem no Alto Rio Negro, ás margens do rio Tiquié, bem perto da fronteinas com a Bolívia.
O pajé curandeiro Kisibi Kumu orgulhoso do fortalecimento de sua cultura fala de detalhes da trajetória milenar da etnia. Ele faz questão de dizer que o relato é baseado em tudo que aprendeu com seus pais e avós, uma tradição que ele com muita luta tenta conservar.
Atualmente eles residem no baixo Rio Negro numa área própria e até pagam impostos. Sobrevivem do turismo, artesanato e outras sabedorias indígenas, não possuem assistência da FUNAI. Dentista é particular, quanto as outras doenças são tratadas pela sabedoria do Paje Curandeiro Kissibi Kumu.
Estão em Manaus desde 1995, porem o Pajé lembra que seus pais, avós ficaram no cemitério da Missão São João Bosco, no Alto Rio Negro . Ele se entristece quando fala sobre Pari Cachoeira:
- Os padres chegaram eu era menino, tentaram nos catequizar, acabaram com nossa cultura nos obrigaram a rezar. Nossa riqueza, tradição tomaram tudo falando que era “coisa do diabo”, pecado mortal, hoje cobram 20 dólares por turista para ver nossos instrumentos no museu de Manaus.
Segundo a filha do pajé, Dyakapiro (sereia da água), os padres chegaram para catequizar os índios, separaram os rapazes e moças para não “pecarem” e levaram para o internato onde eles trabalhavam serviço pesado debaixo de leis rígidas. Em caso de desobediência eram castigados com régua de madeira ou então com um barbante amarrado na língua.
Pari Cachoeira se tornou uma cidade católica, os instrumentos indígenas foram recolhidos e estão em Manaus no museu até os dias de hoje. A casa indígena ficou conhecida por Maloca junção de mal e oca, devido aos rituais indígenas considerados “coisas do demônio”.
Dyakapiro diz que ouve histórias dos mais velhos como a do exército que construiu três quartéis e os soldados engravidaram muitas índias.
O pai completa:
- Mas eu recuperei tudo, fiz novos instrumentos, ensino a música, a comida para minha família e tenho orgulho disso, não tenho medo de “morrer queimado no fogo” como diziam os padres.
O Pajé Kissibi participou do filme Tainá I e já gravou a participação no Tainá III como pajé curandeiro que espanta o espírito mau e resgata a natureza.
A crença Dessana sobre a morte é bem interessante, assim ele explica:
- Quando morre o corpo fica na terra, a alma vai para cima e a sombra volta para sua origem. Borika (Deus), mora no espaço e nós somos um pouco Dele, quando morre volta e a sombra continua na Terra, por isso temos a força dos antepassados.
Uma longa tragada no cachimbo e conclui:
- Se não existisse essa sombra, os indígenas não existiriam mais na Terra. Essa sombra que ensina os remédios com plantas, as orações tradicionais. O branco marca tudo no papel, o índio tem tudo na cabeça.
Continua:
- Aprendi aos 10 anos de idade as rezas tradicionais com meu pai. Toda noite ele me ensinava até as três da manhã durante um ano. E depois fazia a prova e me dizia: “Filho agora voce vai ser o professor: me conte tudo o que ensinei pra ver se aprendeu”.
Segundo ele a origem Dessana é milenar e começou no Rio de Janeiro nos morros. Seus antepassados eram invisíveis até que Borika construiu uma canoa de cobra onde foram embarcados 26 etnias diferentes tendo a Dessana como cabeça.
Desceram pelo leito do rio saindo do Rio de Janeiro até o rio Uaupés e na Cachoeira Ipanoré eles saíram em quatro buracos e ganharam forma humana.
Olhando para o céu ele diz:
- Logo depois do dilúvio Borika fincou o bastão no centro do mundo e marcou Norte, Sul, Leste e Oeste e em círculos o território indígena, por isso para os indígenas o mundo não tem fronteiras, eles são os pioneiros da Terra.
Nesse espaço perto de Manaus eles resistem conservando sua cultura. O pajé reconstruiu quase todos os instrumentos:
- Como eu vi meus pais fazendo, vou lembrando e construindo. Fico triste porque os padres nos ensinaram que não podia mentir, roubar... mas eles roubaram nossos instrumentos dizendo que iam queimar e hoje estão no museu do Indio em Manaus rendendo dinheiro para eles.
Os Dessana possuem regras que o Pajé tenta dar continuidade: o casamento entre indígenas com o parceiro escolhido por ele, só que a filha diz:
- Não sei se vai dar certo nos casar com índio, pode ser...Gosto de viver onde estou, sou feliz aqui, mas a escolha do parceiro deve ser minha com índio ou branco.
Para Kissibi Kumu o homem branco tentou mudar a cultura indígena no início, mas atualmente há uma troca de idéias favorável a branco e índio. Exemplo do celular, computador, internet. Se o indígena souber usar lhe será útil, porem existem coisas que atrapalham e em sua concepção a pior é a bebida alcoólica, pois o índio não sabe lidar com ela.
No Encontro de Culturas na Aldeia Multietnica os Dessana apresentam seus rituais com muita classe e orgulho, são exemplo de persistência, de união e força.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Livros gratuitos pela internet
Vários livros podem ser baixados gratuitamente pela internet. Um amigo-leitor indicou dois sites:
http://www.scribd.com/
http://www.4shared.com/
Usei e aprovei!!!
http://www.scribd.com/
http://www.4shared.com/
Usei e aprovei!!!
Pontos de Leitura nas Fábricas
Projeto irá atender trabalhadores de indústrias da cidade de Diadema (SP)
Começa a funcionar nesta quarta-feira , 28 de julho, a primeira ‘minibiblioteca’ em uma indústria. Uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Prefeitura de Diadema está implantando o projeto Pontos de Leitura nas Fábricas - ‘minibibliotecas’ - em que o acesso ao livro é direto, exposto em estantes baixas, com pufes para o funcionário se sentar e apreciar a obra, além de poder levá-la para casa - em dez unidades fabris da região.
Os investimentos do Programa Mais Cultura são de R$ 200 mil para a instalação dos Pontos de Leitura, que devem beneficiar 20 mil pessoas. A primeira unidade a abrir a ‘minibiblioteca’ é a da fábrica de autopeças IGP (Rua Vicente Ceccarelli, 133 - Vila Odete/Diadema (SP). O Ponto de Leitura será inaugurado às 7h, após a assembleia dos funcionários. Na sexta-feira, 30 de julho, será a vez da Legas Metal, às 14h. A Uniferco abre oficialmente seu Ponto de Leitura nas Fábricas dia 6 de agosto, às 14h, e a Uniforja, dia 26 de agosto, às 10h. Outras seis fábricas (Apis Delta, Delga, Autometal, Grupo Papaiz, TRW, e Metalpart) irão inaugurar suas ‘minibibliotecas’ até o final de agosto.
Cada Ponto de Leitura é composto por um acervo de 650 obras - exemplares de literatura brasileira, estrangeira, infantil e juvenil, DVD’s, enciclopédias, entre outros - computador e impressora. A proposta é que os trabalhadores das indústrias se sintam estimulados a ler no ambiente de trabalho, obtendo momentos de prazer, fruição e aprendizado. Além de oferecer o acesso direto aos livros, o projeto Pontos de Leitura nas Fábricas prevê, ainda, que funcionários das empresas atuem como Agentes de Leitura que vão desenvolver atividades que estimulem os colegas a interagir com o livro e o mundo literário. O projeto conta com o apoio dos sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, dos Químicos e Construção Civil.
A Prefeitura de Diadema forneceu a capacitação aos funcionários indicados pelas empresas participantes do projeto para serem os responsáveis pela estrutura do programa dentro de suas unidades fabris. Em média, dois ou três trabalhadores por fábrica fizeram o curso de Agente de Leitura. Eles receberam orientação sobre a organização do acervo, como atender os colegas de trabalho que farão uso do espaço e como despertar o interesse pela leitura.
Com a adesão destas primeiras empresas, será possível atingir de imediato cerca de cinco mil trabalhadores. Como a proposta prevê a extensão do acesso ao acervo também pelos familiares dos trabalhadores, a estimativa é de que este número possa chegar a mais de 20 mil pessoas.
Veja o cronograma de inauguração dos Pontos de Leitura nas fábricas Diadema 2010 em:
http://www.cultura.gov.br/site/2010/07/27/pontos-de-leitura-nas-fabricas/
Começa a funcionar nesta quarta-feira , 28 de julho, a primeira ‘minibiblioteca’ em uma indústria. Uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Prefeitura de Diadema está implantando o projeto Pontos de Leitura nas Fábricas - ‘minibibliotecas’ - em que o acesso ao livro é direto, exposto em estantes baixas, com pufes para o funcionário se sentar e apreciar a obra, além de poder levá-la para casa - em dez unidades fabris da região.
Os investimentos do Programa Mais Cultura são de R$ 200 mil para a instalação dos Pontos de Leitura, que devem beneficiar 20 mil pessoas. A primeira unidade a abrir a ‘minibiblioteca’ é a da fábrica de autopeças IGP (Rua Vicente Ceccarelli, 133 - Vila Odete/Diadema (SP). O Ponto de Leitura será inaugurado às 7h, após a assembleia dos funcionários. Na sexta-feira, 30 de julho, será a vez da Legas Metal, às 14h. A Uniferco abre oficialmente seu Ponto de Leitura nas Fábricas dia 6 de agosto, às 14h, e a Uniforja, dia 26 de agosto, às 10h. Outras seis fábricas (Apis Delta, Delga, Autometal, Grupo Papaiz, TRW, e Metalpart) irão inaugurar suas ‘minibibliotecas’ até o final de agosto.
Cada Ponto de Leitura é composto por um acervo de 650 obras - exemplares de literatura brasileira, estrangeira, infantil e juvenil, DVD’s, enciclopédias, entre outros - computador e impressora. A proposta é que os trabalhadores das indústrias se sintam estimulados a ler no ambiente de trabalho, obtendo momentos de prazer, fruição e aprendizado. Além de oferecer o acesso direto aos livros, o projeto Pontos de Leitura nas Fábricas prevê, ainda, que funcionários das empresas atuem como Agentes de Leitura que vão desenvolver atividades que estimulem os colegas a interagir com o livro e o mundo literário. O projeto conta com o apoio dos sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, dos Químicos e Construção Civil.
A Prefeitura de Diadema forneceu a capacitação aos funcionários indicados pelas empresas participantes do projeto para serem os responsáveis pela estrutura do programa dentro de suas unidades fabris. Em média, dois ou três trabalhadores por fábrica fizeram o curso de Agente de Leitura. Eles receberam orientação sobre a organização do acervo, como atender os colegas de trabalho que farão uso do espaço e como despertar o interesse pela leitura.
Com a adesão destas primeiras empresas, será possível atingir de imediato cerca de cinco mil trabalhadores. Como a proposta prevê a extensão do acesso ao acervo também pelos familiares dos trabalhadores, a estimativa é de que este número possa chegar a mais de 20 mil pessoas.
Veja o cronograma de inauguração dos Pontos de Leitura nas fábricas Diadema 2010 em:
http://www.cultura.gov.br/site/2010/07/27/pontos-de-leitura-nas-fabricas/
Biblioteca Públicas: FBN/MinC realiza encontro nacional e simpósio latino-americano
Biblioteca Públicas
FBN/MinC realiza encontro nacional e simpósio latino-americano sobre o tema
A Coordenação Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (CGSNBP), da Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, realizará no período de 9 a 12 de novembro, no Auditório Machado de Assis, no Rio de Janeiro, o XVII Encontro Nacional do Sistema de Bibliotecas Públicas e o V Simpósio Latino-Americano de Bibliotecas Públicas.
O evento anual congrega bibliotecários, profissionais das áreas afins, professores, pesquisadores, estudantes e usuários interessados na temática. A programação reúne conferências de professores estrangeiros convidados; apresentação de trabalhos; lançamento de livro; e reunião com coordenadores dos Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas.
No período de 19 a 25 de agosto, a FBN/MinC estará recebendo trabalhos voltados para o tema central do evento A Biblioteca Pública e a diversidade cultural, contendo os subtemas: Gestão da Informação; Padrões para Bibliotecas Públicas; Tecnologia da Informação e Comunicação; Usuários; Academia e Biblioteca Pública.
Interessados em participar devem enviar trabalhos para o e-mail cgsnbp@bn.br, ou por Sedex para Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas/Fundação Biblioteca Nacional, Rua da Imprensa, nº16, 11º andar, Centro - Rio de Janeiro/RJ. CEP 20030-120.
As normas para apresentação de trabalhos estão disponíveis em www.bn.br. O resultado final será comunicado no dia 15 de setembro, por e-mail aos autores e no site do SNBP/FBN - www.bn.br/snbp.
(Jean Souza, FBN/MinC)
FBN/MinC realiza encontro nacional e simpósio latino-americano sobre o tema
A Coordenação Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (CGSNBP), da Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, realizará no período de 9 a 12 de novembro, no Auditório Machado de Assis, no Rio de Janeiro, o XVII Encontro Nacional do Sistema de Bibliotecas Públicas e o V Simpósio Latino-Americano de Bibliotecas Públicas.
O evento anual congrega bibliotecários, profissionais das áreas afins, professores, pesquisadores, estudantes e usuários interessados na temática. A programação reúne conferências de professores estrangeiros convidados; apresentação de trabalhos; lançamento de livro; e reunião com coordenadores dos Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas.
No período de 19 a 25 de agosto, a FBN/MinC estará recebendo trabalhos voltados para o tema central do evento A Biblioteca Pública e a diversidade cultural, contendo os subtemas: Gestão da Informação; Padrões para Bibliotecas Públicas; Tecnologia da Informação e Comunicação; Usuários; Academia e Biblioteca Pública.
Interessados em participar devem enviar trabalhos para o e-mail cgsnbp@bn.br, ou por Sedex para Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas/Fundação Biblioteca Nacional, Rua da Imprensa, nº16, 11º andar, Centro - Rio de Janeiro/RJ. CEP 20030-120.
As normas para apresentação de trabalhos estão disponíveis em www.bn.br. O resultado final será comunicado no dia 15 de setembro, por e-mail aos autores e no site do SNBP/FBN - www.bn.br/snbp.
(Jean Souza, FBN/MinC)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Liberdade por Ferréz
De 1a ponta a outra do globo viajar voar, deslizar por uma montanha, escalar um iceberg um canto do mundo inexplorado um planeta solitário, uma casa de madeira, abdução alienígena uma ilha com 2 pessoas você de manhã, e outra você de tarde sem cercas, cobranças jogando bola descalço mais feliz que os cheios de $ e logos mais feliz em plena tarde de domingo não está confinado, nem no condomínio fechado nem no barraco.
Uma visita inesperada, é ela, ela chegou e trouxe a paz entrar no oculto um pensamento sem carga uma ideia desbaratinada sem pensar demais para falar, sem imaginar quem vai ouvir, o que vai achar não precisar prestar conta ser feliz de ponta a ponta desapegar, deixar de comprar deixar de colecionar coisas que só te fazem cansar existência livre, como era o fator primordial existir sem culpa como era antes o principal sem precisar usar a palavra maldita “politicagem”.
Para ler o texto completo e outras matérias confira a edição de julho da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou acesse http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=revista&id=145&iditens=671
Uma visita inesperada, é ela, ela chegou e trouxe a paz entrar no oculto um pensamento sem carga uma ideia desbaratinada sem pensar demais para falar, sem imaginar quem vai ouvir, o que vai achar não precisar prestar conta ser feliz de ponta a ponta desapegar, deixar de comprar deixar de colecionar coisas que só te fazem cansar existência livre, como era o fator primordial existir sem culpa como era antes o principal sem precisar usar a palavra maldita “politicagem”.
Para ler o texto completo e outras matérias confira a edição de julho da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou acesse http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=revista&id=145&iditens=671
Não perca: Entrevista com Frei Betto na Revista Caros Amigos de Julho/2010
Divulgo a entrevista com Frei Betto, na Caros Amigos de julho/2010. Suas avaliações sobre o atual governo ganham força, pois ele, em determinado momento, fez parte do atual governo, além de ser amigo pessoal de Lula.
Uma avaliação crítica de quem sabe o que está falando, sem paixões partidárias.
Vale o prazer da leitura.
fonte http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=revista&id=145&iditens=675
Entrevista Frei Betto:
"O Brasil se tornou o paraíso do capital especulativo"
Participaram: Gabriela Moncau, Hamilton Octavio de Souza, Lúcia Rodrigues e Tatiana Merlino.
Frade dominicano, jornalista, escritor, autor de 52 livros, Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto, foi militante contra a ditadura civil-militar, ajudou na fundação da CUT e do PT. Foi assessor da Presidência da República para assuntos sociais, onde coordenou o programa Fome Zero. Nesta entrevista, Betto fala sobre o período em que trabalhou como jornalista, a chegada do PT ao poder, os rumos da esquerda do país e sobre o governo Lula. Para ele, embora o governo atual seja “o melhor da história republicana do Brasil”, o PT e um grupo hegemônico que o comanda “trocaram um projeto de Brasil por um projeto de poder”. Entre as lições que aprendeu no período em que esteve no Planalto, uma delas é que “o governo é que nem feijão, só funciona na panela de pressão”.
Caros Amigos - Hamilton Octavio de Souza - Fale sobre você, onde nasceu, onde estudou, como começou a ter militância?
Frei Betto - Sou mineiro, e como diz o Drummond, a gente sai de Minas, mas Minas não sai da gente. Meu pai era advogado e terminou a sua vida profissional como juiz. Era homem de extrema direita e terminou de extrema esquerda. A única vez que saiu do Brasil foi para ir a Cuba. A minha mãe é uma especialista em culinária, tem oito livros de culinária, entre eles o “Fogão de Lenha, trezentos anos de cozinha mineira”. É considerada a maior especialista nesse tema no Brasil. Éramos oito irmãos; um já faleceu, o mais novo.
Hamilton Octavio de Souza - De que cidade de Minas?
Todos de Belo Horizonte. É um caso raro em uma cidade que tem pouco mais de 100 anos. Meus pais também nasceram em Belo Horizonte. Mais raro ainda: os dois e os oito filhos estudaram no mesmo grupo escolar Barão do Rio Branco, que há pouco fez 90 anos. Tive uma infância extremamente feliz, de moleque de rua, não havia a psicose televisiva. Brincava-se muito na rua, havia muita leitura, porque meu pai tinha duas manias: padaria e livraria. E ele comprava muito mais livros do que tinha tempo para ler, e não havia cômodo na casa para servir exclusivamente de biblioteca. Todos os cômodos, menos o banheiro e a cozinha por razões óbvias, tinham livros. Creio que minha vocação literária tenha a ver com isso. Meus pais escreviam, minha mãe na culinária e ele cronista dos principais jornais de Belo Horizonte durante mais de quarenta anos. Bem, depois, com treze anos, entrei na militância estudantil através da Juventude Estudantil Católica, a JEC.
Tatiana Merlino - Em que ano foi isso?
Em 1959. Na mesma época entrou o Henriquinho, que o Brasil conhece como Henfil. Nós dois éramos considerados muito crianças para pertencer à JEC. E esse desafio nos levou a nos firmar como militantes. Claro que o Henfil entrou por influência do Betinho, um dos fundadores da JEC de Belo Horizonte e depois foi para a Juventude Universitária Católica (JUC). E através da JEC é que eu comecei precocemente a ler muito filosofia, teologia e literatura. A primeira vez que eu enfrentei a repressão foi no dia 25 de agosto de 61, quando o Jânio Quadros renunciou à presidência. Depois, com 17 anos, fui indicado para a presidência da JEC. Então, me mudei para o Rio, onde fiquei de 62 a 64 numa república de estudantes, onde moravam doze rapazes e recebíamos mais uns 20 por mês que vinham de outros Estados para a UNE, ntre eles o Betinho e o Zé Serra. Nesses três anos eu percorri o Brasil todo duas vezes, articulando o movimento. Em 64 entrei na faculdade de jornalismo. Vocês vão morrer de inveja: meus professores eram o Tristão de Ataíde, Hermes Lima, Barbosa Lima Sobrinho, Danton Jobim.
Hamilton Octavio de Souza - Qual a faculdade?
Chamava Universidade do Brasil, depois acabou. Tinha grandes figuras da história do jornalismo brasileiro. Para contrabalançar, tinha o Hélio Viana, de extrema direita e cunhado do general Castelo Branco. Em junho de 64 eu estava na faculdade lá no Rio e fui preso pela primeira vez quando houve o arrastão da Ação Popular. Fiquei 15 dias preso, confundido com o Betinho, por conta dessa coisa de Beto, de JEC e JUC de Belo Horizonte. Eles estavam atrás do Betinho, que foi o grande fundador, a grande figura da Ação Popular, que depois conseguiu sair do país. Daí surgiu aquela dúvida: será que Deus quer que eu seja religioso? Crise vocacional forte. E convencido de que eu não tinha vocação, decidi entrar nos dominicanos em 65, porque não queria chegar aos 40 anos, olhar para trás e falar: “Ih! Acho que eu errei de caminho”... Mas eu queria tirar a limpo, ver no que vai dar. Entrei e isso já são quarenta e cinco anos.
Hamilton Octavio de Souza - Era um seminário?
Não, porque eu já tinha vinte anos. Os dominicanos no Brasil não têm seminário. Só aceitam quem terminou o ensino médio completo ou está na universidade. Que é melhor porque a pessoa é mais lúcida, essa ideia de seminário eu acho muito antipedagógico, é até desumano você colocar uma criança de 13, 14 anos no seminário. Eu acho que é por isso que tem tanto problema de pedofilia, de violência sexual. O cara vive naquela redoma patriarcal, machista e onde a sexualidade é sempre considerada pecado, enfim... Mas aí entrei nos dominicanos em Belo Horizonte. Em 66, eu vim para São Paulo para fazer filosofia, fiquei aqui de 66 a 69, aí aconteceram muitas coisas.
Hamilton Octavio de Souza - Você trabalhou na Folha, não é?
Trabalhei primeiro na revista Realidade. De lá, fui para a Folha da Tarde, que foi refundada com Jorge de Miranda Jordão. E lá fiz de tudo, desde geral até editoria de polícia. Cobri muito movimento estudantil e depois fui chefe de reportagem, e fui assistente do Zé Celso na montagem do Rei da Vela. Fui colega do Merlino, na Folha da Tarde. Além disso, eu estudava Filosofia de manhã e à noite fazia o curso de antropologia na Maria Antonia. Em 69 houve o AI-5, eu já estava bastante pressionado pela repressão. No início de 69, eu decido ir para o Rio Grande do Sul, porque o cerco estava se fechando, meu projeto era passar um tempo fora do Brasil, iria para a Alemanha estudar teologia. Fui para São Leopoldo, onde tinha um seminário de jesuítas, muito bom, e aí o Marighella me pediu para montar um esquema de fazer sair gente pela fronteira Sul com a Argentina e Uruguai. Um mês antes de eu ir para a Alemanha, os dominicanos, aqui em São Paulo são presos. Afinal, sou cercado no Rio Grande do Sul, consigo fugir uma semana, fui preso, caí numa cilada. Fiquei quatro anos preso, em São Paulo, só fiquei um mês preso em Porto Alegre, depois vim para cá. Foram dois anos como preso político e dois anos como preso comum, caso raro.
Hamilton Octavio de Souza - Foi na Tiradentes?
Foram oito prisões diferentes, a Tiradentes foi uma. Descrevo em detalhes num livro lançado no ano passado, que ficou quarenta anos guardado, chama Diário de Fernando, da Rocco. É um diário que foi do Fernando, um amigo meu, e a gente levou quarenta anos para publicar.
Lúcia Rodrigues - Por que levou todo esse tempo?
Primeiro, o Fernando não é jornalista nem historiador, mas teve o cuidado de anotar em papel celofane que saía dentro de canetas na visita. O frade levava uma caneta exatamente igual à que ele tinha e no meio da conversa trocava a caneta. Dentro vinha um celofane, depois se desmontava. Então, nos papéis, tinha coisas assim: “Paulinho foi para o Doi-Codi”. Ora, que Paulinho? Que data? Que aconteceu? O Fernando queria fazer o diário, mas não era do ramo, nem historiador e nem jornalista; depois de muitos nos ele falou: “Não Betto, você faz”. Aí teve toda uma pesquisa para decifrar cada papelzinho daquele, foi tudo computadorizado, teve até que ler com lente, porque ele mesmo às vezes não entendia, não lembrava a anotação. Nos últimos anos, de 2006 a 2009 me dediquei quase que exclusivamente a esse livro. Ele descreve os que a gente ficou como, primeiro, preso político, depois comum. Fomos condenados a quatro anos, e o recurso osso no Supremo Tribunal Federal foi julgado, e reduziram a nossa pena de quatro para dois anos quando nós completávamos os quatro anos. Eu brinco que a gente tem um crédito com a liberdade de dois anos.
Tatiana Merlino - O senhor pediu indenização para o Estado brasileiro?
Respeito muito quem pediu, mas nunca pedi. Primeiro porque não quero transformar uma questão política em uma questão financeira. Acho que não há dinheiro que pague o que sofri. Depois, porque embora tenha muita gente que eu respeite e por quem até lutei para que merecessem a indenização, acho que tem muita gente que foi com sede no pote de ouro, gente que recebeu indenizações milionárias e foi interrogado, esteve uma semana preso, enfim. Acho que virou uma certa farra esse negócio, então preferi não pedir. Em terceiro, porque eu não preciso do dinheiro do governo, eu consigo sobreviver do meu trabalho. Isso é dinheiro público, se fosse do bolso dos generais eu até aceitaria, iria reivindicar, mas não, e não quero usar em benefício pessoal.
Tatiana Merlino - Essa não foi uma maneira do Estado brasileiro reconhecer que essas pessoas foram realmente presas e torturadas?
Haveria outras maneiras. Por exemplo, o Estado até hoje não pediu perdão à nação pelo erro que ele cometeu. Essa é uma das dívidas, inclusive o governo Lula, que devia pedir perdão, em nome do Estado, assim como o papa pediu perdão à humanidade pela condenação de Galileu e agora de Copérnico.
Lúcia Rodrigues - Mas no governo Lula, nesse caso recente do STF e da OAB, mais uma vez manteve a impunidade aos torturadores.
Eu gostaria inclusive que abrissem os arquivos das Forças Armadas, continuo lutando por isso. Fiquei perplexo e horrorizado com a decisão do STF, porque não só é uma forma de absolvição legal de crimes hediondos, de lesa-humanidade, imprescritíveis, inclusive pela legislação dos tratados internacionais firmados pelo Brasil. Também é uma forma de abonar a tortura que continua nas delegacias praticada pelos policiais civis e militares Brasil afora. Enquanto eu viver lutarei para reverter essa situação. Tenho dedicado minha obra literária à memória desses anos de chumbo. São vários livros, o Cartas da Prisão, Batismo de Sangue, Dia de Anjo, Canto na Fogueira, que fiz com Frei Fernando e Frei Ivo, e agora o Diário de Fernando. Esqueci algum? Acho que não. As Catapuntas, que é o Cartas na Prisão, enfim. Assim como 60 anos depois a memória do sofrimento dos judeus por causa do nazismo continua viva, daqui a duzentos anos a memória do sofrimento das vítimas da ditadura militar também estará. Quer dizer, é um equívoco do STF, do governo, dos militares pensar que essa memória se apaga.
Hamilton Octavio de Souza - Quando você saiu da prisão, o que fez?
Saí no fim de 73.
Tatiana Merlino - Poderia falar sobre o período que ficou em São Paulo militando e trabalhando como jornalista?
Congresso da UNE é um bom exemplo. Quem conseguiu o local do Congresso foi o Frei Tito, lá em Ibiúna, um sítio, por isso que ele foi tão barbarizado na tortura a ponto de ser levado à morte. Eu conhecia o local e armei um esquema com o pessoal da ALN e com o Frei Tito de que qualquer sinal que a repressão tivesse notícia do local do Congresso, esse sinal viria através dos setoristas do jornal. Naquela época nós já tínhamos os setoristas no Dops, no exército e etc. Eu daria um aviso para que eles pudessem se safar. E, de fato, o setorista do Dops chegou na redação e disse: “tão falando lá no Dops que tem um pessoal que estaria reunido lá pelo lado de Ibiúna e tão querendo investigar e tal.” Aí eu chamei o repórter Rogério e disse: “Você vai agora avisar a direção que a polícia está indo para lá”. O Rogério foi, mas cometi um grande equívoco. Não me passou pela cabeça que o carro da Folha, com a sua logomarca na lataria, iria ser hostilizado pela segurança do Congresso. Resultado: o Zé Dirceu me disse depois que a notícia chegou à direção do Congresso, que eles podiam ter se safado, mas surgiu um problema de consciência: “e esses mil companheiros e companheiras que estão aqui?” Aí decidiram esperar, e deu no que deu, foram todos presos. Muitas vezes eu sabia de ações revolucionárias antecipadamente e armava o jornal para isso, por isso que a Folha da Tarde era quem melhor cobria a esquerda na época. Bem, voltando ao período da saída da prisão, no fim de 73, e com muita pressão da família, da Igreja e da repressão para ir para fora do Brasil, me veio uma questão de consciência: “quando vou voltar? Quero lutar no Brasil, não se muda um país estando fora dele”. Por outro lado, “esses caras já me fizeram ficar preso o dobro do que eu merecia segundo eles. Não vou embora não, vou ficar aqui”. Então decidi ir para Vitória, que naquela época era uma cidade politicamente mais calma. Fui morar na favela de Santa Maria. Comprei um barraco lá, que está tombado, física e emocionalmente tombado. Lá mora uma amiga, a quem eu “vendi” por 50 reais com o acerto de que o dia que ela sair de lá eu tenho que ser a primeira pessoa a quem ela vai oferecer o barraco.
Para ler a entrevista completa e outras matérias confira a edição de julho da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou clique aqui e compre a versão digital da Caros Amigos.
Uma avaliação crítica de quem sabe o que está falando, sem paixões partidárias.
Vale o prazer da leitura.
fonte http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=revista&id=145&iditens=675
Entrevista Frei Betto:
"O Brasil se tornou o paraíso do capital especulativo"
Participaram: Gabriela Moncau, Hamilton Octavio de Souza, Lúcia Rodrigues e Tatiana Merlino.
Frade dominicano, jornalista, escritor, autor de 52 livros, Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto, foi militante contra a ditadura civil-militar, ajudou na fundação da CUT e do PT. Foi assessor da Presidência da República para assuntos sociais, onde coordenou o programa Fome Zero. Nesta entrevista, Betto fala sobre o período em que trabalhou como jornalista, a chegada do PT ao poder, os rumos da esquerda do país e sobre o governo Lula. Para ele, embora o governo atual seja “o melhor da história republicana do Brasil”, o PT e um grupo hegemônico que o comanda “trocaram um projeto de Brasil por um projeto de poder”. Entre as lições que aprendeu no período em que esteve no Planalto, uma delas é que “o governo é que nem feijão, só funciona na panela de pressão”.
Caros Amigos - Hamilton Octavio de Souza - Fale sobre você, onde nasceu, onde estudou, como começou a ter militância?
Frei Betto - Sou mineiro, e como diz o Drummond, a gente sai de Minas, mas Minas não sai da gente. Meu pai era advogado e terminou a sua vida profissional como juiz. Era homem de extrema direita e terminou de extrema esquerda. A única vez que saiu do Brasil foi para ir a Cuba. A minha mãe é uma especialista em culinária, tem oito livros de culinária, entre eles o “Fogão de Lenha, trezentos anos de cozinha mineira”. É considerada a maior especialista nesse tema no Brasil. Éramos oito irmãos; um já faleceu, o mais novo.
Hamilton Octavio de Souza - De que cidade de Minas?
Todos de Belo Horizonte. É um caso raro em uma cidade que tem pouco mais de 100 anos. Meus pais também nasceram em Belo Horizonte. Mais raro ainda: os dois e os oito filhos estudaram no mesmo grupo escolar Barão do Rio Branco, que há pouco fez 90 anos. Tive uma infância extremamente feliz, de moleque de rua, não havia a psicose televisiva. Brincava-se muito na rua, havia muita leitura, porque meu pai tinha duas manias: padaria e livraria. E ele comprava muito mais livros do que tinha tempo para ler, e não havia cômodo na casa para servir exclusivamente de biblioteca. Todos os cômodos, menos o banheiro e a cozinha por razões óbvias, tinham livros. Creio que minha vocação literária tenha a ver com isso. Meus pais escreviam, minha mãe na culinária e ele cronista dos principais jornais de Belo Horizonte durante mais de quarenta anos. Bem, depois, com treze anos, entrei na militância estudantil através da Juventude Estudantil Católica, a JEC.
Tatiana Merlino - Em que ano foi isso?
Em 1959. Na mesma época entrou o Henriquinho, que o Brasil conhece como Henfil. Nós dois éramos considerados muito crianças para pertencer à JEC. E esse desafio nos levou a nos firmar como militantes. Claro que o Henfil entrou por influência do Betinho, um dos fundadores da JEC de Belo Horizonte e depois foi para a Juventude Universitária Católica (JUC). E através da JEC é que eu comecei precocemente a ler muito filosofia, teologia e literatura. A primeira vez que eu enfrentei a repressão foi no dia 25 de agosto de 61, quando o Jânio Quadros renunciou à presidência. Depois, com 17 anos, fui indicado para a presidência da JEC. Então, me mudei para o Rio, onde fiquei de 62 a 64 numa república de estudantes, onde moravam doze rapazes e recebíamos mais uns 20 por mês que vinham de outros Estados para a UNE, ntre eles o Betinho e o Zé Serra. Nesses três anos eu percorri o Brasil todo duas vezes, articulando o movimento. Em 64 entrei na faculdade de jornalismo. Vocês vão morrer de inveja: meus professores eram o Tristão de Ataíde, Hermes Lima, Barbosa Lima Sobrinho, Danton Jobim.
Hamilton Octavio de Souza - Qual a faculdade?
Chamava Universidade do Brasil, depois acabou. Tinha grandes figuras da história do jornalismo brasileiro. Para contrabalançar, tinha o Hélio Viana, de extrema direita e cunhado do general Castelo Branco. Em junho de 64 eu estava na faculdade lá no Rio e fui preso pela primeira vez quando houve o arrastão da Ação Popular. Fiquei 15 dias preso, confundido com o Betinho, por conta dessa coisa de Beto, de JEC e JUC de Belo Horizonte. Eles estavam atrás do Betinho, que foi o grande fundador, a grande figura da Ação Popular, que depois conseguiu sair do país. Daí surgiu aquela dúvida: será que Deus quer que eu seja religioso? Crise vocacional forte. E convencido de que eu não tinha vocação, decidi entrar nos dominicanos em 65, porque não queria chegar aos 40 anos, olhar para trás e falar: “Ih! Acho que eu errei de caminho”... Mas eu queria tirar a limpo, ver no que vai dar. Entrei e isso já são quarenta e cinco anos.
Hamilton Octavio de Souza - Era um seminário?
Não, porque eu já tinha vinte anos. Os dominicanos no Brasil não têm seminário. Só aceitam quem terminou o ensino médio completo ou está na universidade. Que é melhor porque a pessoa é mais lúcida, essa ideia de seminário eu acho muito antipedagógico, é até desumano você colocar uma criança de 13, 14 anos no seminário. Eu acho que é por isso que tem tanto problema de pedofilia, de violência sexual. O cara vive naquela redoma patriarcal, machista e onde a sexualidade é sempre considerada pecado, enfim... Mas aí entrei nos dominicanos em Belo Horizonte. Em 66, eu vim para São Paulo para fazer filosofia, fiquei aqui de 66 a 69, aí aconteceram muitas coisas.
Hamilton Octavio de Souza - Você trabalhou na Folha, não é?
Trabalhei primeiro na revista Realidade. De lá, fui para a Folha da Tarde, que foi refundada com Jorge de Miranda Jordão. E lá fiz de tudo, desde geral até editoria de polícia. Cobri muito movimento estudantil e depois fui chefe de reportagem, e fui assistente do Zé Celso na montagem do Rei da Vela. Fui colega do Merlino, na Folha da Tarde. Além disso, eu estudava Filosofia de manhã e à noite fazia o curso de antropologia na Maria Antonia. Em 69 houve o AI-5, eu já estava bastante pressionado pela repressão. No início de 69, eu decido ir para o Rio Grande do Sul, porque o cerco estava se fechando, meu projeto era passar um tempo fora do Brasil, iria para a Alemanha estudar teologia. Fui para São Leopoldo, onde tinha um seminário de jesuítas, muito bom, e aí o Marighella me pediu para montar um esquema de fazer sair gente pela fronteira Sul com a Argentina e Uruguai. Um mês antes de eu ir para a Alemanha, os dominicanos, aqui em São Paulo são presos. Afinal, sou cercado no Rio Grande do Sul, consigo fugir uma semana, fui preso, caí numa cilada. Fiquei quatro anos preso, em São Paulo, só fiquei um mês preso em Porto Alegre, depois vim para cá. Foram dois anos como preso político e dois anos como preso comum, caso raro.
Hamilton Octavio de Souza - Foi na Tiradentes?
Foram oito prisões diferentes, a Tiradentes foi uma. Descrevo em detalhes num livro lançado no ano passado, que ficou quarenta anos guardado, chama Diário de Fernando, da Rocco. É um diário que foi do Fernando, um amigo meu, e a gente levou quarenta anos para publicar.
Lúcia Rodrigues - Por que levou todo esse tempo?
Primeiro, o Fernando não é jornalista nem historiador, mas teve o cuidado de anotar em papel celofane que saía dentro de canetas na visita. O frade levava uma caneta exatamente igual à que ele tinha e no meio da conversa trocava a caneta. Dentro vinha um celofane, depois se desmontava. Então, nos papéis, tinha coisas assim: “Paulinho foi para o Doi-Codi”. Ora, que Paulinho? Que data? Que aconteceu? O Fernando queria fazer o diário, mas não era do ramo, nem historiador e nem jornalista; depois de muitos nos ele falou: “Não Betto, você faz”. Aí teve toda uma pesquisa para decifrar cada papelzinho daquele, foi tudo computadorizado, teve até que ler com lente, porque ele mesmo às vezes não entendia, não lembrava a anotação. Nos últimos anos, de 2006 a 2009 me dediquei quase que exclusivamente a esse livro. Ele descreve os que a gente ficou como, primeiro, preso político, depois comum. Fomos condenados a quatro anos, e o recurso osso no Supremo Tribunal Federal foi julgado, e reduziram a nossa pena de quatro para dois anos quando nós completávamos os quatro anos. Eu brinco que a gente tem um crédito com a liberdade de dois anos.
Tatiana Merlino - O senhor pediu indenização para o Estado brasileiro?
Respeito muito quem pediu, mas nunca pedi. Primeiro porque não quero transformar uma questão política em uma questão financeira. Acho que não há dinheiro que pague o que sofri. Depois, porque embora tenha muita gente que eu respeite e por quem até lutei para que merecessem a indenização, acho que tem muita gente que foi com sede no pote de ouro, gente que recebeu indenizações milionárias e foi interrogado, esteve uma semana preso, enfim. Acho que virou uma certa farra esse negócio, então preferi não pedir. Em terceiro, porque eu não preciso do dinheiro do governo, eu consigo sobreviver do meu trabalho. Isso é dinheiro público, se fosse do bolso dos generais eu até aceitaria, iria reivindicar, mas não, e não quero usar em benefício pessoal.
Tatiana Merlino - Essa não foi uma maneira do Estado brasileiro reconhecer que essas pessoas foram realmente presas e torturadas?
Haveria outras maneiras. Por exemplo, o Estado até hoje não pediu perdão à nação pelo erro que ele cometeu. Essa é uma das dívidas, inclusive o governo Lula, que devia pedir perdão, em nome do Estado, assim como o papa pediu perdão à humanidade pela condenação de Galileu e agora de Copérnico.
Lúcia Rodrigues - Mas no governo Lula, nesse caso recente do STF e da OAB, mais uma vez manteve a impunidade aos torturadores.
Eu gostaria inclusive que abrissem os arquivos das Forças Armadas, continuo lutando por isso. Fiquei perplexo e horrorizado com a decisão do STF, porque não só é uma forma de absolvição legal de crimes hediondos, de lesa-humanidade, imprescritíveis, inclusive pela legislação dos tratados internacionais firmados pelo Brasil. Também é uma forma de abonar a tortura que continua nas delegacias praticada pelos policiais civis e militares Brasil afora. Enquanto eu viver lutarei para reverter essa situação. Tenho dedicado minha obra literária à memória desses anos de chumbo. São vários livros, o Cartas da Prisão, Batismo de Sangue, Dia de Anjo, Canto na Fogueira, que fiz com Frei Fernando e Frei Ivo, e agora o Diário de Fernando. Esqueci algum? Acho que não. As Catapuntas, que é o Cartas na Prisão, enfim. Assim como 60 anos depois a memória do sofrimento dos judeus por causa do nazismo continua viva, daqui a duzentos anos a memória do sofrimento das vítimas da ditadura militar também estará. Quer dizer, é um equívoco do STF, do governo, dos militares pensar que essa memória se apaga.
Hamilton Octavio de Souza - Quando você saiu da prisão, o que fez?
Saí no fim de 73.
Tatiana Merlino - Poderia falar sobre o período que ficou em São Paulo militando e trabalhando como jornalista?
Congresso da UNE é um bom exemplo. Quem conseguiu o local do Congresso foi o Frei Tito, lá em Ibiúna, um sítio, por isso que ele foi tão barbarizado na tortura a ponto de ser levado à morte. Eu conhecia o local e armei um esquema com o pessoal da ALN e com o Frei Tito de que qualquer sinal que a repressão tivesse notícia do local do Congresso, esse sinal viria através dos setoristas do jornal. Naquela época nós já tínhamos os setoristas no Dops, no exército e etc. Eu daria um aviso para que eles pudessem se safar. E, de fato, o setorista do Dops chegou na redação e disse: “tão falando lá no Dops que tem um pessoal que estaria reunido lá pelo lado de Ibiúna e tão querendo investigar e tal.” Aí eu chamei o repórter Rogério e disse: “Você vai agora avisar a direção que a polícia está indo para lá”. O Rogério foi, mas cometi um grande equívoco. Não me passou pela cabeça que o carro da Folha, com a sua logomarca na lataria, iria ser hostilizado pela segurança do Congresso. Resultado: o Zé Dirceu me disse depois que a notícia chegou à direção do Congresso, que eles podiam ter se safado, mas surgiu um problema de consciência: “e esses mil companheiros e companheiras que estão aqui?” Aí decidiram esperar, e deu no que deu, foram todos presos. Muitas vezes eu sabia de ações revolucionárias antecipadamente e armava o jornal para isso, por isso que a Folha da Tarde era quem melhor cobria a esquerda na época. Bem, voltando ao período da saída da prisão, no fim de 73, e com muita pressão da família, da Igreja e da repressão para ir para fora do Brasil, me veio uma questão de consciência: “quando vou voltar? Quero lutar no Brasil, não se muda um país estando fora dele”. Por outro lado, “esses caras já me fizeram ficar preso o dobro do que eu merecia segundo eles. Não vou embora não, vou ficar aqui”. Então decidi ir para Vitória, que naquela época era uma cidade politicamente mais calma. Fui morar na favela de Santa Maria. Comprei um barraco lá, que está tombado, física e emocionalmente tombado. Lá mora uma amiga, a quem eu “vendi” por 50 reais com o acerto de que o dia que ela sair de lá eu tenho que ser a primeira pessoa a quem ela vai oferecer o barraco.
Para ler a entrevista completa e outras matérias confira a edição de julho da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou clique aqui e compre a versão digital da Caros Amigos.
Assinar:
Postagens (Atom)